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Entrevista com Deborah Alves, cofundadora da healthtech Cuidas e da BRASA

Empreendedora falou sobre a healthtech, a realidade do empreendedorismo no Brasil versus EUA e os desafios de ser mulher na área…

Fernanda Polo in Aprix Journal · 2021-01-13 16:51 · 87 claps · 12.1 min read
#startup #entrevista #tecnologia #cuida #deborah-alves
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Wiki topics: DH · Digital Health & Health Tech STP · Startups & Venture

Foto: Christina/Unsplash

Foto: Christina/Unsplash

ENTREVISTA

Entrevista com Deborah Alves, cofundadora da healthtech Cuidas e da BRASA

Empreendedora falou sobre a healthtech, a realidade do empreendedorismo no Brasil versus Estados Unidos e os desafios de ser mulher na área tecnológica

A paulistana Deborah Alves, de 28 anos, sempre teve paixão pelas ciências exatas. Quando pequena, sua matéria preferida era a matemática, e ingressou cedo na área tecnológica: aos nove anos, fazia aulas de robótica, montava sites e brincava com HTML e computação. Criada em uma família de engenheiros e pessoas vinculadas à área das exatas, com o incentivo da família, passou a participar de olimpíadas de matemática aos 11 anos, ganhando a sua primeira medalha na olimpíada brasileira. Assim, teve início uma carreira acadêmica olímpica que perdurou até sua entrada na universidade.

Deborah Alves, cofundadora da Cuidas, startup de tecnologia em saúde, do BSCUE, programa de mentoria, da BRASA, maior associação estudantil de brasileiros no exterior, e da Brazil Conference. Foto: Arquivo pessoal

Deborah Alves, cofundadora da Cuidas, startup de tecnologia em saúde, do BSCUE, programa de mentoria, da BRASA, maior associação estudantil de brasileiros no exterior, e da Brazil Conference. Foto: Arquivo pessoal

“A Olimpíada me abriu muitas portas. Eu ganhei uma bolsa para estudar num colégio particular no ensino médio, um colégio super bom, que também focava em olimpíada. E durante o ensino médio, eu acabei indo em sete olimpíadas internacionais. Então, eu viajei para o Cazaquistão, Romênia, Amsterdã, Paraguai, Argentina, enfim, consegui viajar bastante pelas olimpíadas de matemática e fui premiada em algumas internacionais”, relembra a empreendedora.

Durante o ensino médio, Deborah decidiu aplicar para estudar nos Estados Unidos. Aplicou para cinco universidades, foi aceita em quatro e acabou escolhendo ir para Harvard para cursar sua graduação — a jovem havia sido aprovada também no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Columbia e em Yale. Foi nos Estados Unidos que percebeu que mesmo tendo estudado matemática por cerca de sete anos para as competições, não queria seguir carreira acadêmica na área. O interesse por computação, então, tornou-se seu foco profissional. Mesmo assim, Deborah acabou obtendo diploma em Harvard nas duas profissões: ciência da computação e matemática.

“A sociedade acaba sendo muito dura com as mulheres que estão fazendo algo onde elas são minoria.” Deborah Alves

Durante a faculdade, fez vários estágios: numa startup de educação de São Paulo chamada Geekie; na startup Formlabs, de impressoras 3D, localizada em Boston; e na startup Quora, no Vale do Silício, uma rede social de perguntas e respostas. Além disso, Deborah se engajou em organizações de brasileiros no exterior, tornando-se cofundadora da BRASA, do BSCUE (um programa de mentoria) e da Brazil Conference. Depois de se formar, voltou ao Quora, onde trabalhou por mais um ano e meio como engenheira de software, até decidir voltar ao Brasil para empreender — o que considera como um processo de autoconhecimento. “Eu sabia que queria empreender no Brasil em tecnologia, então voltei em 2017 para empreender aqui. Fiquei meio que explorando diferentes ideias, até que chegou a ideia da Cuidas, que é onde eu estou hoje. Estamos com quase três anos de empresa.”

Aprix Journal - Qual é a finalidade do Cuidas? Como têm sido o desempenho e procura pela empresa durante a pandemia?

Deborah Alves — A Cuidas é um serviço de atenção primária para empresas.

O que é atenção primária?

Atenção primária cobre todas as necessidades mais comuns de saúde das pessoas, desde uma dor de cabeça ou de barriga até saúde mental, ansiedade, depressão — todo o acompanhamento do que é comum na população. Deborah explica que o encaminhamento para um especialista é necessário apenas quando se trata de algo específico, como uma hipertensão que precisa ser acompanhada por um cardiologista, mas garante que o médico de família também cobre esses cuidados.

