Uma carta para alguém
Eu queria me sentir extremamente culpada por não ter dedicado mais tempo hoje para minhas reflexões com começo, meio e fim. E quando eu…
Uma carta para alguém
Eu queria me sentir extremamente culpada por não ter dedicado mais tempo hoje para minhas reflexões com começo, meio e fim. E quando eu digo “fim”, me refiro às análises que em introspecção faço e chego a alguma solução e conclusão. Mas acontece que hoje não foi assim. Eu me vi em uma situação onde balancear minhas emoções com a razão foi a tarefa principal e mais difícil de se fazer.
O lado bom?
Eu consegui conter a minha língua e simplesmente ouvir, mesmo que por umas duas vezes deixei escapar, em pensamentos, xingamentos como resposta.
O lado ruim?
Não cheguei a uma conclusão plausível sobre a situação e muito provavelmente irei passar várias vezes por essa mesma situação até enfim conseguir superá-la e continuar remando meu barquinho nesse oceano imenso que decidi mergulhar.
E eu até admito que me senti orgulhosa por insistir em pensar racionalmente sobre os fatos, me questionei, pesquisei coisas relacionadas ao assunto no Google e ouvi alguns vídeos que, depois de algum tempo, eu simplesmente já nem sabia mais a finalidade que eu tinha quando comecei a pesquisar. Isso é um ponto negativo, mas agora eu me lembro de praticamente tudo.
É interessante o quanto as emoções têm o poder de consumir a gente tão ferozmente. E esse consumo molda todo o nosso ser externo.
Enquanto elas me consumiam, fiz cara feia e bico por não conseguir me controlar e eu nem queria controlar minhas expressões para ser sincera. Porém, depois de ter arejado minha mente dos fatos, percebi o quão infantil e desnecessário aquilo foi.
Além dos motivos óbvios que nem preciso explicar, entender que o mundo não está para nós é uma tarefa difícil, já que, na verdade, somos nós que estamos para ele. E o nosso orgulho, egocentrismo, ego e muitas outras mais características do gênero nos cegam para isso. Cegam a ponto de não nos permitirmos aceitar esse fato e pior ainda vivenciá-lo.
Eu sei bem que essa percepção dói.
O processo de aceitá-la dói muito mais…
Mas como costumo e gosto de dizer:
É difícil, não impossível!
A estrada ainda está bem longa e não existe final, o meu barquinho sempre estará remando a menos que eu decida pará-lo para enfrentar algum problema ou por ter decido ficar em inércia por um determinado tempo. (Eu espero que se for preciso chegar a inércia, que seja por boas causas).
A batalha travada ainda está só no começo.
E apesar das dificuldades, eu acredito que vencerei algum dia não muito perto, mas também não tão longe assim.
[…]
메타데이터
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