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Chainsaw Man Parte 1: Continuar vivendo é difícil pra caramba

Pra quem não sabe, a primeira vida é sempre a mais difícil.

Guilherme · 2025-11-03 05:17 · 2 claps · 13.8 min read
#chainsaw-man #viver #arte #filmes #manga
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Chainsaw Man Parte 1: Continuar vivendo é difícil pra caramba

Pra quem não sabe, a primeira vida é sempre a mais difícil.

Reze

Reze

Olá, simpático leitor da internet! Retorno com mais um texto — dessa vez, inspirado pelo filme da Reze, de Chainsaw Man. Aproveitei a oportunidade para revisitar a Parte 1 do mangá na totalidade.

Mas, afinal, o que Chainsaw Man, e mais especificamente Tatsuki Fujimoto, tem a nos dizer sobre continuar vivendo?

Para tudo.

Antes de continuar, é a segunda vez que faço algo do tipo mas não gosto de ser leviano e como vou falar sobre temas pesados como suicidio e dor, isso deve acabar acertando algum gatilho de alguem.

Então, sinto a necessidade de avisar: quem continuar, faz isso por sua conta e risco. Saibam seus limites.

No final do dia, é só um texto besta sobre um filme/manga. Então, se te incomodar ou te engatilhar, pare de ler.

Vou dar uma roubada aqui com essa imagem de Fire Punch

Vou dar uma roubada aqui com essa imagem de Fire Punch

Para começar:

Chainsaw Man segue a história de Denji, um garoto que nunca viveu de verdade. Ele somente sobreviveu, preso em trabalhos semi-escravos e violentos para pagar as dívidas deixadas por seu pai.

A única família que Denji tinha era o próprio pai — que morreu e o deixou nessa situação — e seu único amigo era um demônio: Pochita.

Denji nunca teve experiências normais. Nunca foi à escola, nunca teve amigos humanos, nunca teve o mínimo que se espera de uma vida.

Até os 16 anos, tudo o que ele conhecia era fome, violência e solidão.

Pochita concede a Denji a chance de se tornar o Chainsaw Man, um demônio extremamente poderoso, conhecido como o “herói do inferno”.

Eles então fazem um contrato: Pochita se torna o coração de Denji, prometendo ajudá-lo a realizar seus sonhos.

A partir daí, Denji é apresentado a Makima, que promete cuidar dele — com a condição de que ele se torne seu “pet”.

Denji, que nunca havia recebido afeto ou atenção de ninguém, é tomado por uma sensação nova. Pela primeira vez na vida, alguém parece se importar com ele.

Uma simples promessa de um café da manhã é, para Denji, algo equivalente a um sonho realizado.

Ele se apaixona.

Agora que o contexto está estabelecido, quero me aprofundar no ponto do texto. A partir daqui, haverá spoilers, não pretendo recontar toda a história, mas vou destacar alguns pontos-chave para explicar o que Chainsaw Man tem realmente a dizer sobre o ato de continuar vivendo.

A Diferença de Sobreviver e Viver:

A primeira parte de Chainsaw Man tem algo de especial para mim. Acho que uma das coisas mais interessantes é assistir e entender o crescimento de Denji: de um “bicho” para um ser humano.

Ele é, de todas as formas possíveis, um pária, alguém à margem. Até o momento em que encontra Makima, Denji nunca tinha realmente vivido, ele somente sobrevia de um dia para o outro.

Aquilo que a maioria de nós considera básico, ele nunca conheceu.

Os seres humanos, de modo geral, são criaturas incrivelmente adaptáveis. Conseguimos suportar dor, escassez e sofrimento de formas quase absurdas.

Mas isso é somente potencial. A capacidade de aguentar tudo não quer dizer que seja fácil. Na verdade, é muito mais simples viver sem saber do que perder o que já se teve.

Denji estava acostumado a sobreviver. Por isso, qualquer coisa nova, por menor que fosse, se tornava extraordinária.

