O IMPACTO DE VARIÁVEIS MICRO E MACROECONÔMICAS NA LIBERDADE ECONÔMICA INTERNACIONAL
AUTORES: CHRISTIAN FARIAS DE OLIVEIRA, DIÔNATAS DOS SANTOS FERREIRA, FRANCISCA ANTONIA MICHELLY SOARES, JOÃO LIMA BEZERRA JUNIOR e SAULO…
O IMPACTO DE VARIÁVEIS MICRO E MACROECONÔMICAS NA LIBERDADE ECONÔMICA INTERNACIONAL
AUTORES: CHRISTIAN FARIAS DE OLIVEIRA, DIÔNATAS DOS SANTOS FERREIRA, FRANCISCA ANTONIA MICHELLY SOARES, JOÃO LIMA BEZERRA JUNIOR e SAULO MAGALHAES DOS SANTOS.
RESUMO
Este artigo tem como objetivo analisar a importância da liberdade econômica no desenvolvimento de um país, considerando suas variáveis micro e macroeconômicas. A relação entre liberdade e crescimento econômico é amplamente discutida na literatura acadêmica, com estudos que destacam a influência das instituições no crescimento econômico ao moldar o comportamento dos indivíduos, alocar recursos de maneira eficiente e promover o crescimento econômico a longo prazo.
Pesquisas recentes também demonstram uma forte correlação positiva entre liberdade econômica e taxas de crescimento mais altas ao longo do tempo. Essa relação é impulsionada por fatores como a proteção dos direitos de propriedade, a estabilidade monetária, a eficiência dos mercados e a abertura ao comércio internacional.
A revisão da literatura destaca a importância das liberdades econômicas, das instituições estáveis e das estruturas institucionais eficientes para impulsionar o crescimento econômico. Estudos anteriores reforçam a relação positiva entre liberdade econômica e crescimento, enfatizando a relevância das instituições na promoção do desenvolvimento econômico.
A metodologia utilizada neste estudo envolve a análise de dados obtidos do relatório Freedom House — Freedom in the World, que fornece classificações numéricas e informações descritivas sobre direitos políticos e liberdades civis em diferentes países. Os dados foram analisados por meio do software R Studio. Em resumo, este artigo contribui para uma melhor compreensão das dinâmicas do crescimento econômico e das políticas que podem impulsioná-lo, enfocando a importância da liberdade econômica e das instituições adequadas nesse processo.
INTRODUÇÃO
A liberdade econômica é pauta recorrente no âmbito macroeconômico uma vez que acredita-se na sua influência no desenvolvimento de um país, podendo esta afetar diretamente a eficiência de uma economia. Este trabalho objetiva evidenciar a importância de variáveis micro e macroeconômicas vigentes em uma nação e se justifica na necessidade de compreender melhor o papel da liberdade e alguns seus componentes mais relevantes enquanto forças impulsionadoras do crescimento econômico. O progresso de um país pode ser parcialmente explicado pelas instituições em que ele está inserido, onde um baixo score em indicadores de liberdade pode não só estar atrelado a baixas taxas de crescimento como explicá-las em algum nível. Para ilustrar o tema, reúnem-se neste artigo indicadores-chaves da economia considerados mais relevantes, como por exemplo liberdade fiscal, comercial e financeira, entre outros que serão mencionados de forma mais minuciosa posteriormente, a fim de estimar de alguma forma como se dão — se mais ou menos livremente -, as decisões financeiras, as trocas de bens e serviços, o acesso e efetividade dos serviços financeiros, etc. Este entendimento será um grande aliado na busca de soluções para enfrentar os desafios em que as nações menos avançadas estão inseridas e encontrar um caminho para a construção de um ambiente econômico sustentável e favorável ao comércio, investimento, empreendedorismo e inovação. O resultado de todos os benefícios alcançados através da inserção de uma maior liberdade econômica será a construção de um bem-estar mais homogêneo em cada país e a expectativa de que no futuro, seguindo os passos daqueles que já vivem sob instituições favoráveis, as economias menos desenvolvidas possam se equiparar às potências econômicas já existentes. A convicção central de que a liberdade derivada de instituições que garantem trocas e negociações mais livres aos indivíduos e empresas terá impacto positivo no crescimento, no desempenho econômico e no bem-estar da população, bem como o estudo de seus efeitos e mecanismos pode ajudar no trajeto até este objetivo.
