Não é por acaso que estamos em constante insatisfação e insegurança com o nosso vestir.
Se dermos um passo atrás e ativarmos o “eu observador” dentro de nós, sem julgamentos, abriremos um espaço interno para investigar e para…

Não é por acaso que estamos em constante insatisfação e insegurança com o nosso vestir. Sabe-se que o mecanismo do nosso cérebro escolhe instantaneamente os caminhos mais conhecidos, fáceis e rápidos de obter os resultados, com um menor desgaste de energia para a autopreservação. No entanto, trata-se de uma ilusão, porque este caminho se torna o mais longo, na verdade sem fim, quando observamos o nosso vestir como um pêndulo. Além de nos hipnotizar com o vai e vem que oscila entre frustrações e satisfações, nos mantém dependente do círculo vicioso, automatizado e superficial do vestir.
Se dermos um passo atrás e ativarmos o “eu observador” dentro de nós, sem julgamentos, abriremos um espaço interno para investigar e para reconhecer as emoções, fragilidades e potências que podem direcionar as nossas escolhas e o nosso vestir, de forma consciente, positiva e autêntica. Certamente este é um caminho mais demorado e desconhecido, que se torna mais curto à medida que caminhamos e expandimos a consciência de quem somos. O caminho é um processo que precisa ser vivido sem pressa, cada uma no seu tempo, para ir revelando um sentido, proporcionando uma reconciliação interna e a leveza de vestir, de ser e de estar no mundo, não vivida antes.

A acomodação no caminho já trilhado, conhecido e reconhecido por outras pessoas, é extremamente exigente e exaustiva, pois resiste ao nosso fluxo natural e criativo de crescer e evoluir, para nos manter no mecanismo de defesa de evitar riscos, frustrações e desilusões. Nunca é por acaso que os incômodos com o nosso vestir insistem e voltam a bater à nossa porta, mesmo que disfarçados. Por trás de cada incômodo que rapidamente tentamos resolver com uma roupa nova, existe o convite para o amadurecimento, para ampliarmos o território interno e desconhecido, para resgatar a nossa essência e viver uma relação mais saudável, autêntica e significativa com o vestir.
Não é por acaso que você está lendo este texto e percebendo que existe sim, outra perspectiva para o vestir, além desta que está habituada. Falo de um caminho estético mais profundo, criativo e independente, onde você pode aceitar e assumir quem é, se vestir sem defesas e sem mais precisar da autorização dos outros. Sei que iniciar um novo caminho nos assusta e pode trazer medo. Mas depois de um tempo, vamos perceber que era mais perigoso e arriscado, permanecer no mesmo lugar.
메타데이터
- post_id
- 97c824d8a7bd
- slug
- não-é-por-acaso-que-estamos-em-constante-insatisfação-e-insegurança-com-o-nosso-vestir-97c824d8a7bd
- url
- https://medium.com/@jlodetti/n%C3%A3o-%C3%A9-por-acaso-que-estamos-em-constante-insatisfa%C3%A7%C3%A3o-e-inseguran%C3%A7a-com-o-nosso-vestir-97c824d8a7bd
- canonical_url
- https://medium.com/@jlodetti/n%C3%A3o-%C3%A9-por-acaso-que-estamos-em-constante-insatisfa%C3%A7%C3%A3o-e-inseguran%C3%A7a-com-o-nosso-vestir-97c824d8a7bd
- author_url
- https://medium.com/@jlodetti
- status
- ok
- fetched_at
- 2026-07-25 21:41:35