Dia ruim
E senti vontade de mandar tudo ao diabo e sair correndo como no filme Forrest Gump, e correr sem parar pelo prazer do movimento, de estar…
Dia ruim
Dia ruim — Diogo Hartuiq Debarba — Foto de @Tobias Zils
E senti vontade de mandar tudo ao diabo e sair correndo como no filme Forrest Gump, e correr sem parar pelo prazer do movimento, de estar aqui e daqui alguns segundos já estar lá que vira um novo aqui e está sempre mudando, mas não faço nada disso, escrevi a crônica do dia ao invés.
E apesar de toda instabilidade interna, ando fazendo todas as coisas, mas isso não muda essa agitação que quer sair em disparada de minha cabeça carregando meu corpo e o de quem tiver na frente junto para um destino inexistente.
Destinos são tão broxantes, conseguir coisas são tão broxantes, ter coisas é tão broxante, pensar nessas coisas é ainda mais broxante; a vida é um joguinho de poder, e poder é algo tão bro…
Insistente, não? Acho que de tanto escrever perdi o pudor com as palavras, poderia mandar vocês ao diabo com a mesma naturalidade que diria boa tarde, não me entendam mal, gosto mesmo de vocês, de preferência assim, bem distantes, e na maioria das vezes inexistentes, mas onde quero chegar é que usei “broxante” lá em cima, para muita gente isso é uma palavra forte, você sabe, as pessoas costumam ter uma lista de palavras fortes, o preconceito mental é tão grande que se você diz alguma que está na lista delas já te olham torto; essa gente que acha que palavras podem dizer alguma coisa importante é tão bro…
As coisas mais interessantes que aprendi na vida não foi com livros, não foi com palavra alguma, foi observando as coisas e as intenções das coisas, se aprendi algo com livro foi por reconhecer a intenção do autor, e a emoção por trás da coisa, que ele pode passar misturando as palavras das mais diversas formas e no fim elas não importam muito, mas sim o ritmo que ele escolheu escrevê-las; só estou dizendo um pouco de qualquer coisa, hoje vocês não vão conseguir tirar mais do que isso de mim não!
Meio revoltado? Pior que não, estou quase que completamente pacífico, se não fosse a maratona dentro de minha cabeça poderia dizer que até estou em paz, se me sentar numa certa postura fico bem rapidamente, porém na mesma velocidade que levanto todos os corredores aqui dentro também se levantam e continuam a correr, sei que vocês não se importam com o que se passa aqui dentro, mas enxergue que eu também não, e reconheça se o “enxergue” causou algo aí dentro de si, se sim, saiba, você é tão bro… mas fique tranquilo, o problema das pessoas broxantes é que elas são bem seguras de si e não acreditam que possam ser broxantes, então isso tudo aqui pouco lhe vale alguma coisa, de qualquer forma vão ao…boa tarde.
메타데이터
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