Me sentir um rio desaguando é um ‘mar’ de coisas
Meio esquisito se sentir um mar e um rio ao mesmo tempo, um salgado, outro doce; enfim, eis meus sentimentos.
Me sentir um rio desaguando é um ‘mar’ de coisas

Meio esquisito se sentir um mar e um rio ao mesmo tempo, um salgado, outro doce; enfim, eis meus sentimentos.
Eita que cratera. Um vazio esquisito, parece que — em um curto momento estive completa — há uma reticências, um espaço, uma página em branco.
A gente costuma pensar no “problema” quando existe uma solução, ou um momento em que aquela situação não existira.
Observo esse sentimento, curioso, porém não inédito. Já senti isso antes e essa presença/ausência parece orbitar minha pessoa faz um certo tempo. Me deixando cada vez mais “habituada” com as saudadese as trilhões de dúvidas e certezas.
Me sinto um rio, desaguando em diversos afluentes, para acabar, por fim, no mar.
Os algoritmos do TikTok me levaram a relatos de pessoas que sentiram coisas parecidas, algumas, como eu, ainda segue vivenciado o pós encontro.
Outras, viveram a maternidade e afirmaram que após o nascimento do filho(a) esse sentimento foi findado. E minha dúvida é: será?
Essa dúvida permeia meus dias, será que isso é um sentimento com começo, meio e fim? Será que vou me sentir completa com a concretização do sonho. E se a minha criança não for como era no sonho, será tipo uma paixão não correspondida?
São tantos “e se” que a gente se perde, se perde na própria dúvida, na própria hipótese, na própria saudades, no próprio amor e amor próprio.
Eis que me afogo, parece ser tão gostoso e mágico ao mesmo tempo, ter o prazer de sentir estranhamente amada, pertencida, com medo, feliz e guiada. Quando nessa tentativa de desaguar fosse uma eterna maré: sobe e desce.
Também é tipo mirar num desconhecido bom, no vaso de rosas e orquídeas, com luz e sombra, água com gás gelada e frutas frescas, mirtilos e morangos, uma água de côco e um por do sol.
Te carregar e maternar em pensamento é fermentar um amor que já é gigante.
É ter menos medo e ao mesmo tempo mais medo
É respirar para amar mais, ser uma melhor versão de mim
Te encaixar em cada espacinho minúsculo da minha existência,
Entender que nem sempre sera só eu, só nós
E que existe uma versão ainda melhor de tudo o que eu conheço e que eu ainda sim desconheço
Me sentir um rio desaguando é um ‘mar’ de coisas
메타데이터
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