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COM UMA ESTRATÉGIA BEM DEFINA, O RIO BRANCO CONSEGUIU VENCER O IMBATÍVEL SERRA

Por Juliano Rangel

Liverpool Café · 2018-03-25 02:32 · 0 claps · 4.8 min read
#futebol-capixaba #serra #rio-branco #capixabão2018
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COM UMA ESTRATÉGIA BEM DEFINA, O RIO BRANCO CONSEGUIU VENCER O IMBATÍVEL SERRA

Por Juliano Rangel

A estratégia do Rio Branco para o duelo em casa contra o Serra foi bem clara: não dar a bola e nem muito campo para a equipe do técnico Charles de Almeida. A ideia teve efeito, resultou em gol e trouxe uma perspectiva interessa para a segunda partida.

Escalação inicial do Rio Branco

Escalação inicial do Rio Branco

Serra no seu tradicional 4–2–3–1

Serra no seu tradicional 4–2–3–1

Montando no seu clássico 4–3–3, o Rio Branco tentou surpreender o Serra logo na saída de bola, posicionando o zagueiro Marco Antônio na linha de meio de campo, que, após o apito inicial, saiu em disparada pelo lado direito para ser um elenco surpresa no ataque.

Rio Branco no seu tradicional 4–3–3

Rio Branco no seu tradicional 4–3–3

O Rio Branco tentou surpreender o Serra logo na saída de bola

O Rio Branco tentou surpreender o Serra logo na saída de bola

A pressão na saída de bola do Serra também esteve presente, com uma diferença no posicionamento de dois jogadores. Sempre presente no comando de ataque, o atacante Joel passou a atuar no lado direito do meio-campo, ao lado de Bruninho (pelo meio) e Alan Grecco (pela direita). Já o meio-campo Jean Sá se tornou a referência no ataque, ao lado de Cleyton Gladiador e Weltinho. A equipe também variava seu esquema para um 4–4–2, com Cleyton Gladiador recompondo a linha de meio-campo.

Cleyton Gladiador recompondo a linha do meio-campo de Rio Branco

Cleyton Gladiador recompondo a linha do meio-campo de Rio Branco

Já o Serra, marcava a saída de bola do Rio Branco num 4–4–2, com Joelson e Rael mais a frente, com Rafinha (pela esquerda) e Paulo Ricardo (pela direita) fechando a linha de meio-campo. Já presente no modelo de jogo da equipe, a pressão com até sete homens no campo de ataque também pôde ser visualizada pelos comandados de Charles de Almeida, e, muitas vezes, obrigava o goleiro Giovani Perim a sair no chutão.

Marcação pressão na saída de bola do Rio Branco

Marcação pressão na saída de bola do Rio Branco

Serra num 4–4–2 na fase defensiva

Serra num 4–4–2 na fase defensiva

Clássica presença de sete homens do campo de ataque do Serra

Clássica presença de sete homens do campo de ataque do Serra

O Rio Branco também praticava a marcação triangular, sempre com um jogador na sobra, além de pressionar com três homens na saída de bola do Serra. Na fase de ataque, as principais tentativas da equipe eram pelos lados, principalmente pelo lado direito.

Marcação triangular do Rio Branco

Marcação triangular do Rio Branco

Trio de ataque do Rio Branco pressiona a saída de bola do Serra

Trio de ataque do Rio Branco pressiona a saída de bola do Serra

Já o Serra, em alguns momentos, optou não por pressionar a saída de bola do Rio Branco, mas tentou ganhar a bola no meio-campo e sair nos contra-ataques e nos chutes de fora da área. A equipe enfrentava problemas com avanços de alguns jogadores, que deixavam espaços no meio-campo.

Ataque do Rio Branco tentando se infiltrar nos espaços deixados pela zaga do Serra

Ataque do Rio Branco tentando se infiltrar nos espaços deixados pela zaga do Serra

Os laterais do Rio Branco davam amplitude nos momentos em que a equipe mantinha a posse de bola. A equipe explorava os ataques deixados pela zaga do Serra, atacando de uma zona para a outra. Outra alternativa muito utilizada pelos donos da casa foram os chutes de fora da área com o meio-campo Bruninho.

Laterais do Rio Branco dando amplitude nos momentos em que a equipe estava com a bola

Laterais do Rio Branco dando amplitude nos momentos em que a equipe estava com a bola

Um gol e muita confusão

Para segunda etapa o Serra voltou com seu tradicional 4–2–3–1, com Rael no campo de ataque e o trio (Paulo Ricardo-Joelson-Rafinha) mais área. Mais compacta e saindo nos contra-ataques, a equipe contava com o recuo de Joelson e Paulo Ricardo, que invertiam de lado, e com Rafinha atuando mais pelo meio.

Serra no seu 4–2–3–1 com Rael na primeira linha de combate

Serra no seu 4–2–3–1 com Rael na primeira linha de combate

Joelson e Paulo Ricardo pelos lados e Rafinha mais pelo meio

Joelson e Paulo Ricardo pelos lados e Rafinha mais pelo meio

Já o Rio Branco também apostou nas inversões de lado com Cleyton Gladiador e Weltinho. As alternativas para chegar até a meta do goleiro Walter continuavam sendo pelos lados e foi desta forma que a equipe chegou gol. Após uma falta marcada na ponta direita da área do Serra, na cobrança, Weltinho recebeu no meio da área, livre, para marcar.

Liberdade de Weltinho para marcar

Liberdade de Weltinho para marcar

Com o gol o Serra passou a utilizar lançamentos para a área do goleiro Giovani Perim. O técnico também apostou na entrada do atacante Diego Alves, na vaga de Deco, pela ponta esquerda, recuando Rafinha para lateral.

Já o Rio Branco colocou em campo o volante Negueti, no lugar de Jean Sá, para atuar mais centralizado no meio-campo e avançando Bruninho. A linha do meio passou a ser formada por Joel, Negueti e Alan Grecco, e no ataque Bruninho passou a atuar como referência, ao lado de Cleyton Gladiador e Weltinho. A equipe ainda variou para um 4–4–2, com a entrada de Acerola no lugar de Weltinho, e depois para um 4–3–1–2 com Leandrinho na vaga de Bruninho.

Já o Serra, colocou o jogo o lateral Baiano, que atuou no meio, ao lado de Thiaguinho, que entrou na vaga de Joelson. A equipe se manteve no seu 4–2–3–1, desta vez com o meio-campo formado por Diego Alves, Thiaguinho e Baiano.

Com a mudanças, o Serra até tentou nas jogadas em que Rael fazia o pivô para os homens que viam de trás e nas bolas alçadas na área, mas sem sucesso. A equipe ainda se transformou num 4–3–2 após perder, já no final da partida, o zagueiro Espinho que foi expulso.

Serra apostando nas bolas alçadas na área

Serra apostando nas bolas alçadas na área

Rio Branco fechando o jogo num 4–3–1–2

Rio Branco fechando o jogo num 4–3–1–2

Com a expulsão de Espinho o Serra se armou num 4–3–2

Com a expulsão de Espinho o Serra se armou num 4–3–2

O que esperar da partida de volta?

Diferente do jogo em Venda Nova do Imigrante, o Serra deverá propor mais o jogo, com a sua pressão desde o campo de ataque. Já o Rio Branco, deve fazer um jogo mais reativo, esperando os avanços do Serra para explorar o contra-ataque.

Não surpreenderá uma escalação mais com mais marcadores no meio-campo, como o volante Negueti. No lado do Serra, a volta de Emílio deve trazer um jogo mais trabalho no meio, mas sem esquecer das infiltrações pelos lados da equipe.


메타데이터
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