Amar dói
O amor é um dos nossos sentimentos mais primitivos. A gente nasce amando e sendo amado.
Amar dói
O amor é um dos nossos sentimentos mais primitivos. A gente nasce amando e sendo amado.
É quase instinto: abrir os olhos pela primeira vez e encontrar quem nos deu a vida, quem nos aponta o mundo antes mesmo de entendê-lo.
E então o tempo passa.
E a gente aprende que o amor não mora só em um lugar.
Ele se espalha: nos amigos, nos bichos, nos encontros, na cidade, na casa, nos sonhos que a gente insiste em construir.
Mas, assim como a vida, o amor também conhece o fim.
E é aí que dói.
Dói na espera, na incerteza, no medo silencioso de quando esse fim vai chegar.
Às vezes ele vem em forma de mudança, de caminhos que se cruzam e depois se afastam. Às vezes vem com despedidas inevitáveis. Outras vezes… com escolhas, as do outro, ou as nossas.
Há amores breves, que passam como um sopro. E há aqueles que permanecem, que criam raízes, que moldam a vida ao redor enquanto a gente aprende a existir dentro deles.
Até que, um dia, sem aviso, a gente acorda e percebe:
o amor não está mais ali.
Partiu. Ou ficou soterrado por tudo o que veio depois.
E então a gente entende: amar dói.
Mas talvez seja justamente essa dor que dá sentido à travessia.
Porque, no fim, não é sobre evitar o fim… é sobre tudo aquilo que a gente viveu até ele chegar.
메타데이터
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