Reflexo ausente.
Reflexo ausente.
Um novo evento, mas que remonta amontoados de velhos escombros. O telhado chora por seus canos encarecidos pelos musgos do tempo. Enclausuro-me pelo farfalhar da perturbação extracorpórea, apesar da balbúrdia engalfinhar, ainda, minha alma.
Tormentos, ventos que são meus; como também ecos de outrem. De lares nem sempre fui agraciada, ainda que o teto nunca tivesse me faltado.
Angústia, a porta que range com o cair da madrugada. Nos assobios da entrada, a ausência de sons organiza minhas prateleiras.
Uma larva que se retorce na sujeira acumulada, ali espera mais detritos. O asco entre seus mesmos é inexistente. Mas não sou uma larva. Aquela que espera o resto dos outros, coitada da larva só vive de restos.
A água ferve na chaleira, suficiente para livrar-se dos insetos. Não o faço, me retiro. A Larva merece onde está, ela se fez para ser isso.
O telhado chora, de pernas atadas não posso correr, mas a larva me incomoda.
Enclausuro-me pelo farfalhar da perturbação extracorpórea.
메타데이터
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