“Mestres do Universo — Salvando Eternia” tem cenas de ação impecáveis, sem deixar de oferecer um…
Assim que a Netflix liberou os seis primeiros episódios de ‘Mestres do Universo- Salvando Eternia’, os saudosistas de plantão viraram a…
“Mestres do Universo — Salvando Eternia” tem cenas de ação impecáveis, sem deixar de oferecer um olhar cuidadoso e intimista para seus personagens.

Assim que a Netflix liberou os seis primeiros episódios de ‘Mestres do Universo- Salvando Eternia’, os saudosistas de plantão viraram a cara para a nova versão por causa da ausência do personagem mais famoso da versão dos anos 80: o He-Man. É provável que muita dessa aversão tenha sido por causa do protagonismo feminino dado na versão escrita por Kevin Smith.
O desenho do He-Man dos anos 80 era feito basicamente para vender bonecos e não tinha compromisso com a elaboração de boas histórias, ficando difícil de assistir nos dias de hoje. ‘Salvando Eternia’’ consegue um resultado muito superior em todos os aspectos, da animação ao roteiro e um dos maiores acertos foi ter desenvolvido as personagens femininas e lhes dado o protagonismo sem que pareça gratuito ou forçado.
A trama começa com uma batalha em que tanto He-Man como o Esqueleto sucumbem logo no primeiro episódio, ficando a cargo de Teela construir um legado e fazer alianças com antigos inimigos para continuar protegendo Eternia e evitar o fim do universo.
Com ausência do Príncipe Adam, o roteiro desenvolve satisfatoriamente personagens antes relegados a falas genéricas. É o caso do pequeno mago Gorpo que ganha importância em duas cenas ótimas de batalha em que é responsável por salvar os heróis e o Mentor, que ganha um arco dramático envolvendo Teela e a Feiticeira.
Mas é a heroína Teela e Maligna que ganham os holofotes, ganhando escopo a cada episódio, à medida que decidem qual caminho querem seguir. Maligna em dúvida sobre sua condição de serva do Esqueleto e Teela buscando encontrar seu destino longe das batalhas a mando do reinado Eterniano.
Na metade final, He-Man aparece mais, protagonizando cenas de batalha contra o Esqueleto de dar inveja ao Superman. As referências feitas para agradar os antigos fãs ganham bastante espaço também, mas acima das cenas incríveis de ação, o Príncipe Adam ganha camadas como nunca teve na série dos anos 80, assim como sua nêmesis, o Esqueleto, é tratado como um amontoado de ossos que vive em função da existência do herói e de forma inteligente vira uma paródia de si mesmo dentro de seus objetivos simplórios.
“Mestres do Universo — Salvando Eternia” tem cenas de ação impecáveis, sem deixar de oferecer um olhar cuidadoso e intimista para seus personagens. Para esquecer a primeira versão.
Aquiles Marchel Argolo
메타데이터
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