REVISÃO DE LITERATURA
Ao pesquisarmos uma literatura que abordasse o crescimento econômico relacionado à liberdade de diferentes fatores, como econômico e de governo, é evidenciado que a relação de crescimento e liberdade é um tema bastante discutido na literatura acadêmica, onde encontramos questões abordadas pertinentes a este artigo que embasam a correlação apresentada no tema. As instituições políticas são o principal responsável por prover direitos aos seus cidadãos, tais como o de propriedade, um fator determinante ao analisarmos crescimento econômico, e isso é discutido no artigo “Crescimento econômico e liberdades: a economia política de Douglass North”, escrito por Ronaldo Fiani, que nos traz uma minuciosa abordagem dos estudos e contribuição do economista Douglass North, através de seus estudos de políticas econômicas e teoria dos jogos, onde é explorado a relação e compreensão entre crescimento econômico e liberdades políticas, onde as instituições, formais e informais, têm um papel no desenvolvimento pois são capazes de moldar o comportamento dos indivíduos, afetar a alocação de recursos, a eficiência econômica e, por conseguinte, o crescimento econômico em longo prazo. Desse modo, é destacado que as mesmas instituições, ao garantirem a liberdade individual, consequentemente promovem um ambiente favorável ao crescimento econômico, caso contrário a sua ausência é comprovada por exemplos históricos um resultado econômico negativo, ressaltando a importância das instituições garantir tais direitos de propriedade para assim termos um crescimento econômico duradouro. Trazendo um estudo mais recente, temos a relação de liberdade econômica e crescimento dentro do período de quatro décadas, no artigo intitulado “Liberdade Econômica e Crescimento (1970–2014)”, de Luccas Assis Attílio, este que utiliza îndices de liberdade econômica com dados de 1970 a 2014 e seu impacto no crescimento econômico dos países estudados ao longo do tempo, que evidenciam uma forte correlação positiva entre maior liberdade econômica e taxas de crescimento maisaltas, argumentando que os países com maior liberdade econômica tendem a experimentar um crescimento econômico mais constante ao longo do tempo, além de mecanismos capazes de impulsionar este crescimento como a atração de investimentos, o estímulo ao empreendedorismo e o aumento da produtividade. O autor também menciona o fator supracitado do direito de propriedade, além de demais políticas que promovam a proteção desse direito, a estabilidade monetária, a eficiência do mercado e a abertura ao comércio internacional, concluindo como a liberdade econômica, quando bem empregada em suas dimensões, é um fator essencial que impulsiona o crescimento econômico. Dando complemento aos dois artigos anteriores, é abordado na literatura de “Lógica da Ação Coletiva, Instituições e Crescimento Econômico: Uma Resenha Temática sobre a Nova Economia Institucional”, por Newton Paulo Bueno, que relaciona a lógica da ação coletiva, as instituições e o crescimento econômico, sintetizando o que foi mencionado nos artigos anteriores e elucidando a ideia de que a ação coletiva e a coordenação são essenciais para superar problemas de ação coletiva e alcançar resultados economicamente eficientes, examinando as instituições formais e informais e como elas afetam o crescimento econômico, ressaltando a importância de estruturas institucionais sólidas, isto é, bem projetadas e eficientes, que estimulem o crescimento, e seu contrário levando a estagnação. Para fazer estas inferências o autor utiliza os princípios da Nova Economia Institucional (NEI). Portanto, a literatura revisada tem como destaque a importância das liberdades econômicas, as instituições políticas estáveis e estruturas institucionais que sejam eficientes para promover o crescimento econômico. Encontramos nas abordagens de Ronaldo Fiani e de Luccas Assis Attílio respectivamente as evidências que enfatizam a relação positiva entre liberdade econômica e crescimento, complementadas pelo trabalho de Newton Paulo Bueno através da NEI sobre o papel das instituições na promoção do desenvolvimento econômico. Assim, com o apoio desses trabalhos podemos compreender melhor as dinâmicas do crescimento econômico e políticas voltadas a orientar este crescimento.
