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MARVEL MYSTERY COMICS #8-10: O Tocha Humana contra Namor, O Príncipe Submarino

História publicada entre junho e agosto de 1940. De Bill Everett & Carl Burgos com roteiro de John Compton.

Palanque do Marvete · 2023-05-10 22:53 · 0 claps · 10.9 min read
#marvel-comics #marvel #human-torch #namor #história-em-quadrinhos
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MARVEL MYSTERY COMICS #8-10: O Tocha Humana contra Namor, O Príncipe Submarino

História publicada entre junho e agosto de 1940. De Bill Everett & Carl Burgos com roteiro de John Compton.

Este é o terceiro de uma série de comentários acerca dos principais super-heróis da Era de Ouro das histórias em quadrinhos da Marvel Comics (ou Timely Comics).

Na ficção, um crossover é a junção de dois ou mais personagens, cenários ou universos no contexto de uma única história. Algo comum e recorrente hoje em dia, isso começou a ser pensado e tentado nos quadrinhos americanos no ano de 1940.

No que diz respeito à DC, Super-Homem e Batman apareceram juntos na arte da capa da revista “New York World’s Fair Comics”, mas não interagiram entre eles. Também, a Sociedade da Justiça da América só foi reunida e estreou em novembro daquele ano no gibi “All-Star Comics” #3.

A primeira vez em que dois heróis (Escudo e Drago) se encontraram em uma mesma história foi na editora MLJ Magazines Inc. (hoje Archie Comics), nas páginas de “Pep Comics” #4–5 e “Top-Notch Comics” #5, entre maio e junho de 1940. Os personagens apareceram breve e inconsistentemente um na revista do outro.

Sendo assim, o segundo e mais bombástico crossover das histórias em quadrinhos da Era de Ouro ocorreu na revista da Timely, “Marvel Mystery Comics” #8, de junho de 1940, em um arco que se estendeu pelas duas edições posteriores, até “Marvel Mystery Comics” #10.

A "batalha do século dos quadrinhos" entre Tocha Humana e Namor, O Príncipe Submarino foi concebida e ilustrada pelos dois artistas mais inspirados da Funnies, Inc., Bill Everett e Carl Burgos, com roteiro de John Compton — um escritor/editor sobre quem pouco se sabe. Segundo Everett, em entrevista para Roy Thomas, publicada na revista sobre quadrinhos “Alter Ego” #11, de junho de 1978, o objetivo do confronto entre fogo e água era impulsionar as vendas, o que aconteceu. Além disso, esclareceu-se que a relação entre Bill e Carl variava entre a rivalidade e a amizade e, por conta disso, um terceiro foi escolhido para roteirizar a história, garantindo que não se privilegiasse um personagem sobre o outro. Trata-se de um crossover bem melhor organizado que o primeiro publicado pela MLJ.

Seguem abaixo as artes das capas das revistas que compreendem este marco das histórias em quadrinhos norte-americanas:

Capa de "Marvel Mystery Comics" (1939) #8, por Alex Schomburg.

Capa de "Marvel Mystery Comics" (1939) #8, por Alex Schomburg.

Capa de "Marvel Mystery Comics" (1939) #9, por Bill Everett e Alex Schomburg.

Capa de "Marvel Mystery Comics" (1939) #9, por Bill Everett e Alex Schomburg.

Capa de "Marvel Mystery Comics" (1939) #10, por Alex Schomburg.

Capa de "Marvel Mystery Comics" (1939) #10, por Alex Schomburg.

Antes de partir para a análise da história propriamente dita, faz-se necessário pontuar brevemente alguns acontecimentos importantes nas aventuras anteriores do Tocha Humana e do Príncipe Submarino, os quais levaram ao épico confronto.

O Tocha passou a atuar como um legítimo combatente do crime enquanto envolto por chamas. Quando em sua forma humana, ele adotou a identidade de Jim Hammond e começou a trabalhar como um policial de Nova York.