O mínimo era fenomenal, porque ele nunca havia experimentado o mínimo. Antes, ele conseguia viver sem nada; mas após conhecer o “algo”, retroceder se impossibilita. Isso vale para todos nós: nas pequenas ou grandes coisas, diminuir a qualidade de vida dói, talvez até mais do que nunca tê-la conhecido.

Afinal, quem nunca provou açúcar não sente falta dele. Mas quem está acostumado a três refeições por dia enlouquece ao descobrir que só pode comer uma.

Digo que Denji deixa de sobreviver e começa a viver — e, de certa forma, a se tornar humano. Viver é se conectar. O ser humano é um ser social, até a nossa autoimagem depende, em algum nível, do olhar do outro. Na situação em que Denji estava, ele era mais parecido com um burro de carga do que com um ser humano.

A única conexão que ele possuía era com Pochita, e nem o mínimo de dignidade básica ele tinha para se desenvolver.

Denji nunca foi à escola, nunca interagiu com pessoas da idade dele, nunca recebeu afeto, até conhecer Makima. A partir desse ponto, ele começa a trabalhar para o governo, enfrentando perigos ainda maiores.

Mas para alguém que nunca teve nada, aquilo que recebia já era o suficiente.

Denji, A Vida dá e a Vida tira:

Após já termos explorado um pouco do pensamento de Fujimoto sobre Denji e seu desenvolvimento na Parte 1 de Chainsaw Man, quero avançar para um momento crucial: o Arco da Reze, que foi o filme motivador desse texto.

Nesse ponto da história, Denji está se aproximando de um dos momentos mais felizes de sua vida. Ele se acostumou com o trabalho, começou a desenvolver desejos próprios e a compreender o poder das conexões humanas. Até conseguiu formar uma família e experimentar o afeto, algo que nunca teve antes. Mais importante, ele descobre que a luxúria pura não se compara a uma conexão real. Ele tem certeza de que está apaixonado por Makima, embora saiba, confusamente, que ela está, na verdade, manipulando-o.

É nesse momento que Denji conhece Reze. Ela trabalha em um café, estuda e, de certa forma, mexe com ele de um jeito que ninguém mais havia feito antes. Reze promete a Denji algo muito simples, mas profundo: ela o levaria à escola e os dois teriam um encontro romântico. Esse encontro acaba mudando tudo para Denji.

Reze faz a Denji uma pergunta que, para mim, resume o dilema da Parte 1 de Chainsaw Man e o ponto:

“Qual você escolheria? O rato do Campo ou O rato da Cidade?

O Rato do campo vive em segurança, mas sem conforto e diversão, o rato da cidade tem as regalias da cidade, mas sofre um risco maior de morrer, seja para humanos ou gatos.

Denji imediatamente diz que prefere ser o Rato da cidade, a vida que ele conhece agora é muito importante para ele enquanto reze prefere ser o rato do campo.

Se você leu até aqui, provavelmente já sabe a conclusão do arco, mas vou resumir.

Reze, na verdade, é uma espiã que, ao longo do tempo, foi se aproximando de Denji, empatizando com ele, pois vivia uma situação muito parecida com a dele. Quando a verdade sobre ela vem à tona, uma luta estoura. Ao final, após vencer a luta, ele oferece a Reze uma alternativa: fugir com ele, deixar tudo para trás e tentar uma vida nova.

Mas Reze recusa.

Talvez fugir com Denji fosse arriscado demais, talvez ela não quisesse correr esse risco. Contudo, contrariando esse pensamento, ela volta para o café, como haviam combinado, e acaba sendo morta por Makima, que revela estar espionando toda a relação o tempo inteiro.

Esse momento não só amaldiçoa Denji, mas também o leitor, criando um fantasma de Reze que assombrará a narrativa até o final. Ela deixa de ser somente uma personagem, mas se torna uma presença constante que redefinirá a jornada de Denji, e até mesmo a nossa compreensão sobre ela.

Com a morte de Reze o entendimento que temos de sua história muda.

No fundo, ela escolheu ser o rato da cidade. Ela viveu como um ser humano, com emoções, desejos e até um certo risco.