METODOLOGIA
→ BASE DE DADOS
Os dados utilizados nesta pesquisa foram obtidos a partir do Freedom House — Freedom in the World, um relatório global anual que aborda os direitos políticos e as liberdades civis. Este relatório é composto por classificações numéricas e textos descritivos referentes a cada país, bem como a um grupo selecionado de territórios. A análise dos dados foi conduzida por meio do software R Studio.



Fonte: autoria da equipe.
→ MODELO
Foi empregado um modelo econométrico de natureza lin-lin, com a seguinte especificação: Pontuação = 𝛽1 + 𝛽2 Liberdade de Negócios + 𝛽3 Liberdade Comercial + 𝛽4 Liberdade de Investimento + 𝛽5 Liberdade Financeira + ε Pontuação Liberdade Econômica 1TRI2023: É a variável dependente no modelo de regressão. Representa uma medida ou indicador numérico que reflete algum tipo de pontuação ou avaliação. No contexto do artigo em questão, a Pontuação mensura o grau de liberdade econômica de um país. Liberdade de Negócios: É uma variável independente que representa a liberdade de fazer negócios em um determinado país. Pode incluir fatores como facilidade de abrir empresas, regulação do mercado, proteção de direitos de propriedade e burocracia governamental relacionada aos negócios. Liberdade Comercial: É outra variável independente que mede a liberdade de comércio em um país. Isso pode abranger fatores como barreiras comerciais, restrições à importação e exportação, acordos comerciais internacionais e políticas de tarifas. Liberdade de Investimento: É uma variável independente que reflete a liberdade de investimento em um país. Pode considerar fatores como restrições ao investimento estrangeiro, regulamentação de investimentos, proteção de direitos de propriedade e incentivos governamentais para investimentos. Liberdade Financeira: É a última variável independente no modelo e se refere à liberdade financeira em um país. Isso pode englobar aspectos como regulamentação do setor financeiro, acesso a serviços financeiros, estabilidade monetária, proteção de investidores e eficiência do sistema financeiro. Cada uma dessas variáveis independentes captura diferentes dimensões da liberdade econômica e pode ter um impacto distinto no valor da variável dependente (Pontuação). A metodologia do artigo propõe o uso de um modelo de regressão linear utilizando a escala Lin-Lin para analisar a relação entre diferentes variáveis independentes (Liberdade de Negócios, Liberdade Comercial, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira) e uma variável dependente (Pontuação). O objetivo é determinar como essas variáveis independentes influenciam o valor da variável dependente. Nessa equação, 𝛽1, 𝛽2, 𝛽3, 𝛽4 e 𝛽5 são os coeficientes de regressão que indicam o impacto ou a contribuição de cada variável independente na variável dependente. O coeficiente 𝛽1 representa o intercepto, ou seja, o valor da Pontuação quando todas as variáveis independentes são igual a zero. ε é o termo de erro, que captura outras influências não explicadas pelas variáveis independentes. A escala Lin-Lin refere-se ao fato de que as variáveis independentes e dependentes são medidas em uma escala linear, ou seja, as unidades são interpretadas diretamente, dado que todas estão em porcentagem. Não há transformações ou ajustes nas variáveis antes da análise. A interpretação formal do modelo de regressão Lin-Lin é a seguinte: O coeficiente 𝛽1 representa o efeito constante na variável dependente (Pontuação) que não está associado a nenhuma das variáveis independentes. Os coeficientes 𝛽2, 𝛽3, 𝛽4 e 𝛽5 indicam o efeito linear das variáveis independentes (Liberdade de Negócios, Liberdade Comercial, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira) na variável dependente. Um coeficiente positivo indica que o aumento dessas variáveis independentes está associado a um aumento no valor de Score, enquanto um coeficiente negativo indica uma relação inversa. Os coeficientes podem ser interpretados como a mudança esperada na variável dependente (Pontuação) para uma unidade de mudança nas variáveis independentes, considerando todas as outras variáveis constantes. Portanto, a metodologia do artigo utiliza um modelo de regressão linear na escala Lin-Lin para examinar o impacto das variáveis independentes (Liberdade de Negócios, Liberdade Comercial, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira) na variável dependente (Pontuação), fornecendo interpretações formais sobre o efeito dessas variáveis no valor da Pontuação, que diz respeito à mensuração do grau de liberdade econômica dos países.