Após fisgar o Príncipe Submarino em uma armadilha, Betty Dean tenta explicar para Namor que os americanos não são tão maus como ele pensa. Quadros de "Marvel Mystery Comics" (1939) #3, de janeiro de 1940. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Após fisgar o Príncipe Submarino em uma armadilha, Betty Dean tenta explicar para Namor que os americanos não são tão maus como ele pensa. Quadros de "Marvel Mystery Comics" (1939) #3, de janeiro de 1940. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Em sua cruzada contra o homem branco, Namor chegou a se afeiçoar a uma mulher, a policial Betty Dean. Apesar disso, a ira do jovem príncipe não cessou e ele invadiu e aterrorizou Nova York várias vezes, ferindo e assassinando pessoas. Por essa razão, o Príncipe Submarino foi julgado e sentenciado à cadeira elétrica.

Jim Hammond descobre que o Submarino está destruindo a cidade. No entanto, ele não faz ideia de quem é esse tal Submarino. Quadros de "Marvel Mystery Comics" (1939) #7, de maio de 1940. Desenho de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Jim Hammond descobre que o Submarino está destruindo a cidade. No entanto, ele não faz ideia de quem é esse tal Submarino. Quadros de "Marvel Mystery Comics" (1939) #7, de maio de 1940. Desenho de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Obviamente, o ultra-homem das profundezas sobreviveu a isso e decidiu se vingar, levando mais destruição à cidade, sem nem mesmo poupar o Prefeito Fiorello LaGuardia (em outro aceno de que esse mundo dos gibis era uma versão do mundo real dos leitores) de seus golpes.

Betty Dean avisa ao Namor que o Tocha Humana é um membro da força policial. O príncipe anfíbio já ouviu falar desse tal Tocha e não achou grande coisa. Quadros de "Marvel Mystery Comics" (1939) #7, de maio de 1940. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Betty Dean avisa ao Namor que o Tocha Humana é um membro da força policial. O príncipe anfíbio já ouviu falar desse tal Tocha e não achou grande coisa. Quadros de "Marvel Mystery Comics" (1939) #7, de maio de 1940. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Então, em “Marvel Mystery Comics” #7, de maio de 1940, Jim ouviu o nome do Submarino pela primeira vez e Betty avisou ao Namor que o Tocha Humana era um membro da força policial e que isso era algo com que ele deveria se preocupar. Este foi o momento em que se estabeleceu que esses dois personagens superpoderosos existiam em um mesmo universo. Estava montado o cenário do conflito.

Esta história de 45 páginas, contada em três revistas, divide-se em três momentos, quais sejam: o Tocha Humana na esteira da ira destrutiva de Namor; a batalha épica entre o Tocha e o Príncipe Submarino em Nova York; e a abrupta e oportuna resolução por Betty Dean.

A premissa deste crossover é muito simples. Trata-se de um embate elemental, de fogo contra água, protagonizado com equilíbrio pelos dois mais famosos e mais queridos personagens da Timely Comics no ano de 1940. É importante ressaltar algo que já se disse em textos anteriores desta série de comentários. Todas as ideias colocadas nas páginas dessas histórias em quadrinhos estavam sendo experimentadas pela primeira vez. Era um momento de aprendizado para os autores. Elaborar um enredo de interação entre dois personagens com conceitos opostos e provenientes de cenários distintos era um tremendo desafio. Porém, Carl Burgos e Bill Everett eram os criadores mais criativos, cuidadosos e fiéis às próprias obras, e foram capazes de estabelecer uma surpreendente unidade na condução desse enredo, de modo a parecer que eles sabiam exatamente como fazer acontecer — muito embora não se possa dizer que soubessem como dar um desfecho minimamente coerente ou satisfatório para isso.

