Magolítica #0.8 — Introdução à Esochannealogia
Quebra de Quarta Parede #3:

Magolítica #0.8 — Introdução à Esochannealogia
Quebra de Quarta Parede #3:
Infelizmente perdi completamente a minha capacidade de escrever esse livro. As ideias não chegavam de forma alguma e eu sequer sei como conduzir o rumo dessa merda (>o que não é uma grande novidade, Cadáver). Então em vez de eu apresentar a continuidade argumentativa dessa porcaria, apresentar-lhes-ei uma conversa com um amigo meu.
<o que é uma mentira, visto que o Cadáver Minimal não possui amigos
Conversa (>imaginária) com meu amigo (>também imaginário):
— Olá, Batatasperger Chan Soseki, como você está?
— Estou ótimo, Cadáver Minimal!
— O que tem feito?
— Tenho postado vídeos de femdom strap-on para trollar incels em suas comunidades e você?
— Tenho colecionado fotos de calcinhas de crochê.
— E da onde veio esse seu súbito interesse?
— Eu acho calcinhas de crochê fantásticas, Batatinha.
— Por quê?
— Quero ter uma coleção delas e colocá-las penduradas em todo meu quarto.
— Mas isso não vai fazer com que elas fiquem sujas com o tempo?
— Aí é que está a grande sacada, a grande magia da coisa toda, colocá-las-ei em quadros.
— Eita, aí sim!
— Quero ter uma coleção enorme de calcinhas de crochê como uma espécie de arte no meu quartinho.
— Parece um desejo bem legal.
— E você, tem algum novo hobbie?
— Tenho jogado bastante Sega Saturn e visto vídeos de churrasco texano.
— Maneiro, maneiro.
— Além disso, tenho praticado a minha mais nova trollagem.
— Qual a sua mais nova arte de trollagem?
— Eu já mencionei antes, bem no início de nossa conversa, mas mencioná-la-ei novamente: entro em grupos incels e posto femdom strap-on.
— E isso os engatilha?
— Com certeza, mas a legenda também.
— Qual é a legenda, Batatinha?
— Eu sempre escrevo na postagem: “a cura do incelismo”.
— Eita, mas aí você trolla os incelzinhos demais.
— Você não imagina.
— Eles ficam putos?
— Eles ficam furiosos!
— Doidões?
— Doidões.
— Me parece um bom método.
— E você tem lido alguma coisa, Cadáver?
— Terminei de ler “Devil’s Bargain”, mas ainda não terminei de escrever a análise desse livro pro meu blogspot. Atualmente estou lendo “Network Propaganda” e “The KinderGarden of Eden”.
— Como sempre, você está todo leitudo.
— E você, que é mais de ouvir, o que tem ouvido?
— Magdalena Bay, sou viciado nessa banda.
— Eu também, adoro um synthpop.
— Tem jogado alguma coisa?
— O de sempre: a minha vida no lixo.
— Não isso, visto que não é uma grande novidade, de videogame mesmo.
— Ah, jogo Bleach Brave Souls de vez em nunca.
— É um bom joguinho, eu admito.
— E você tem jogado alguma coisa, Cadáver?
— American McGee’s Alice.
— Esse é um clássico!
— Sim, sim, e você sabia que…
>como os diálogos seriam extremamente tediosos e completamente desnecessários para o desenvolvimento desse livro, resolvi usar o meu poder metanarrativo para encerrar a continuidade desse capítulo ruim do livro
<graças ao santo Pepe, meu Deus do céu, esse deve ser o capítulo mais tedioso lançado até agora
Quebra de Quarta Parede #4:
Para não irritar o Greentext e o Pinktext, Cadáver Minimal resolveu escrever um diálogo mais útil que adiantasse o andamento do livro.
