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Valor Sentimental, de Joachim Trier

A coprodução entre França, Noruega, Alemanha, Suécia e Dinamarca, “Valor Sentimental”, de Joachim Trier, vem conquistando destaque no…

Wanna Be Nerd · 2025-12-25 02:11 · 0 claps · 3.4 min read
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Valor Sentimental, de Joachim Trier

A coprodução entre França, Noruega, Alemanha, Suécia e Dinamarca, “Valor Sentimental”, de Joachim Trier, vem conquistando destaque no circuito internacional e desponta como uma das principais apostas para o Oscar 2026, na categoria “Melhor Filme Internacional”. O longa teve sua estreia no Festival de Cannes, onde foi calorosamente aplaudido, figurando entre os três filmes mais ovacionados da edição. A recepção entusiasmada reforça a força de uma obra que aposta na intimidade das relações humanas para construir seu impacto.

A narrativa gira em torno do conturbado relacionamento entre Gustav Borg (Stellan Skarsgård), um renomado diretor de cinema, e suas duas filhas, Agnes (Inga Ibsdotter Lilleaas) e Nora (Renate Reinsve). Absorvido pelas exigências da profissão, Gustav esteve ausente durante a infância das meninas, deixando para trás mágoas profundas e cicatrizes emocionais que atravessam gerações.

Nora, hoje atriz de teatro, carrega não apenas o peso da profissão herdada, mas também a dificuldade de enxergar o pai para além de suas ausências. Incapaz, ou talvez não disposta, a relativizar suas escolhas, ela mantém uma distância emocional que se revela central para o conflito da trama.

Já no fim da carreira, Gustav decide finalmente tirar do papel um projeto pessoal ambicioso, que acredita ser capaz de marcá-lo com um retorno triunfal. Em uma tentativa de aproximação, oferece o papel principal à filha Nora, que o recusa de forma categórica, frustrando não apenas os planos artísticos do pai, mas também sua tentativa tardia de reconexão.

Crédito de Imagens: NEON / MUBI / Retrato Filmes / Divulgação

O filme recebeu oito indicações ao Globo de Ouro 2026 e já conta com vinte vitórias em diversos festivais

O filme recebeu oito indicações ao Globo de Ouro 2026 e já conta com vinte vitórias em diversos festivais

Diante da recusa, ele convida a estrela hollywoodiana Rachel Kemp (Elle Fanning) para assumir o papel. No entanto, a substituição se revela insuficiente: o roteiro, profundamente íntimo, escancara feridas ligadas à dinâmica entre pais e filhas, tornando impossível qualquer distanciamento emocional.

Paralelamente, Agnes, que havia seguido sua vida e construído uma família longe do pai, vê-se novamente envolvida em questões antigas, trazendo à tona conflitos mal resolvidos e sentimentos que nunca foram plenamente elaborados.

Trailer

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Ficha Técnica

Título Original e Ano: , 2025. Direção: Joachim Trier. Roteiro: Eskil Vogt e Joachim Trier. Elenco: Renate Reinsve, Stellan Skarsgård, Inga Ibsdotter Lilleaas, Elle Fanning, Lena Endre, Anders Danielsen Lie, Jesper Christensen, Cory Michael Smith, Catherine Cohen, Andeas Stoldtenbergm Granerud. Gênero: Drama. Nacionalidade: Noruega, Aleamanha, Dinamarca, França, Suécia, Reino Unido e Turquia. Trilha Sonora Original: Hania Rani. Fotografia: Kasper Tuxen. Montagem: Olivier Bugge Coutté. Design de Produção: Jørgen Stangebye Larsen. Direção de Arte: Marius Winje Brustad, Joy Klasen e Mirjam Veske. Figurinista: Ellen Dæhli Ystehede. Empresas Produtoras: Mer Film, Eye Eye Pictures, Lumen Production, Komplizen Film, BBC Film. Empresas Co-produtoras: MK2 Productions, Film i Väst, Oslo Filmfond, Arte France, Cinéma, Mediefondet Zefyr, Alaz Film, ZDF/Arte, Don’t Look Now, zentropa Entertainments e Zentropa International Sweden. Apoio: Creative Europe, Eurimages. Distribuidora: Retrato Filmes. Duração: 02h13min.

O diretor indicado ao Oscar em 2022 pelo íncrivel A Pior Pessoa do Mundo, entrega aqui uma obra de maturidade narrativa impressionante. Sem recorrer a clichês fáceis, Trier aposta em uma construção minuciosa de personagens, equilibrando com precisão rigor técnico e emoção genuína.

A dinâmica desse pai ausente, que na maturidade tenta desesperadamente correr contra o tempo, e de filhas que, cada uma à sua maneira, lutam para digerir ressentimentos e a possibilidade de reconciliação, é profundamente tocante. Trata-se de um filme sensível, que pode ressoar de forma intensa em espectadores com feridas familiares ainda abertas.

“Valor Sentimental” chega aos cinemas no dia de Natal, como um presente delicado e emocionalmente potente ao público.

25 de Dezembro nos Cinemas

por Helen Ribeiro


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