Então, temos aí um serviço de atenção primária, e ele é muito pautado na tecnologia. Por trás dos panos, utilizamos muito a tecnologia para fazer o acompanhamento de saúde dos nossos usuários, bem como para mostrar para a empresa o valor do nosso serviço para os colaboradores. Temos toda uma inteligência de saúde, um acompanhamento, então, cada pessoa que entra na Cuidas tem uma linha de cuidados, nós fazemos um questionário para saber qual é o perfil de saúde da pessoa, e aí há um plano de cuidado para cada usuário nosso, para cada paciente. E aí, para a empresa, qual é o benefício? Tem dois tipos de empresa que acabam tendo o benefício da Cuidas: um é uma empresa pequena que não tem dinheiro para pagar plano de saúde e aí percebe na Cuidas algo que não é um plano de saúde, porque não cobrimos toda a gama de serviços de saúde, mas com a atenção primária. A gente acaba cobrindo a maior parte das necessidades das pessoas a um preço muito mais baixo. Por outro lado, que acaba sendo o nosso foco hoje, também há as empresas maiores, que já possuem plano de saúde, mas estão procurando reduzir custos com o plano, porque no plano de saúde, se você tem muita utilização, você aumenta a sinistralidade, aumenta muito o reajuste. Então, a atenção primária também é a melhor chave para diminuir a sinistralidade de plano de saúde, mas também oferecer um serviço mais personalizado e mais completo, mais próximo também dos colaboradores.

A pandemia tem sido bem interessante para a gente, acho que foi tanto bom quanto ruim de certas maneiras. O bom é que a saúde está ficando cada vez mais evidente, as pessoas estão se preocupando cada vez mais com isso, principalmente saúde mental, uma coisa que, na pandemia, tem ficado bem sobressalente. Então, as pessoas estão falando mais sobre saúde, estão se importando. Por outro lado, antes da pandemia, o nosso foco eram as empresas pequenas, que não têm plano, e focávamos nesse público, mas a acabamos pivotando para focar mais em empresas maiores, justamente porque as empresas pequenas foram as que mais sofreram com a crise durante a pandemia. Então, a última coisa que eles estavam pensando era em um benefício, e acabamos abrindo um pouco o nosso leque de clientes. Acho que um ponto positivo também para a gente é que acelerou o processo de digitalização da saúde. Já tínhamos consultas on-line, coisas assim, mas era bem mais raro, e tivemos de adaptar nosso processo todo para o on-line, principalmente. E para nós é bom, né, não que queiramos fazer só tudo on-line, também levamos o médico até a pessoa, mas é bom as pessoas também se acostumarem a esse on-line, quando há coisas que podem ser resolvidas dessa maneira. Então, acho que acelerou um pouco esse mindset.

João Henrique Vogel, Matheus Silva e Deborah Alves, fundadores da Cuidas, startup de tecnologia em saúde. Foto: Divulgação

João Henrique Vogel, Matheus Silva e Deborah Alves, fundadores da Cuidas, startup de tecnologia em saúde. Foto: Divulgação

Aprix Journal - Você viveu nos Estados Unidos por cerca de 6 anos e acompanhou de perto a vanguarda tecnológica no Vale do Silício. O que você acha que falta para o Brasil se destacar mais nesta área?

Deborah Alves — No Brasil, tem tudo para dar certo. Algumas coisas me chamam atenção no que difere os Estados Unidos daqui: uma principal, pensando em tecnologia, é os profissionais saírem mais prontos para o mercado da faculdade do que no Brasil, porque estágios são muito incentivados. Então, na cultura de universidade nos Estados Unidos, você não passa o tempo todo em sala de aula, você passa algumas horas da semana e aí gasta bastante tempo fazendo projetos, e é esperado que você faça outras atividades na universidade. Então, isso dá uma vivência profissional maior para as pessoas, tanto durante a faculdade, seja em grupos da universidade, estágios locais e nos verões. Eu sinto que saí com uma bagagem bem grande já, mesmo para uma recém-formada, porque eu já tinha três estágios de verão, mas também já tinha trabalhado durante o ano letivo na universidade com computação. Aqui no Brasil acaba sendo um pouco mais engessado. Você vai pegar muitos cursos, tem o dia inteiro de aula, e é tudo muito teórico, às vezes pouco prático. É importante ter a teoria também, mas as pessoas, às vezes, saem com muita bagagem teórica, mas pouca prática. Acho que esse é um ponto, que as universidades hoje são um pouco mais engessadas para você ter experiência prática no mercado.