>pare de escrever em terceira pessoal, cara
<pois é, você tá mais maluco que o Capitão Pátria e o Donald Trump
Enquanto Cadáver Minimal gastava seu tempo lendo livros sobre a política de outro país (Estados Unidos da América), ele foi encontrado no local mais bissexual e desconstruído de São Paulo — sim, a Vila Madalena, também chamada de Vila Madá, por seus íntimos. Quem encontrou ele não foi a jornalista feminista e tampouco o agente que apareceram nos capítulos anteriores, mas sim Incelito de Souza. Que veio confrontá-lo com suas chatas e estapafúrdias ideias de incel.
Introdução da Crítica da Razão Channealógica:
>rapaz, parece que a chapa vai esquentar
— Você! — diz Incelito de Souza
— Eu?
— Você mesmo!
— O que tem eu?
— É o Cadáver Minimal!
— Eu?
— Sim!
— Sim?
— Então não nega?
— Nego.
— Não é o Cadáver Minimal?
— Sou.
— Mas nega?
— Nego.
— Por qual razão?
— Pois não sei o que você pensa que sou.
— Penso que é o chamado Cadáver Minimal.
— Incorreto.
— Mas é.
— Sim e não.
— Como assim “sim” e “não”?
— Sou o Cadáver Minimal, mas não sei o que você pensa acerca do Cadáver Minimal e não posso afirmar que o seu pensamento é correto.
— Chega de baboseira. Fiquei sabendo que é um de nós.
— Sou?
— Sim, fiquei sabendo que é incel e da alt-right.
— Está desinformado.
— A Revista CUSPE não mente.
— Sim, não mente, mas se equivoca.
— Poupe-me. Você vai nos ajudar?
— Infelizmente não tenho um trocado. Essa cerveja que está aqui foi um boy que me pagou.
— O quê?
— Você nunca pegou um cara para conseguir algo de graça?
— Poupe-me! Não é para isso que quero a sua ajuda.
— Para quê?
— Quero a sua ajuda para combater o fim da decadência do Ocidente.
— O Ocidente está decaindo?
— Sim, não vê?
— Não.
— Veja, por exemplo, os valores morais que estão sendo destruídos.
— Não estão sendo destruídos, estão sendo trocados.
— Como?
— O que vocês chamam de decadência nada mais é do que um processo de transformação.
— E por que acredita nisso?
— Você veja, quando os cristãos passaram a se tornar predominantes no Ocidente, também se chamava isso de fim do Ocidente. Quando houve a troca de Platão por Aristóteles, no período escolástico, também. Renascentismo, protestantismo, iluminismo, liberalismo, comunismo, tudo isso foi chamado de decadência do Ocidente. A decadência do Ocidente é sempre a moda, a ideia do momento. E depois isso vira o próprio Ocidente e o motivo de orgulho do ser ocidental.
— O quê?
— Exato.
— Mas os judeus não conspiram?
— Conspiram com o quê?
— Eles criaram o liberalismo e o comunismo para criar uma falsa sensação de oposição!
— Aff. O problema das teorias da conspiração, meu amiguinho, é que elas exigem uma coordenação uniforme e perfeita, essa coordenação uniforme e perfeita é impossível na realidade, visto que os interesses humanos sempre conflitam e variam em gênero, número e grau.
— Como?
— Se admitirmos que a sua hipótese é verdadeira, temos que admitir que há um ser sem contradição que manipula uma série de movimentos históricos de forma completamente racional e com uma frieza absoluta.
— E não há?
— Não.
— Como não há?
— Não há não havendo.
— Mas e os livros que eu li?
— Leia mais livros.
— Mas eu já leio o suficiente.
— Lê poucos livros e, pior do que isso, só lê livros com vieses de confirmação. Lê para confirmar as próprias premissas, numa estéril monotonia filodóxica.
— Mas eu leio bem!
— Ler bem e ler o debate público é diferente.
— Ler o debate público?
— Quem não lê o debate público sempre cai em teorias da conspiração, pois não consegue ver a anulação contínua de hipóteses e o fato de que a razão humana é sempre contingencial.
— Mas eu sou um channer. E channers são assim.
— Channers não são assim e você não é um channer de verdade.
— Vai me negar o título de channer?
— Vou.
— E por qual razão?
