É impossível ler a tetralogia napolitana de uma vez só.
Eu gostei do primeiro livro, no início achei meio lento mas do meio para o final já estava totalmente envolvida. Demorei para ler o segundo…
É impossível ler a tetralogia napolitana de uma vez só.
Eu gostei do primeiro livro, no início achei meio lento mas do meio para o final já estava totalmente envolvida. Demorei para ler o segundo da tetralogia, não de propósito, eu queria ler o segundo na versão física assim como o primeiro.
Demorei pra engatar a leitura do segundo livro, eu já tinha esquecido a maioria dos nomes dos personagens do primeiro livro, principalmente quem-era-quem, por isso até que no início tem um resumo explicando para o leitor sobre todas as famílias envolvidas no livro. Do meio para o final eu estava completamente envolvida e OBCECADA pelo livro. Fiquei com vontade de proteger a Lenu adolescente, senti que os pensamentos dela eram de uma menina tão bestinha, me vi em alguns momentos relembrando minha pré-adolescência, muito inocente sobre algumas coisas enquanto a amiga lila já sabia exatamente o que estava acontecendo. em alguns momentos eu ODIAVA lila, a maneira como ela tratava lenu, principalmente na parte da praia.
Senti a "traição" de lila com lenu como se fosse comigo ou com uma amiga próxima, mesmo não sendo de fato uma traição, lenu não tinha verbalizado pra lila os sentimentos dela sobre nino, mas ao mesmo tempo é como se fosse, porque também essa história tem muita dualidade na relação entre as duas amigas. Só que ai eu fico pensando, até que ponto lila também não tinha verbalizado essa paixão por nino anteriormente? ou, se é recíproco, ela não tem o direito de amar ele porque a amiga ama?
Como eu disse, em alguns momentos eu odiava o que lila estava fazendo com lenu, em outros eu tinha muita empatia por lila, muito nova e já casada, ver o potencial dela sendo minado pelos homens (não só o potencial intelectual, mas o potencial criativo também), estar passando por violência doméstica ("normalizada" nos anos 70 na Itália, época em que se passa o segundo livro) é revoltante
Isso me fez perceber ainda mais o poder que um homem tem de destruir a vida de uma mulher, e de como esse poder é atemporal. A vontade que eu tenho é de que se um dia eu tiver uma filha, essa leitura será obrigatória na vida dela quando ela completar 13 anos de idade. Isso me leva a pensar de qual maneira eu irei convencer uma adolescente a ler os livros que eu quero sem que ela tenha aversão aos livros só porque eu quero muito que ela leia, já que adolescente tende a ser do contra.
Meses depois, comecei hoje o terceiro livro. É extremamente cansativo ler esse terceiro livro e ler os pensamentos de lenu ainda apaixonada por nino, cogitando trair o noivo. Peguei um ranço tão grande por nino, me sinto lendo algo tipo: momentos antes da merda acontecer. Por isso, é impossível ler a tetralogia napolitana de uma vez só, me sinto totalmente envolvida com os personagens e isso exige um esforço mental e emocional muito grande pra mim.
메타데이터
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