Essa escolha final é, na verdade, uma reação à própria pergunta que ela fez a Denji: “Você escolheria o rato do campo ou o rato da cidade?”

No fim, Reze se entrega ao risco e à fatalidade da cidade, sem conseguir se livrar das consequências da vida em um mundo controlado por um “mal necessário”.

Acima de tudo, esse arco é sobre conexão.

Duas almas que passaram por dificuldades semelhantes se encontram e se influenciam de uma forma única e poderosa.

A relação deles é breve, mas intensa, e nos mostra que a conexão real é algo que transcende.

Makima, como o demônio do controle, teve que matar Reze.

A única maneira de suas vítimas escaparem de seu domínio é, justamente, criando essas conexões genuínas e profundas.

Isso revela não só a força das relações humanas, mas também a fraqueza de Makima, que, no final das contas, depende do controle para suprimir a liberdade emocional e o afeto genuíno.

A morte de Reze é, assim, mais uma camada da teia de manipulação de Makima, mas também é um reflexo da própria tragédia de Denji: ele está preso em um jogo onde as pessoas que ele tenta amar e confiar sempre acabam sendo usadas, manipuladas ou destruídas por forças maiores que ele.

Mas afinal, qual era o ponto desse arco?

Rato da Cidade vs. Rato do Campo

A mensagem está bem clara: Tatsuki Fujimoto pergunta tanto a Denji quanto ao leitor,

“O que você prefere, ter e perder? Ou nunca ter tido nada?”

Ou, de forma mais literal:

“Você prefere nunca ter vivido de verdade, ou viver, apesar dos riscos e das situações?”

Pessoalmente, meu simpático leitor, eu diria que sou um rato do campo em reforma. Gosto muito da minha paz e da minha passividade. Não acho que a velocidade da cidade funcione comigo.

Ainda me assusto com as conexões humanas, e às vezes, sinceramente, prefiro o isolamento.

Mas, ao mesmo tempo, honestamente e do fundo do meu coração, estou tentando mudar lentamente, em muitos sentidos. Talvez, quem sabe, me tornar um verdadeiro rato da cidade…

Nos últimos tempos, eu tive um gostinho de algo genuíno e verdadeiro, e isso me marcou profundamente. Talvez tenha sido o suficiente para me dar forças para essa mudança, mesmo que seja bem devagar, a passos de bebê.

Eu não sei como aceitar viver num mundo onde eu não teria aquilo novamente. Não necessariamente o mesmo, mas, pelo menos, a busca por conexões.

Existem prazeres que só a “cidade” pode proporcionar. Coisas até pequenas e fúteis. Por exemplo, para ver esse filme, precisei ir até a cidade, porque no campo não tem cinema.

Não acho que tenha algo de errado em aceitar ser um rato do campo. Nem acredito que Fujimoto queira recriminar alguém por isso. Mas, para mim, ficou claro que a conclusão dele é que viver de verdade, com todas as suas dores e desafios, é o caminho certo. Apesar da dor.

Eu não digo ser fácil ou legal o tempo todo.

Mas, como ele também nos mostrou, a gente precisa ser sincero com o que quer, certo?

Às vezes, é preciso renunciar a uma vida de segurança para poder sentir algo mais real, mais visceral.

Mesmo que isso nos leve a caminhos arriscados, como os de Denji, Reze, e todos os outros personagens que Fujimoto criou. Porque, no fim das contas, a vida é feita de escolhas, e a autenticidade é uma delas.

E você, meu leitor? Já pensou nisso? Qual rato você é? O rato do campo ou o rato da cidade? Você está feliz com isso?

Até Agora, Tá Muito Fácil. Cadê a Pegadinha?

Até agora, parece tudo muito claro, não é?

Fica fácil acreditar que o rato da cidade é a escolha certa. A vida na cidade traz suas vantagens, seu dinamismo, suas conexões e prazeres. Mas a vida, como sabemos, não é uma linha reta, e esse é um mangá de Tatsuki Fujimoto. Não podemos nos deixar enganar por esse caminho que parece perfeito.

Como mencionei antes, a vida dá e a vida tira. O rato da cidade é abençoado com coisas que, a qualquer momento, podem sumir. Exatamente o que acontece com Denji.