Agora, a nível de empreendedorismo, eu acho que os Estados Unidos têm muitos profissionais bons, têm muito acesso a recursos, a investimento. Têm muitos fundos, há essa ideia de investir nas startups antes delas estourarem. Então, têm uma oferta maior de investimento e de talento, mas ao mesmo tempo, quando as pessoas perguntam “por que você voltou para o Brasil para empreender?”, eu acho que no Brasil acabamos tendo um pouco mais de oportunidade, porque tem menos concorrência. Lá tem muita startup fazendo muita coisa repetida; aqui no Brasil, temos muitos problemas para resolver. Então, tem muita oportunidade de problemas para resolver que dão negócio. Na verdade, o principal do empreendedorismo é você resolver um problema. E está crescendo muito. Se comparar a 10 anos atrás, é legal você trabalhar em startup hoje em dia, o risco para as pessoas já está muito menor, e está tendo cada vez mais fundos abrindo, investindo em startups. Então, está sendo fomentado bastante o empreendedorismo aqui. E temos muita gente boa em tecnologia. Eu estava falando com uns amigos meus do Quora também, e eles falaram que agora, recrutando gente on-line, recrutaram muita gente boa do Brasil também. E foi notável para eles isso. Eu acho que o o risco agora é perdermos muitos talentos do Brasil para fora, até nesse contexto de que todo mundo está trabalhando remoto. Mas acho que temos tudo para dar certo, acho que o Brasil é muito bom para empreender.

Aprix Journal - Você também foi uma das fundadoras da BRASA, que atualmente é a maior associação de estudantes brasileiros no exterior do mundo. De onde surgiu a ideia de criar uma organização deste tipo? O objetivo de vocês era atingir esta proporção?

Deborah Alves — Foi uma coisa pequena levando à outra. Criamos, eu com alguns amigos meus, um grupo que se chamava BSCUE, que era um grupo no Facebook para ajudar outras pessoas que queriam aplicar para fora. Depois que eu passei em Harvard, muita gente vinha me contatar, desconhecidos, perguntar “como você passou? Me dá umas dicas?”, e era sempre responder a mesma coisa. Então, criamos esse grupo para postar uma vez só uma resposta e compartilhar entre todo mundo. E com isso, também, indo para fora, como não eram muitos brasileiros que estavam nas universidades lá, meio que os brasileiros estudando fora já se conheciam. Acabamos nos conhecendo até através desse grupo também, foram surgindo outras pessoas, até que um amigo meu falou: por que não fazemos uma conferência de brasileiros? E aí, sentou eu, o João, que é meu sócio hoje na Cuidas, que também fez Harvard, e esse meu amigo que estava estudando em Columbia, na época, e começamos a conversar sobre fazer uma conferência de brasileiros, e aí começou a BrazUSC, que é uma conferência que fizemos lá em 2014. Então, organizamos a BrazUSC, a primeira edição foi lá em Harvard e foi a primeira conferência realmente de brasileiros no exterior, até onde sabemos. Levamos pessoas famosas, políticos, foi Jorge Paulo Lemann, foi Manuela D’Ávila, foi um monte de gente interessante ali para falar para o público. Foram acho que umas 50, 60 pessoas, na época. E foi tão legal que surgiram outras, e daí surgiu a BRASA. O Matheus, que também é um dos cofundadores da Cuidas, teve a ideia de, em vez de fazer só um evento, fazer uma organização que fizesse essa união dos brasileiros ser algo contínuo, não só um evento anual. E aí, começou meio que nessa. Eu acabava tocando a parte de tecnologia da BRASA. Mas começamos assim, com uma ideia de juntar os brasileiros, ver o que poderíamos fazer juntos, mesmo estando fora, e o que poderíamos fazer pelo Brasil. Começou com um evento, mas aí tiveram outras iniciativas.

Acho que sempre pensamos em ser grandes, mas foi interessante ver conforme foi crescendo. Eu fiquei só um ano na BRASA, porque eu me formei em 2015, então fiquei entre 2014 e 2015, mas foi bem legal. Acho que tínhamos sempre vários planos, mas é legal ver se concretizando, anos depois, e ver a dimensão que a BRASA tomou. Acho a mesma coisa também em relação a Brazil Conference, que é uma outra conferência que eu cofundei e acontece hoje em Harvard e no MIT. É uma outra organização, mas também está gigante, todo ano faz um furdunço aí, porque leva um monte de gente famosa lá para os Estados Unidos.

Membros da BRASA, maior organização de estudantes brasileiros no exterior. Foto: Divulgação

Membros da BRASA, maior organização de estudantes brasileiros no exterior. Foto: Divulgação

Aprix Journal - Quais são as principais diferenças dos Estados Unidos para o Brasil em termos de estímulo ao empreendedorismo?

Deborah Alves — Eu acho que tem mais investimento, mas acho que aqui está crescendo também, eu vejo desde quando começamos a Cuidas, já vi novos fundos surgindo, sempre surgem mais fundos. E essa cultura de empreendedorismo vem desde a faculdade. As universidades estão mudando para esse caminho, mas nos Estados Unidos acaba sendo mais forte. Acho que assim, honestamente, não temos muito a perder, não. Acho que estamos indo no caminho certo. A base de tudo acaba sendo educação e, para termos mais pessoas aptas a empreender, tecnicamente temos de construir a educação ali da base também, não só na universidade, mas eu acho que é por isso também que os Estados Unidos acabam se destacando, a educação pública lá é melhor do que a nossa. Mas temos muita gente boa, muito problema para resolver, muitos empreendedores bons, e eu acho que temos tudo para sermos uma potência no empreendedorismo.