→ ESPECIFICAÇÕES

Códigos de significância: 0 ‘’ 0,001 ‘’ 0,01 ‘’ 0,05 ‘.’ 0,1 ‘ ’ 1
A tabela de Análise de Variância (ANOVA) é utilizada para avaliar a significância global do modelo de regressão linear aplicado à variável dependente “Score” em relação às variáveis independentes “FiscalHealth” (Saúde Fiscal), “BusinessFreedom” (Liberdade Empresarial), “TradeFreedom” (Liberdade de Comércio), “InvestmentFreedom” (Liberdade de Investimento) e “FinancialFreedom” (Liberdade Financeira). A coluna “GL” indica os graus de liberdade associados a cada variável no modelo e aos resíduos. A coluna “SQ” representa a soma dos quadrados dos desvios explicados por cadavariável e pelos resíduos. A coluna “MQ” indica a média dos quadrados dos desvios, que é calculada dividindo a soma dos quadrados pelo número de graus de liberdade. A coluna “F” apresenta a estatística F, que é calculada dividindo a média dos quadrados dos desvios explicados pela média dos quadrados dos resíduos. A coluna “Valor p” fornece o valor p associado ao teste de significância do modelo, indicando a probabilidade de obter um valor F tão extremo quanto o observado, assumindo que a hipótese nula de não haver efeito das variáveis independentes seja verdadeira. A interpretação dos resultados da tabela é a seguinte: Todas as variáveis independentes (“FiscalHealth”, “BusinessFreedom”,“TradeFreedom”, “InvestmentFreedom” e “FinancialFreedom”) são altamente significativas (valor p < 2,2e-16), o que indica que todas elas têm um impacto estatisticamente significativo no “Score”. A estatística F e os valores p extremamente baixos para cada variável indicam que a variação explicada por cada uma delas é muito maior do que a variação não explicada pelo modelo. A variável “Residuais” refere-se aos resíduos do modelo, que representam a variação não explicada pelas variáveis independentes. Nesse caso, a soma dos quadrados dos resíduos é muito próxima de zero, o que sugere que o modelo explica quase toda a variação.
→ TESTES
Foram conduzidos testes estatísticos para investigar a presença de heteroscedasticidade, normalidade dos resíduos e autocorrelação entre as variáveis, a fim de garantir que o modelo lin-lin adotado seja adequado para o estudo em questão. O teste de multicolinearidade é trabalhado em resultados. Todos os testes foram realizados considerando um nível de significância de α = 5%. Abaixo estão apresentados os resultados obtidos:

O teste de normalidade de Shapiro-Wilk foi aplicado aos resíduos do modelo. O valor de W obtido foi 0.92975, e o p-valor associado ao teste foi de 1.551e-07, o que indica um valor extremamente baixo. Com base nesses resultados, podemos concluir que os resíduos não seguem uma distribuição normal. A hipótese nula do teste é que os resíduos são normalmente distribuídos, e o baixo p-valor indica evidências significativas para rejeitar essa hipótese. Em outras palavras, os resíduos não apresentam uma distribuição que é esperada em um modelo com erros independentes e normalmente distribuídos.

O teste de Durbin-Watson foi realizado no modelo para verificar a presença de autocorrelação nos resíduos. O valor calculado para o teste foi de 1.72 e o p-valor associado foi de 0.02974. A estatística do teste de Durbin-Watson varia de 0 a 4. Um valor próximo de 2 indica a ausência de autocorrelação nos resíduos, enquanto valores menores que 2 sugerem a presença de autocorrelação positiva e valores maiores que 2 indicam autocorrelação negativa. No caso em questão, o valor do teste Durbin-Watson foi calculado como 1.72, que está abaixo do valor de referência de 2. Isso sugere a presença de autocorrelação positiva nos resíduos do modelo. A hipótese alternativa para o teste é de que a autocorrelação verdadeira é maior que 0. Com um p-valor de 0.02974, que é menor que o nível de significância comumente adotado de 0.05, há evidências estatísticas para rejeitar a hipótese nula de ausência de autocorrelação em favor da hipótese alternativa.