O primeiro momento destaca-se pelo feito dos criadores de conseguirem abordar uma longa sequência de acontecimentos a partir das perspectivas individuais de Namor e do Tocha Humana, até um ponto de encontro. Nas páginas produzidas por Everett, o foco é, obviamente, a trilha desajeitada de destruição perpetrada pelo Príncipe Submarino. Ao passo que, nas páginas feitas por Burgos, concentra-se na atuação do Tocha Humana, enquanto agente da lei, nas reparações dos estragos causados por Namor e na perseguição ao anti-herói.

Tendo espalhado destruição e terror pela cidade de Nova York, Namor decide destruir a ponte George Washington. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Tendo espalhado destruição e terror pela cidade de Nova York, Namor decide destruir a ponte George Washington. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Namor tem as razões dele, como bem se sabe, mas o que ele faz é totalmente desproporcional. Tanto é, que Everett tenta aliviar a barra de seu anti-herói, ao dar a ele alguns lapsos de bondade diante dos males que ele próprio provoca, como salvar um bebê que ele colocou em perigo. Chega a ser incoerente, mas essa inconstância viria a se tornar uma das mais conhecidas características do Submarino. A fim de exibir todas as suas capacidades e provar que está certo de sua vingança, às vezes por pura pirraça, o ultra-homem das profundezas inunda parte da cidade e liberta os animais do zoológico, provocando pânico entre os cidadãos nova-iorquinos.

Vale o comentário sobre o quão impensável seria para os dias de hoje tudo o que envolve a soltura dos animais nesta trama. Elefantes e leões avançam não só sobre as pessoas comuns, mas também sobre o Namor, que não hesita em golpear os bichos. Organizações de proteção aos animais da época deviam também ter protestado contra as ações do homem submarino. Esse é um exemplo de como as ações impulsivas do príncipe dos mares voltam-se contra ele e do quão politicamente incorretos os gibis da Era de Ouro podiam ser.

Após uma longa busca, o Tocha Humana, enfim, encontra o príncipe Namor. Desenho de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Após uma longa busca, o Tocha Humana, enfim, encontra o príncipe Namor. Desenho de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Nesse ínterim, o Tocha Humana está sempre um passo atrás. Ou dois passos atrás. Muito como um policial que chega bem atrasado para atender a uma ocorrência e não como um super-herói que atende prontamente a um chamado. Claro, pretende-se esticar esse enredo para entregar a grande luta no número seguinte da revista, mas isso faz parecer que o homem sintético é tão desajeitado quanto Namor. Na realidade, apresentar essas imperfeições dos personagens é um mérito. Se tudo fosse fácil e rápido, não haveria senso de urgência e nem mesmo graça em um desafio. Certo é que é mais engraçado acompanhar as trapalhadas do Submarino destruindo a cidade de Nova York do que Hammond coletando informações com outros policiais e usando inventivamente os poderes de fogo para consertar pontes, trilhos e jaulas.

Assim, é na ponte George Washington, sobre o Rio Hudson, onde o Tocha Humana e o Namor se encontram, onde as artes distintas de Burgos e Everett se arremedam e onde a batalha do século dos quadrinhos se inicia.

O segundo momento é uma extensa sequência de luta entre o Tocha Humana e o Príncipe Submarino por diversos pontos da cidade de Nova York. O desenrolar de um épico diante das janelas dos jovens leitores nova-iorquinos da época. O trabalho de arte nestas 22 páginas é uma bela colaboração entre Burgos e Everett. É interessante atentar o olhar sobre os desenhos para identificar de quem são determinados traços e estilos, os quais chegam a se confundir, mesmo que os desenhistas tenham suas características bem claras. Há sinergia na condução dessa narrativa e no desenvolvimento da ação, pacificada pelo roteiro de John Compton, que garante e preserva a identidade dos personagens em seus diálogos. É evidente o empenho em entregar uma história realmente impactante e que explora muitas das possibilidades que a imaginação oferece quando se pensa nesse embate entre o super-herói e o anti-herói.