Aprix Journal - Como é ser uma mulher na área tecnológica, tradicionalmente dominada por homens?

Deborah Alves — Eu sempre fui uma das poucas mulheres desde o começo, desde a olimpíada de matemática até na tecnologia, então, acabei me acostumando, tenho muitos amigos homens. Sendo bem honesta, eu acho que sempre tive muito incentivo da minha família, dos professores, dos meus amigos, para continuar na área de exatas, para continuar seguindo o que eu gostava, na matemática, na computação. Nunca ninguém chegou para mim e falou “você não pode”, mas eu sei que isso não é verdade para todo mundo. Assim, eu sei que eu também estou onde estou porque eu tive esse apoio, eu tive essas chances de continuar nessa área, que muitas meninas não têm. Então, eu mentoro algumas mulheres e meninas novas e mais velhas, que estão em matemática e na tecnologia, e eu vejo o que cada uma passa, ou até colegas minhas de trabalho, que já contaram várias histórias de preconceito explícito no mercado de trabalho ou na escola. Tem uma aluna minha que faz olimpíada de matemática, e que chegou um menino para ela falando que ela não devia fazer matemática, devia fazer medicina, porque matemática não era pra ela. E no fim, ela foi lá e foi melhor do que ele na competição. Mas é foda, né? Porque a sociedade acaba sendo muito dura com as mulheres que estão fazendo algo onde elas são minoria. Desde uma aula de matemática, onde você é a única menina da sala, às vezes você não se sente confortável nesse ambiente e acaba desistindo. Nas várias fases da vida, isso começa desde as meninas serem incentivadas a brincar de boneca e não a brincarem de Lego quando são mais novas, até no mercado de trabalho, onde você tem o sexismo explícito, muitas vezes. Então, acho que a dificuldade das mulheres, geralmente, envolve isso. Você passa por muitas fases da vida em que você tem de ser ainda mais resiliente para continuar, porque muitas vezes você leva umas porradas no meio do caminho por ser mulher.

Hoje, acho que estou num momento em que queira ou não, já tenho uma bagagem para dar um carimbo para mim, as pessoas já me respeitam, seja por ter estudado em Harvard, seja por estar empreendendo e tudo mais. E eu acho que os meus problemas acabam sendo outros. Mas eu vejo muito claro que as mulheres acabam tendo mais desafios para se provar no dia a dia, no mercado de trabalho, em tecnologia. Para mim, particularmente, essa questão de ser mulher afetou muito, mas acho que é muito mais um preconceito indireto do que direto, que afetou a minha autoconfiança. Eu sempre fui uma pessoa que tem muita dificuldade para se vender, para falar bem de si mesma, para se vender para um trabalho. Que é uma coisa que eu vejo, que muitas mulheres têm muita dificuldade de se promover mesmo. E que é uma coisa importante para o mercado de trabalho, você saber ser confiante na tua pele e ir lá e ir atrás. Tanto que tem aquele estudo que fala que os homens aplicam para trabalho e são chamados se cumprem 40% dos requisitos de uma vaga, as mulheres só se cumprem 100%. […] Temos que realmente nos ajudar e falar “cara, você consegue, você é foda”, porque, muitas vezes, nós como mulheres sermos metidas é algo ruim. Você se assegura de si e você é a metida, você é interpretada como algo ruim, e muitas vezes os homens são interpretados como uma coisa boa.

**LEIA TAMBÉM: Camila Achutti: ‘Toda a minha vida envolve educação de tecnologia’**

Aprix Journal - Qual recado você daria a mulheres que estão tentando ingressar e até mesmo empreender nessa área?

Deborah Alves — Um recado para as mulheres, eu acho que é esse: confie no seu próprio taco. Para isso, é importante você não ter medo de errar. Tem uma TED Talk que eu gosto muito, que o nome é “Ensine para as garotas coragem e não perfeição”, que é isso, né? Eu vejo que muitas mulheres não tentam por medo de errar, por medo de cair e por medo de serem julgadas por errar. E esse é o bloqueio de muitas mulheres para almejar coisas grandes, como empreender, subir de cargo, passar numa universidade X. É muito medo de errar e ser julgada por errar. Esse é o principal bloqueio que eu vejo na maioria das mulheres e que é muito mais forte nelas do que nos homens. Acho que o meu recado é não ter medo de errar. Vai, tenta, o que pior que pode acontecer de você errar é levantar e depois tentar de novo.

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