— Pois foge do antiprincípio esochannealógico do caos.
— E que princípio é esse?
— O antiprincípio esochannealógico é o da desconstrução contínua da continuidade do discurso.
— O quê?
— Os channers são pessoas que precisam levar a um processo desconstrucionista constante do discurso, seja o discurso social, seja o próprio discurso, num processo de crítica e autocrítica.
— Como?
— Quem é Kek?
— Kek é o Deus do Caos.
— Sim, Kek é o Deus do Caos.
— Kek é contra o que é estabelecido institucionalmente e eu sou contra o que está estabelecido. Logo eu sou channer.
— Não.
— Por que não?
— Pois seu caos para tão somente naquilo que você considera como errado ou daquilo que você não gosta.
— Então eu deveria ser antichanner?
— Ser channer e antichanner é o antiprincípio do paradoxo esochannealógico. Ele é a pré-condição da condição esochannealógica.
— Como?
— O channer, para ser mais channer, precisa criar uma própria antichannealogia que lhe impulsiona para o caos.
— Não compreendo.
— Já leu a “Gravidade e a Graça” de Simone Weil?
— Não li, não leio livro de mulher.
— Pois deveria largar essa misoginia besta e começar a ler.
— Como?
— Pulando esse seu ódio abestalhado. No livro a “Gravidade e a Graça” a Simone Weil fala sobre o ateísmo purificador.
— Ela é atéia?
— Essa não é a questão. Pode um teólogo ser teólogo e sustentar visões equivocadas de seu Deus sem ser menos teológico? Ele não seria um teólogo pior?
— Exato. Seria um teólogo pior.
— Esse é um ponto, todo teólogo deve internalizar o ateísmo para chegar a graus superiores de teologização.
— O que você quer dizer com isso?
— Estou dizendo que se um channer quer ser mais channer, ele precisa abraçar e internalizar a antichannealogia como parte da sua channealogia, criando em si mesmo uma capacidade de transcender a sua atual capacidade channealógica. Esse é o antiprincípio do paradoxo esochannealógico.
— Então a desconstrução constante deve seguir o caminho da própria desconstrução e desconstruir a si mesma num processo dialético?
— Sim, a crítica só é completa quando também se torna crítica de si mesma. A desconstrução da desconstrução leva a um refinamento do desconstrucionismo e da possibilidade mesma de construir.
— A crítica à institucionalidade também deve se tornar crítica de si mesma?
— Exato. E a channealogia é um processo caótico que só consegue ser compreendida quando possui, em si mesma, uma crítica a si. E essa posicionalidade autocrítica potencializa infinitamente o processo desconstrucionista.
— Você não acabou de inventar tudo isso daí?
— Você que não compreende a verdadeira channealogia. E não consegue compreender o reino sutil da esochannealogia.
— E que reino sutil é esse?
— Kek é o caos. E pelo caos vivemos. O caos só se manifesta verdadeiramente caos quando leva a desconstrução não só do que está aí, mas também do sujeito que põe o caos para desconstruir a ordem. Um verdadeiro channer é capaz de desconstruir a si mesmo. Não basta ver o circo pegar fogo, ele precisa ver o fogo pegar a si mesmo. O verdadeiro channer não é só um iconoclasta, ele também é um autoiconoclasta.
— Espera, o quê?
— Um channer não fica triste de ser chamado de incel ou de alt-right. Ele simplesmente engole cada crítica, durante seu processo esochannealógico de autoengano, também chamado de antiprincípio do autoengano esochannealógico, para se libertar das correntes que prendiam e o separavam da arte kekética do caos.
— Está me dizendo que devo estudar feministas para me tornar um channer de verdade?
— Em verdade, em verdade te digo: se não leres e nem concordares com as feministas e suas críticas, nunca serás um channer de verdade.
— Por quê?
— Pois channealogia não é só a discordância com o feminismo (channalogia), é também a aceitação do feminismo (antichannealogia). A não-aceitação junto com a aceitação levam paradoxalmente a unidade sintética do caos que contrapõe a tese e a antítese para formar a síntese (dialática neossistemática esochannealógica).