Fujimoto não vai nos dar essa resposta fácil. Ele nos faz caminhar ao lado de Denji por um tempo, enquanto ele finalmente começa a experimentar o que é viver, o que é se conectar com outras pessoas.

Metodicamente, Makima entra na vida de Denji e começa a tirar suas conexões de forma calculada. Tudo foi planejado para quebrar Denji de dentro pra fora.

Ele, que finalmente tinha experimentado o que era um mínimo de felicidade, de afeto, começa a ser despedaçado. A vida que ele só conhecia como dor, a sobrevivência sem nada a perder, se transforma. Agora ele sente, pela primeira vez, o peso da perda.

E isso é ainda mais mórbido, porque ele não perde simplesmente o que já tem. Ele perde tudo o que ele agora aprendeu a querer, tudo o que ele agora aprendeu a valorizar. A dor da perda, para alguém como Denji, é muito mais cruenta, pois ele nunca soubera o que era ter algo.

Quando ele finalmente começa a entender o valor da vida e das conexões, é exatamente isso que é arrancado dele.

Então, Denji desiste. Ele aceita ser o rato do campo. Ele não quer mais continuar. Ele já foi ao topo, já experimentou o que é se conectar, o que é sentir o afeto e o prazer de ser algo mais do que uma simples sobrevivência. Mas a dor da perda, da manipulação e do controle, é muito mais pesada do que ele se quer consegue entender.

E então, meu caro leitor, a vida nos dá a verdadeira lição. A vida é cruel, impessoal e, às vezes, sem sentido.

Talvez não tão literal quanto um demônio querendo te consumir, mas as relações tóxicas funcionam exatamente nesse molde.

Denji só está sofrendo porque se permitiu o risco de viver.

Se permitiu experimentar a beleza de uma conexão, sabendo, no fundo, que isso envolvia a possibilidade da perda. Como diria Frank Sinatra:

“That’s life, that’s what all the people say. You’re riding high in April, Shot down in May.”

Essa montanha-russa só acontece para quem permite. Por isso, está aí a pegadinha, ou melhor, a faca de dois gumes.

Acho que é por isso que o título desse texto é Continuar vivendo é difícil pra caramba”. Quem nunca passou por isso?

Quem nunca esteve no topo, só para ser derrubado de forma brutal pela vida?

Trabalho, relações pessoais, luto… às vezes as coisas simplesmente não vão do jeito que a gente quer, e a dor é quase insuportável.

Denji desistiu metaforicamente. Mas, como você sabe, algumas pessoas desistem literalmente. Eu não gosto de tocar nesse tema, especialmente de forma leviana, mas acho que precisa ser dito.

Esse é um dos preços que pagamos ao tentar viver de verdade, ao nos permitir sentir e nos conectar.

A felicidade não é infinita.

Ela aparece em momentos, momentos que nos fazem sentir vivos de verdade. Mas são esses mesmos momentos que, às vezes, nos matam.

A dor da perda não é só emocional. Ela é física, ela é existencial e visceral.

Fujimoto nos mostra que viver, realmente viver, é mais complicado, mais arriscado, e, acima de tudo, mais doloroso do que a maioria de nós está disposta a aceitar.

É muito fácil julgar a Reze, mas a verdade é que ela se permitiu viver

e morreu por causa disso.

Todos os dias, pessoas não conseguem suportar o sofrimento. Algumas desistem das relações; outras, de tudo. É melancólico, mas é real. É uma escolha que a gente faz todos os dias quando acorda: decidir continuar.

Viver é uma guerra de cansaço, o mais cruel é que basta uma única derrota, dolorida o suficiente, para nos fazer perder a vontade de seguir.

Alguns chegam a conclusões depois de muito lutar, como:

“Viver é sofrer”

Ou

“Realmente não vale a pena”

Ou até mais direto

“Eu quero morrer”

Eu não conheço vocês de forma alguma, não posso nem consigo dizer como devem, podem ou conseguem resolver seus problemas. Nem sei se é possível. Mas, mesmo sendo estranhos para mim, meu peito aperta ao pensar nisso.