Ora a vantagem na luta é de Namor, ora ela é do Tocha Humana. Do alto da Estátua da Liberdade às águas da baía superior de Nova York, passando pelo Radio City Music Hall e pelo reservatório da cidade, até se encerrar na Indústria Química Torpey, o tão bem situado confronto segue uma indefinição muito interessante e magnética. São momentos decisivos de quase morte para ambos os personagens no início e no final dessa história. As escolhas tomadas pelos autores são muito boas e são muito bobas. Vale destacar algumas delas.

Desastrado, Namor não consegue apanhar uma bolha de ar e o Tocha Humana escapa dele. Desenhos de Bill Everett e de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Desastrado, Namor não consegue apanhar uma bolha de ar e o Tocha Humana escapa dele. Desenhos de Bill Everett e de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Desacordado e refém dentro de um submarino, Hammond é salvo pela desatenção do jovem príncipe. Namor se atrapalha ao usar um tanque de ar comprimido (com o qual conseguiu apagar as chamas do rival minutos antes) e projeta grandes bolhas de ar debaixo d’água. Uma dessas bolhas atinge o Tocha Humana e o envolve. O Submarino simplesmente não consegue apanhar a bolha na qual o herói está e se irrita por isso. Acertando outro de seus socos, o anti-herói lança bolha e homem sintético rapidamente para a superfície. Essa é uma das escolhas mais bobas no enredo, mas não se pode negar sua criatividade e graça.

Enfraquecido pelo cloro, mas protegido pelo próprio suor, Namor escapa das chamas do Tocha Humana. Não sem se machucar. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Enfraquecido pelo cloro, mas protegido pelo próprio suor, Namor escapa das chamas do Tocha Humana. Não sem se machucar. Desenho de Bill Everett. Cores de Wesley Wong.

Fugindo das labaredas vivas do herói, Namor mergulha em um reservatório de água com cloro, o que afeta o seu organismo, enfraquecendo-o. Em seguida, ele é bombardeado por aviões do exército, sobrevive e é rodeado por um anel de fogo. O calor das chamas faz o Submarino suar e esse suor lhe serve como uma armadura protetora de água, a qual lhe permite escapar – mas não sem queimar uma das asas de seus tornozelos. Trata-se de uma sequência de soluções igualmente criativas e igualmente boas e bobas. Curioso reparar, ainda, que em seu ataque contra um dos aviões que lhe bombardeou, Namor certifica-se de que o piloto despenque com o paraquedas acionado. Mais um exemplo da bondade repentina do ultra-homem das profundezas em seu momento de fúria, algo que apenas a policial Betty Dean percebe e argumenta.

O Mestre de Todas as Chamas e o Senhor dos Mares seguem querendo exterminar um ao outro, no entanto. Apela-se para a química. Isso é bastante controverso. Um pretende usar ácido sulfúrico para queimar o oponente da face da Terra, enquanto que o outro planeja usar um cilindro de duas toneladas para aprisionar o rival. Surpreende que o Tocha Humana tenha sido mais radical neste caso. O extremismo de Hammond não causa nada além de uma destruição sem propósito em um ambiente cheio de produtos químicos inflamáveis. Ao ter que corrigir o estrago causado pelo próprio excesso, o Tocha é capturado e preso dentro do cilindro indestrutível por Namor. Sem oxigênio, o homem sintético não pode entrar em chamas novamente.

Namor prende o Tocha Humana em um tubo cilíndrico de duas toneladas. Desenhos de Bill Everett e de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

Namor prende o Tocha Humana em um tubo cilíndrico de duas toneladas. Desenhos de Bill Everett e de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

A batalha do século dos quadrinhos se encerra em um impasse: o Tocha Humana nada pode fazer enquanto confinado no tubo cilíndrico, e o Namor não pode alcançá-lo sem se desgastar, nem pode deixá-lo, pois alguém pode libertar o incendiário. Everett e Burgos pediram sugestões aos leitores para solucionar o dilema, talvez cientes de que o exercício de imaginação das crianças pudesse ser melhor do que o final pensado por eles.

