Reign of the Seven Spellblades, vol.11
(Yen Press, volume 11 de 15 [em andamento], publicado em 2023, traduzido em 2024 por Andrew Cunningham)
Reign of the Seven Spellblades, vol.11
(Yen Press, volume 11 de 15 [em andamento], publicado em 2023, traduzido em 2024 por Andrew Cunningham)

Voltar pra “Seven Spellblades” depois de uma pausa de quase dois anos é complicado. Essa é uma série tão complexa e com tanta nuance, que você precisa de uma certa dedicação à ela.
Por causa disso que eu gosto de ler cada “arco” todo de uma vez. Esperei esse tempo pra que o arco do 4° ano pudesse terminar.
E esse volume acabou sendo metade “início do novo arco”, e metade “interlúdio”.
A mudança entre o 3° ano e o 4° ano é um ponto perfeito pra isso. É o ponto de inflexão na jornada dos estudantes da Kimberly. É o momento onde eles passam para as “ligas altas” da escola, onde a coisa fica mais séria. E com três professores mortos, é basicamente a “metade” da jornada. Como eles mesmos comentam várias vezes no volume, essa é possivelmente a última chance do Oliver&co de relaxarem e poderem viajar desse jeito. Se a coisa estava ruim antes, agora vai piorar.
Viajar pelo mundo é interessante tanto pras personagens como para os leitores. O argumento do Oliver para trazer a Teresa junto, de que ela só conhece os corredores da Kimberly e que precisa ver o mundo lá fora, também se aplica à nós. Claro, a gente já viu mais do “mundo externo” em certas situações e em flashbacks, mas a narrativa quase toda é muito limitada à Kimberly em si, e ao labirinto. Tirar um volume inteiro para mostrar o lado de fora é extremamente enriquecedor.

A Nanao é outra que está explorando o mundo pela primeira vez, e é sempre super fofa enquanto o faz.
Não sei exatamente onde esse arco vai chegar, mas esse interlúdio/introdução focou muito, mas muito mesmo, na questão dos demi-humanos e da luta por direitos civis.
Isso sempre foi um tema abordado na história, já que é parte essencial da narrativa da Katie, mas aprofundamos de uma forma que nunca aconteceu antes. Conhecemos goblins (dos dois tipos), outros trolls, um centauro e uma anã, além de uma elfa. Basicamente todas as personagens novas foram demis, e o autor não é de fazer coisa atoa.
Com o questionamento dos próprios pais da Katie sobre a situação mental dela, e a revelação do “pecado” dos Aalto, eu imagino que esse arco do 4° ano focará nela e numa disputa de direitos civis, com o Marco nos holofotes.
Isso me dá a ideia de que a Vanessa seria a próxima professora a ser morta, mas com ela fora da escola, não tenho mais ideia… Veremos.
Uma das criaturas mais exóticas do volume foi, porém, um Ytalliano. /s
A parte das relações interpessoais também foi muito importante nesse volume. O autor usou muito habilmente da viagem para desinibir as personagens e permitir algumas interações que não aconteceriam normalmente.
A “intensidade” da pressão e hostilidade da Kimberly foi mencionada algumas vezes, e justifica esse “efeito ponte suspensa” tão forte que eles sofrem, e explica todos esses sentimentos explosivos que eles têm.
Todo mundo bêbado e com o estresse à flor da pele gerou umas cenas hilárias. Por mais que a história já esteja mais do que encaminhada, basicamente consumada, pro Oliver ficar com a Nanao, o autor continua jogando verde para uma possível reviravolta no Oliverbowl. A Katie nem tenta disfarçar mais os sentimentos dela e passou o volume todo tentando aceitar a derrota; A Chela se faz de santa, mas não perde a chance de ir pra ofensiva (duas vezes nesse volume!); E a Teresa, para minha surpresa, entrou no ringue oficialmente.
Por mais que eu adore o casal “oficializado” e torça por eles, eu não consigo largar o osso da Chela. Estou no time dela desde o vol.4. Como o próprio Oliver disse, isso é extremamente injusto, Chela…
Ah, sim, claro… “piada”… reeeee
As partes mais “sérias” do volume foram o início e o final. E elas que fizeram esse volume ser mais importante do que um simples “interlúdio”. Fico curioso pra ver como os professores vão lidar com a situação, e fico animado de ter mais informações sobre os tírs.
Ao mesmo tempo, agradeço isso ainda ser apenas um “interlúdio”. Assim, eu não preciso ir fundo e me dedicar à ler o arco inteiro, que, ao que tudo indica, ainda segue até, pelo menos, o vol.15.
Adorei as ilustrações desse volume, especialmente as coloridas. Mas confesso que fiquei um pouco triste de não ter visto mais dos demis.
Seven Spellblades nunca decepciona.
Abaixo, depois da divisão e da ilustração, o resumo spoilerzento.

A única demi que apareceu nas ilustrações. Pelo menos entregaram com tudo.
Com a morte do Demitrio, os professores precisam aceitar uma investigação externa do QG dos Caçadores de Gnósticos. A Esmeralda manda a Vanessa e a Baldia pra lá, enquanto os Caçadores mandam três “professores substitutos” pra cá.
Ted Williams, o novo professor que substituiu o Darius, cria uma “coalizão” com a bibliotecária e o professor de voo pra tentar investigar esses assassinatos por conta própria (com uma visão bem auto-sacrificial e extremamente pró-Kimberly).
Os Sword Roses aproveitam o fim de semestre (e a troca do “baixo calão” pro “alto calão”) pra tirar umas férias mais longas. Eles se despedem dos veteranos que se formaram (destaque pro Godfrey e pra Lesedi que foram ser Caçadores de Gnósticos), e fazem uma viagem.
Muito foco em mostrar como a União trata o transporte marítimo e a visão de mundo dos “ordinários”. Galera fica extremamente bêbada na primeira noite e soltam umas gafes românticas. Daí o barco deles é atacado por piratas.
Primeiro, eles visitam Farnland, a terra natal da Katie. Finalmente conhecemos os pais dela, e a situação dos Aalto: eles acidentalmente causaram um acidente envolvendo um Tìr, e muitas pessoas morreram. Por causa disso, eles são isolados da sociedade mágica hoje em dia. Destaque para uma visita que eles fizeram até uma vila de goblins, onde conhecemos muito sobre a situação de demi-humanos e colocamos a situação do Marco em perspectiva: ele carrega o possível futuro dos trolls nos ombros. Ele decide ficar com a Katie no fim.
Momentos complexos de relação humana acontecem centrados na Katie e nos pais dela, com o Oliver e a Teresa, e um fundinho com o Guy. Mas no fim, quase nada muda e eles tem vários momentos fofos (tipo visitar a sauna).
Daí eles passam rapidamente pela Ytalli e voltam, visitando a casa da Chela. Conhecemos a mãe dela, uma elfa chamada Mishakua McFarlane. Ela é extremamente excêntrica, mas divertida. Eles celebram juntos um festival, que parece ser uma versão do Halloween, junto com um centauro e uma anã. Mas a festa é interrompida por um ataque de “Bogeys” (Goblins agressivos).
Os Sword Roses se juntam à luta, mas rapidamente o combate fica sério quando descobrem que os goblins tinham se tornado gnósticos. Não só isso, como um membro de alto ranque da “Order of Sacred Light”, um dos maiores grupos de gnósticos que existe, que juraram lealdade àquele Tír maluco da geometria, entra na briga. Com a interferência da Mishakua, a luta termina com o sacerdote fugindo.
메타데이터
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