O teste studentizado de Breusch-Pagan foi realizado no modelo para verificar a presença de heterocedasticidade nos resíduos. O valor calculado para o teste foi de 5.4808, com 5 graus de liberdade, e o p-valor associado foi de 0.3601. No teste de Breusch-Pagan, a hipótese nula é de homocedasticidade dos resíduos, ou seja, a variância dos resíduos é constante. Por outro lado, a hipótese alternativa é de heterocedasticidade, ou seja, a variância dos resíduos varia de acordo com os valores das variáveis independentes. No presente caso, o p-valor obtido foi de 0.3601, o qual é maior que o nível de significância usual de 0.05. Portanto, não há evidências suficientes para rejeitar a hipótese nula de homocedasticidade dos resíduos. Isso indica que o modelo não apresenta indícios estatisticamente significativos de heterocedasticidade. Em síntese, os resultados sugerem que os resíduos do modelo não exibem heterocedasticidade significativa. Isso implica que a variância dos resíduos é constante e não está relacionada de forma sistemática com as variáveis independentes. Portanto, podemos considerar que o modelo não é afetado por problemas de heterocedasticidade nos resíduos.
RESULTADOS

A análise estatística descritiva dos resíduos fornece informações sobre a distribuição desses resíduos no modelo estatístico. Com base nos dados apresentados, temos as seguintes estatísticas descritivas dos resíduos: Mínimo: O valor mínimo dos resíduos é -0.048286. Isso indica o menor valor observado entre os resíduos e representa a diferença mínima entre os valores observados e os valores previstos pelo modelo. Primeiro quartil: O primeiro quartil dos resíduos é -0.022333. Isso significa que 25% dos resíduos têm valores menores ou iguais a -0.022333. Essa medida fornece uma estimativa do ponto de corte entre os 25% menores valores dos resíduos. Mediana: A mediana dos resíduos é -0.002575. Isso indica que 50% dos resíduos têm valores menores ou iguais a -0.002575. A mediana representa o valor central dos resíduos, dividindo a distribuição ao meio. Terceiro quartil: O terceiro quartil dos resíduos é 0.031331. Isso significa que 75% dos resíduos têm valores menores ou iguais a 0.031331. Essa medida fornece uma estimativa do ponto de corte entre os 25% maiores valores dos resíduos. Máximo: O valor máximo dos resíduos é 0.041116. Isso indica o maior valor observado entre os resíduos e representa a diferença máxima entre os valores observados e os valores previstos pelo modelo. Essas estatísticas descritivas fornecem uma visão geral da distribuição dos resíduos no modelo estatístico. Elas indicam a variação dos resíduos em relação aos valores observados e previstos. Além disso, permitem identificar valores extremos ou discrepantes que podem influenciar a análise e interpretação do modelo.