A policial Betty Dean apazigua Tocha Humana e Príncipe Submarino. Desenhos de Bill Everett e de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

A policial Betty Dean apazigua Tocha Humana e Príncipe Submarino. Desenhos de Bill Everett e de Carl Burgos. Cores de Wesley Wong.

A resolução, no momento final e em uma única página, se dá com a chegada de Betty Dean ao encontro dos dois seres superpoderosos, entre os quais ela é o elo. A policial apela à razão de Namor. O embate entre ele e o Tocha Humana dificilmente chegaria a um fim. Então, resta a seguinte promessa de Dean: que o Príncipe Submarino nunca mais seria incomodado pelo Tocha, isso se ele fosse embora e deixasse os humanos (mais especificamente os nova-iorquinos) em paz. Uma saída fácil que abusa muito da suspensão de descrença mesmo de crianças. Depois de tão mortal confronto, Hammond fica todo camarada do Namor? Sim. Sem qualquer responsabilização por seus crimes de terrorismo, o jovem príncipe, ainda considerado um monstro à solta, retorna para suas aventuras individuais; da mesma forma, agora considerado um dos grandes heróis, o Tocha Humana. Assim, termina o primeiro crossover da Timely/Marvel.

Indiscutivelmente, mesmo que um produto dos contraditórios tempos inocentes e politicamente incorretos de 1940, a leitura deste crossover entre o Tocha Humana e Namor, O Príncipe Submarino é essencial a todos os crentes fiéis do Universo Marvel. É o encontro que estabeleceu as regras e as premissas que se repetiram em muitos outros crossovers nos anos seguintes da editora. Os heróis sempre se enfrentarão, seja batendo boca, seja lutando violentamente, e sempre se resolverão ao final, após o esclarecimento de um mal-entendido que ocorreu no início e que os colocou em confronto. No caso deste arco em análise, as razões são um tanto indefensáveis, mas isso é bacana, pois mantém o Namor em uma zona cinzenta, na qual se compreende a motivação dele ao mesmo tempo em que se condena suas ações terríveis. Também, testa-se o limite da ética do homem artificial Jim Hammond, que atua numa contenção de danos, mas toma uma decisão extrema e cruel para dar fim ao oponente. O que há de ser esclarecido – e isso é feito por Betty Dean – é que mesmo diante de toda a destruição provocada pela existência deles, é possível enxergar bondade nesses indivíduos. Eles poderiam estar do mesmo lado. Naquele contexto, a camaradagem entre Hammond e Namor era importante para que os dois integrassem, nas páginas dos gibis, as fileiras superpoderosas de Aliados quando da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Ou mesmo antes disso, como se verá.

Para concluir este comentário, apresentando um ponto de vista para o qual se deu pouca atenção nas 45 páginas desta história (o ponto de vista da gente comum), cabe a seguinte fala do personagem Phil Sheldon, uma citação de "Marvels" (1994) #1, escrita por Kurt Busiek e ilustrada por Alex Ross:

“Imaginar as maravilhas durante seu combate, enquanto o Príncipe Submarino saltava de marco em marco, semeando destruição, perseguido pelo Tocha como um feixe em chamas… Deve ter sido como ler um glorioso balé aéreo. Maravilhoso e emocionante. Mas, na realidade… Não era assim. O que nós vimos foi massacre, destruição, confusão… E gente em pânico, aterrorizada, tentando sair do caminho, mas sem saber ao certo pra onde correr.” PHIL SHELDON

O Tocha Humana enfrenta Namor, O Príncipe Submarino nos céus de Nova York. Arte de Alex Ross.

O Tocha Humana enfrenta Namor, O Príncipe Submarino nos céus de Nova York. Arte de Alex Ross.

Até a próxima leitura aqui no Palanque do Marvete! Excelsior!

Ícaro Rodrigues


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