— Mas e a redpill?
— A redpill é uma piada para quem não compreendeu os antiprincípios da cultura esochannealógica. Quando dizemos que tudo é pescaria, muitas coisas que fingimos acreditar também são pescarias. Somente idiotas levam o /b/ e o /pol/ a sério.
— Como?
— A verdadeira cultura channer não é como uma gnose de quem encontrou a verdade. Ela, na verdade, é a solução antignóstica de quem não encontra a verdade pois sabe que a verdade é ininteligível.
— É impossível captar a verdade?
— Não somos oniscientes. Tudo o que temos são fragmentos (preconceitos) e não a perfeição (conceitos). Logo tudo o que temos é preconceito. Em verdade, em verdade te digo: a esochannalogia é aconceitualista.
— Então a redpill é só uma trollagem que os velhos channers fazem para rir dos incautos?
— Exato.
— E por que vocês fazem isso?
— Pois somos os verdadeiros mestres do caos. Quando você realmente compreender o que é a channealogia, o que é a antichannealogia e o que é a esochannealogia, não será mais incel.
— E o que é a channealogia?
— Você não percebe que dentro do chan as postagens sempre se apagam devido a própria natureza do fórum e que a gente sempre reclama dos novos usuários?
— Sim, somos forçados a pesquisar sempre mais e mais.
— E qual o nome dessa técnica?
— Essa técnica de olhar sempre mais é chamada de lurk moar.
— Ou seja, a natureza channer, por excelência, comporta um padrão investigativo. O usuário precisa pesquisar cada vez mais e estar atento, visto que o conhecimento não é conhecimento, mas ilusão de conhecimento. Logo o usuário precisa estudar cada vez mais e relativizar os conhecimentos anteriores, visto que os conhecimentos anteriores eram estados menores de conhecimento e os de agora são conhecimentos maiores, mas ainda assim são preconceitos.
— Tá, mas o chan é misógino.
— O verdadeiro anonimato não possui gênero, doutrina, ideologia, religião ou posicionamento. A busca do anonimato é a busca da informa, a ausência de toda e qualquer forma, e a ausência de forma implica na descondicionalidade do ser. O que torna a misoginia impossível.
— O que isso quer dizer?
— Quero dizer que um verdadeiro channer não é um homem e nem uma mulher, mas aquele que encontrou uma condição pós-gênero. Em outras palavras, feminismo e machismo são relativizados e sintetizados pela condição esochannealógica.
— E o que é essa condição esochannealógica?
— A condição esochannealógica é a relativização constante daquilo que antes se havia. O caos é a negação das formas. Logo tudo aquilo que implique numa forma deve ser desconstruído. E a própria desconstrução deve ser desconstruída para que se torne ainda mais fortemente desconstrutora.
— O que é isso?
— No movimento LGBTQIAPN+, por exemplo, houve e ainda há traços disso, de uma época homonormativa.
— E o que foi essa época?
— Passaram a copiar os critérios da heteronormatividade, aceitando dentro de si uma LGBTfobia interna.
— Em outras palavras, tornaram-se aceitadores da opressão e subjugadores de si mesmos?
— Exato. Não basta que o movimento LGBT aceite a própria sexualidade, ele precisa questionar a heteromatrix e a si mesmo. É preciso que exista um estranhamento e esse estranhamento é a queerização do próprio movimento queer.
— Eita. Então a channealogia, que implica numa luta contra a normalidade e a institucionalidade, deve criar um movimento antichannealógico para gerar um aperfeiçoamento da própria condição channealógica?
— Exato. E é por isso que a esochannealogia leva a crer que toda cultura channer é uma bobagem, mas ao mesmo tempo é algo certeiro. No fundo, o Bobo Corte deve rir de si mesmo para fazer com que o Rei aprenda a rir de si mesmo.
— Não compreendo.
— Na corte do rei, ninguém poderia fazer uma autocrítica real. Nem os ministros. Nem mesmo a rainha. O único que tinha essa capacidade era o Bobo da Corte.