A análise de regressão linear múltipla apresentada utiliza a função lm() para ajustar um modelo aos dados. O modelo tem como variável dependente a “Pontuação” e como variáveis independentes o “Saúde Fiscal”, “Liberdade de Negócios”, “ Liberdade Comercial “, “Liberdade de Investimento” e “Liberdade Financeira”. A tabela de coeficientes mostra os estimadores de coeficiente para cada variável independente no modelo. Cada estimativa é acompanhada pelo erro padrão, o valor t e o valor p. O intercepto tem um valor estimado de -5.413e-04. No entanto, o valor p associado (0.968) indica que não há evidências estatisticamente significativas para afirmar que o intercepto difere de zero. As variáveis independentes (“Saúde Fiscal”, “Liberdade de Negócios”,“Liberdade Comercial”, “Liberdade de Investimento” e “Liberdade Financeira”) têm coeficientes estimados positivos. Isso significa que um aumento em cada uma dessas variáveis está associado a um aumento no valor da variável dependente “Pontuação”. Os valores p muito baixos (< 2e-16) indicam que essas variáveis são estatisticamente significativas para o modelo. Os resíduos são as diferenças entre os valores observados e os valores preditos pelo modelo. Aqui, são apresentados os valores mínimo, primeiro quartil, mediana, terceiro quartil e máximo dos resíduos. Por exemplo, o valor mínimo dos resíduos é -0.048286 e o valor máximo é 0.041116. O resíduo padrão de erro é de 0.02833, o que representa uma medida da variabilidade não explicada pelo modelo. Cada coeficiente é acompanhado pelo seu erro padrão, valor t e valor de p. O coeficiente estimado para o termo de interceptação é -5.413e-04. Os coeficientes estimados para as variáveis independentes são: Saúde Fiscal (2.001e-01), Liberdade de Negócios (1.998e-01), Liberdade Comercial (2.001e-01), Liberdade de Investimento (2.001e-01) e Liberdade Financeira (2.000e-01). O R-quadrado múltiplo é uma medida da proporção da variabilidade total da variável dependente que é explicada pelo modelo. Um R-quadrado igual a 1 indica que o modelo explica toda a variabilidade da variável dependente. Neste caso, o R-quadrado múltiplo é 1, o que significa que o modelo explica completamente a variabilidade da variável dependente. O R-quadrado ajustado é uma versão ajustada do R-quadrado múltiplo, levando em consideração o número de variáveis independentes e o tamanho da amostra. É útil quando há várias variáveis independentes no modelo. Neste caso, o R-quadrado ajustado também é igual a 1. A estatística F é utilizada para testar a significância geral do modelo de regressão. Valores maiores de estatística F indicam um ajuste melhor do modelo aos dados. Neste caso, a estatística F é muito grande (8.336e+06), indicando um ajuste muito bom do modelo. O valor de p associado à estatística F é usado para avaliar a significância estatística do modelo como um todo. Valores de p muito pequenos indicam que omodelo é estatisticamente significante. Neste caso, o valor de p é menor que 2.2e-16 (praticamente zero), o que significa que o modelo é estatisticamente significante. O teste de normalidade de Shapiro-Wilk é realizado nos resíduos do modelo. O valor W de 0.92975 e o valor p de 1.551e-07 indicam que os resíduos não seguem uma distribuição normal. Isso sugere que o pressuposto de normalidade dos resíduos não é satisfeito neste modelo. Esse cenário segue em virtude de alterações realizadas quanto às variáveis explicativas. Nesse contexto, realizou-se técnicas estatísticas alternativas de modo a substituir “Integridade Governamental” e “Gastos Governamentais” por “Saúde Fiscal” e “Liberdade Monetária”, dado que as que foram substituídas estavam implicando presença de multicolinearidade. Eis a implicação que levou-se em consideração ao aceitar essa violação do pressuposto de normalidade ao interpretar os resultados. Ademais, informa-se que foram levadas em consideraração possibilidades de usar técnicas estatísticas alternativas, dado que em se houvessem alterações nos dados estas poderiam afetar a validade das inferências estatísticas.