Obviamente, ajuda profissional é mais indicada independente de qualquer coisa e eu SINTO a necessidade de colocar isso aqui, mas se você está passando por um momento difícil, recomendo novamente o 188 — Centro de Valorização da Vida

Mas ainda assim, eu queria dizer , do fundo do meu coração, que eu espero que a vida seja mais. Que ela possa, de alguma forma, ser o suficiente pra preencher o nosso vazio.

Meu caro leitor, se você se identificou com alguma dessas ideias, eu espero sinceramente que você consiga lutar o seu caminho para fora. Mesmo que doa, mesmo que demore.

Porque, viver é continuar, apesar de tudo.

Se Ele Desistiu, Pra Onde Vai o Texto?

Bem, aquilo que salva Denji é uma coisa simples, mas extremamente poderosa — mais poderosa que o controle: amor.

Essa é a resposta de Tatsuki Fujimoto para a questão central de Chainsaw Man: a liberdade de viver é resgatada pelas conexões reais, pelo afeto genuíno.

Ao longo de toda a Parte 1, Denji se vê preso em uma rede de controle, manipulação e solidão. Mas, no final, a única coisa que realmente quebra as correntes desse controle é justamente aquilo que ele nunca soubera o que era: o amor e a família.

Agora, algo curioso: uma vez vi um headcanon numa rede social que eu passei a considerar quase como canônico. Talvez Fujimoto não tenha pensado nisso especificamente, mas para mim fez total sentido.

Na batalha final, acontecem três coisas importantes que marcam a verdadeira virada de Denji. A primeira: Denji se disfarça de funcionário do governo.

Eu gosto de pensar que esse disfarce é feito com a roupa do Aki.

A segunda coisa:

Denji consegue matar Makima com o sangue de Power.

Os últimos vestígios da sua “família”, as pessoas que ele aprendeu a amar de forma verdadeira, são o que o ajudam a finalmente se libertar do falso “amor” da Makima.

E a terceira coisa, e a discussão se filmes ruins devme ou não existir, mas isso é assunto pra outro texto (Não prometo nada).

No fim das contas, a conclusão de Fujimoto para a Parte 1 de Chainsaw Man é clara:

apesar de tudo Denji quer continuar vivendo.

E ele quer continuar vivendo na cidade, com as suas conexões, porque agora ele sabe o que é sentir, ele sabe o que é ter algo a perder. Ele não consegue mais voltar a ser um mero cachorro, a sobreviver sem nenhum vínculo verdadeiro. Ele escolhe a vida, com todas as suas dores e riscos.

Porque, para ele, viver de verdade agora é a única opção.

Denji encontra um recomeço agora, com Nayuta.

A vida não é perfeita mas continuamos tentando.

A conclusão de Chainsaw Man não é a mais feliz.

Ela é extremamente melancólica. Mas, ao mesmo tempo, é um recomeço.

No final da Parte 1, a informação de que Denji finalmente começou a ir para a escola mostra que a influência de Reze sobre ele ainda é real, mesmo que de forma silenciosa. Ela, de alguma maneira, plantou a semente de algo mais.

Ele perdeu tudo. Mas, ao mesmo tempo, ganhou coisas novas.

A conclusão de Tatsuki Fujimoto é clara: a luta vale a pena, viver é continuar,Viver de verdade. Não é fácil, não é perfeito, mas é real. E é isso que importa.

Como eu disse antes, não posso obrigar ninguém a aceitar essa visão de mundo. O máximo que eu posso fazer é torcer para que seja o suficiente para você, querido leitor. Por enquanto, para mim, é o suficiente. E é por isso que eu acho Chainsaw Man tão bonito, tão visceral, e ao mesmo tempo tão humano.

Dito isso… porra, viver é realmente do caralho, mas também difícil pra caralho.

Caso você tenha se interesado o suficiente e decidiu ler até aqui, agradeço de coração pela atenção.

Autor: Eu (Guilherme)

Recomendação de Musica Aleatoria:

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