— Faz sentido.
— Ridendo Castigat Moris (rindo-se, corrigem-se os costumes). A função da sátira é que exista uma catarse em que a plateia ri de si mesma para libertar-se de si mesma. Um processo profundamente dialético em que o ser sai do preconceito de si e atinge um grau maior de conceituação sobre si mesmo.
— Mas isso é sempre parcial, não?
— Exatamente. Uma pessoa que não ri constantemente de si mesma é incapaz de ter um maior nível de selficação. O autoengano pode ser negativo quando temos a ideia de que conhecemos a nós mesmos, mas absurdamente positivo quando nos obriga a confrontarmos as noções preconcebidas que tínhamos de nós mesmos.
— Isso é interessante.
— O fundamento da democracia é que todas as ideias riam umas das outras. Em outras palavras, a crítica encontra a crítica e se torna autocrítica. A esquerda ri da direita e a direita ri da esquerda, uma fazendo com que a outra se veja como patética para se tornar mais autocrítica dos próprios erros. A posição confrontacional da democracia é o que possibilita dialeticamente a evolução das ideias que são discursadas no debate público.
— Hoje em dia isso ainda ocorre?
— Ocorre, mas pouco. E esse é o problema. “E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós (1 Coríntios 11:19).
— E o que isso quer dizer?
— Quero dizer que o saber humano se dá discursivamente, nunca adentrando num conhecimento do objeto em si. O conhecimento que temos na verdade é a ilusão do conhecimento e não o conhecimento em si. E se o nosso saber se dá a partir da unificação de diferentes fragmentos, então o discurso do outro, sobretudo o outro que está contra nós, é o que faz com que nos tornemos ainda mais capazes de dar saltos maiores no conhecimento.
— A discordância é necessária para o processo epistemológico?
— Sem discordância não há sequer epistemologia.
— É por isso que a intenção primária da cultura channer era a liberdade de expressão?
— Exato. As diferentes visões eram dispostas e acumuladas. Essas diferentes visões e fragmentos se acumulam e recebem o nome de mineralismo e a construção e desconstrução de novos sistemas é chamada de neossistemática. Tudo isso num processo caótico de construção, desconstrução e reconstrução. Num debate infinitamente aporético. Isso é central quando se fala de esochannealogia. Essa é a aporética infinitiva da condição esochannealógica.
— Se Kek é um símbolo proclamado como gnóstico, se gnose significa conhecimento, se as pessoas creem que os channers acreditam ter o conhecimento, a redpill e a verdade, mas na verdade isso tudo é um engano…
— Então a channealogia é o reino da aparência de quem não compreendeu a verdadeira cultura channer. E a esochannealogia é o fato de que a channealogia não pode ser compreendida, mas sim vivenciada enquanto processo de desconstrução contínua da própria channealogicidade.
— A verdadeira cultura channer é antignóstica e o seu principal símbolo é um sapo do caos que, por sua vez, representa a própria quebra de um conhecimento absoluto, visto que o conhecimento absoluto nada mais é do que uma ilusão de conhecimento a ser desconstruída.
— Exato. E a esochannealogia é fundada por uma negação dos princípios, visto que os princípios apresentam sempre uma institucionalidade normativa a ser cumprida e o processo esochannealógico é a desconstrução da própria normatividade. E essa é uma das razões que chamamos as habilidades esochannealógicas de antiprincípios.
— E como definimos channealogia e esochannealogia?
— Se existe um conhecimento e há um conhecimento do conhecimento, atribuímos ao primeiro o nome de conhecimento e ao segundo de filosofia. Por exemplo, podemos chamar um de linguagem e outro de filosofia da linguagem. A channealogia nada mais é do que a filosofia channer e a esochannealogia é a crítica da filosofia channer ou a metafilosofia channealógica, a metafísica channer.
— Caralho…
>ei, você acha que esse Sega Saturn pode se tornar um Dreamcast?
<não, duvido muito
메타데이터
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