A análise das estatísticas descritivas baseadas nos dados fornecidos envolve várias análises estatísticas adicionais. As variáveis independentes apresentadas são: Saúde Fiscal, Liberdade de Negócios, Liberdade Comercial, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira. Para cada uma delas, são fornecidos os valores estimados: Saúde Fiscal (1.023224),Liberdade de Negócios (3.273189), Liberdade Comercial (2.195561), Liberdade de Investimento (3.199925) e Liberdade Financeira (3.767902). Com base nos dados fornecidos, há uma chamada à função “vif” para calcular os Fatores de Inflação da Variância (VIF) para o modelo especificado. No entanto, os resultados específicos do VIF não são fornecidos diretamente na saída apresentada. Embora a saída não mostre os resultados do VIF, é mencionado que os cálculos foram realizados para as variáveis independentes: Saúde Fiscal, Liberdade de Negócios, Liberdade Comercial, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira. Os valores apresentados são: Saúde Fiscal (1.023224), Liberdade de Negócios (3.273189), Liberdade Comercial (2.195561), Liberdade de Investimento (3.199925) e Liberdade Financeira (3.767902). Para interpretar os resultados do VIF, é importante considerar que valores de VIF maiores que 1 indicam a presença de multicolinearidade entre as variáveis independentes. Valores de VIF acima de 5 ou 10 são frequentemente considerados altos e podem indicar problemas significativos de multicolinearidade. Como os valores exatos dos VIF não são fornecidos, não é possível determinar a extensão da multicolinearidade com base nos dados apresentados. No entanto, é possível inferir que as variáveis Liberdade de Negócios, Liberdade de Investimento e Liberdade Financeira possuem VIFs relativamente altos em comparação com as outras variáveis. O teste de Kolmogorov-Smirnov é utilizado para verificar se uma amostra segue uma distribuição específica. Neste caso, é mencionado um teste de Kolmogorov-Smirnov unicaudal assimptótico aplicado aos resíduos do modelo. Os resultados do teste são apresentados com a estatística D (0.12363) e o valor de p (0.009211). A hipótese nula do teste é que os resíduos seguem uma distribuição específica (provavelmente uma distribuição normal). O valor de p menor que 0.05 sugere que há evidências estatísticas para rejeitar a hipótese nula, indicando que os resíduos podem não seguir a distribuição especificada. O teste é descrito como unicaudal, o que implica que o interesse está na verificação se os resíduos estão acima ou abaixo da distribuição especificada.
CONCLUSÃO
O presente estudo investigou a teoria que sustenta a relação entre variáveis de cunho microeconômicas e macroeconômicas e seu respectivo reflexo na liberdade econômica do país. Embora reconhecendo a importância de fatores como capital físico, capital humano, tecnologia e instituições, defendeu-se a ideia de que a liberdade dos indivíduos, ou seja, sua capacidade de planejar, buscar e alcançar diferentes objetivos, é fundamental para o desenvolvimento econômico. Os resultados obtidos corroboram essa perspectiva, revelando uma associação positiva e persistente entre liberdade econômica e prosperidade dos países. O propósito principal deste artigo é contrapor o ceticismo atual em relação à economia de mercado. Vale ressaltar que este artigo representa apenas um esforço inicial para examinar e apresentar trabalhos teóricos que estabelecem uma relação entre a liberdade econômica e um maior dinamismo econômico. Tais esforços não se limitarão a este artigo, uma vez que futuras pesquisas serão conduzidas com o intuito de investigar especificamente um dos componentes do índice de liberdade, ou seja, o papel do governo na economia. Além disso, surgem outras linhas de pesquisa promissoras, como o reflexo da liberdade econômica na análise da relação entre a regulação dos negócios e o crescimento econômico. No entanto, é importante destacar algumas limitações deste estudo, como a restrição temporal e o tamanho da amostra utilizada, que idealmente poderiam ser mais abrangentes. Além disso, a análise foi realizada em um conjunto de economias agregadas, não levando em consideração as características específicas de cada caso individual. Contudo, a principal limitação reside na natureza correlacional do exercício econométrico realizado, que se limitou a identificar relações de associação, sem estabelecer relações de causalidade. Em complemento, é essencial reconhecer que a relação entre liberdade econômica e desenvolvimento não é unidirecional nem estática. Outros fatores, como a distribuição de renda, questões sociais e políticas, e eventos econômicos globais, podem influenciar e moldar essa relação ao longo do tempo. Portanto, é fundamental considerar esses aspectos em futuras pesquisas para obter uma compreensão mais abrangente e precisa. Em suma, embora este estudo ofereça evidências convincentes da associação entre liberdade econômica e prosperidade, é um ponto de partida para um campo de pesquisa em constante evolução. O entendimento completo dos mecanismos eimplicações dessa relação requer mais investigações, análises e diálogos interdisciplinares. O objetivo final é utilizar essas descobertas para informar políticas econômicas e sociais que promovam um desenvolvimento sustentável e inclusivo, levando em consideração as nuances e complexidades do contexto econômico global.
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