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IMPACTOS DA DITADURA MILITAR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

FACULDADE DA MATA SUL

Mateus Ravel Da Silva de Macena · 2026-04-10 23:37 · 0 claps · 6.2 min read
#ditadura-militar #educacao #política #politics #presidente
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IMPACTOS DA DITADURA MILITAR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

FACULDADE DA MATA SUL

CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

MATEUS RAVEL DA SILVA DE MACENA

MESSIAS ROMAO DA SILVA DE MACENA

IMPACTOS DA DITADURA MILITAR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

PALMARES — PE

2026.1

MATEUS RAVEL DA SILVA DE MACENA

MESSIAS ROMAO DA SILVA DE MACENA

IMPACTOS DA DITADURA MILITAR NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

PALMARES — PE

2026.1

  1. RESUMO

Este artigo discute sobre a ditadura cívico-militar e seus impactos na educação Brasileira. A pesquisa foi feita através de fatos verídicos que ocorreram no Brasil entre (1964 a 1985), utilizando livros e matérias jornalísticas, onde fala sobre esse período de mudanças forçadas no pais. Têm como resultado principal, mostrar os fatos, seus impactos e contribui para o crescimento da aprendizagem.

  1. INTRODUÇÃO

O estudo histórico da ditadura militar é essencial, principalmente quando fala da educação nesse período, este artigo mostrara seus impactos na economia da educação, o termo usado “licenciatura curta”, e outros assuntos importantes para o conhecimento critico de tais ações impostas por ditadores.

  1. CRONOLOGIA DOS IMPACTOS A EDUCAÇÃO

3.1 O GOLPE DE 1964

O golpe militar de 1º de abril de 1964 marca um ponto de virada em todos os setores políticos, econômicos e sociais do Brasil, Jamais seria diferente com a Educação, como veremos melhor, na próxima seção, as práticas empregadas a partir do golpe, mas, logo de início, perseguiu, sistemática e violentamente, cidadãos, jornalistas, políticos, intelectuais e os educadores que, de acordo com o julgamento do regime, fossem contrários aos supostos “interesses nacionais”.

As iniciativas do então ministro da Educação e Cultura Júlio Sambaqui são suspensas e ele exonerado. As experiências de alfabetização de adultos de Paulo Freire, conhecida como Método Paulo Freire, que defendia a Educação Popular e acoplava leitura, escrita e a apropriação crítica das reais condições de vida a uma mudança social, foram imediatamente interrompidas pela ditadura militar. A ditadura substitui esses programas pela imposição da Reforma Universitária (Lei 5.440/68) e o sistema Mobral, com técnicas tradicionais de alfabetização, ao invés do método freiriano.

As destituições, obrigações e perseguições iniciais da ditadura militar, que interrompe abruptamente os projetos que vinham sendo construídos há mais ou menos três décadas, com avanços e recuos, por reforma popular e democratização do ensino, prenunciavam o estilo que a educação brasileira viveria a partir de então.

3.2 EDUCAÇÃO E ECONOMIA

Na Educação, É importante enfatizar que um grupo de empresários de São Paulo e do Rio formarão o instituto de estudos políticos e sociais. Que teve papel decisivo para derrubar o governo de Jango e na organização da política educacional do período militar.

A Constituição de 1967 alterou essa estrutura. Instituindo a educação básica como obrigatória durante 8 anos. Que é o modelo mais próximo do que temos hoje em dia na educação brasileira. Essas alterações tiveram como efeito um aumento significativo no número de matriculados nas escolas, uma vez que a ditadura tornou o ensino obrigatório.

“Os gastos do Estado com a educação foram insuficientes e declinaram, o que interferiu: na estrutura física das escolas, que apresentaram condições precárias de uso; no número de professores leigos, que aumentou entre 1973 e 1983, fato que se mostrou mais grave na região Nordeste, onde 36% do quadro docente tinha apenas o 1º grau completo; e nos salários e condições de trabalhos dos professores, que sofreram um crescente processo de deterioração”, escreveu a Universidade Federal de Goiás (UFG).

Como se sabe, a Educação no Brasil é de competência de governos e instituições federais, municipais e estaduais. Dados do IBGE (até 1990) e levantamento da Unesco (a partir de 1995) atestam, em gráficos, que o Brasil ampliou de maneira significativa e sem precedentes a parcela de investimento em Educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) a partir do fim da ditadura e durante o período democrático: em 1980, as despesas com Educação dos governos federais, estaduais e municiais representaram 2,46% do PIB do país, conforme mostra relatório do Estatísticas do Século XX, enquanto que, ao fim do regime militar, em 1985, tais despesas passaram a representar 2,72% do PIB.

Logo que a educação ficou a obrigatória, seria necessário o aumento das verbas destinadas a educação, não foi um crescente proporcional e levou a má qualidade de ensino e problemas com prédios destinados a estudos.

3.3 ORIGEM DO TERMO : LICENCIATURA CURTA

A origem do termo “licenciatura curta” durante a ditadura militar no Brasil remonta à criação das licenciaturas curtas, que foram estabelecidas em outubro de 1964. Essa medida foi proposta pelo Conselheiro Newton Sucupira e visava a formação rápida de professores para atender à demanda crescente de educação no país. O termo “licenciatura curta”,se tornou uma expressão comum para descrever essa modalidade de formação, que foi parte das reformas educacionais implementadas durante o regime militar. Logicamente isso resultou em professores com baixa qualidade profissional, e sem componentes curriculares essenciais para a aprendizagem do aluno.

3.4 DESIGUALDADE SOCIAL E O ENSINO PRIVADO

A “licenciatura curta” trouxe uma desvalorização para o ensino publico e os investimentos do governo na educação resultou em um declínio na educação do brasil, Com essa desvalorização começaram a comercializar a educação e se deu o início as redes privadas de ensino, até os dias de hoje há diferenças socioeducacionais em muitas regiões do brasil. Esses fatos rementem a reflexão, de que tudo isso foi planejado a valorizar as elites, logo que um dia todos teriam acesso a educação e o governo decidiu dar da pior maneira possível. O ex-ministro do Planejamento, Roberto Campos (1964–1967) afirmou durante o seminário “A educação que nos convém”, realizado em 1968, que a intenção do governo era formar os filhos dos pobres até o ensino médio, apenas para qualificar a mão-de-obra. A universidade era um local destinado para as elites.

3.5 GESTAO DEMOCRATICA E O FIM DO GOLPE

O princípio de todo sistema governamental, é a democracia em primeiro lugar, já pelo fato dessa tomada de poder a força em 1964, mostra a falta da democracia no ato do governo, que resultou em inúmeras mortes e irregularidades dos direitos humanos.

Um dos marcos mais importantes foi o assassinato do secundarista Edson Luís por um soldado durante manifestação contra o preço do restaurante estudantil, no Calabouço, Rio de Janeiro. Enterro de Edson Luís morto pela Ditadura Militar. O velório na capital fluminense levou mais de 50 mil pessoas para as ruas e se tornou um ato de resistência à ditadura, transformando o jovem em um grande símbolo da luta contra a opressão.

Em 1985, Tancredo Neves foi eleito indiretamente pelo Colégio Eleitoral, representando um presidente civil após anos de governo militar. Sua eleição é considerada o marco oficial do fim da ditadura militar no Brasil. Infelizmente, Tancredo faleceu antes de assumir o cargo, e José Sarney tornou-se o primeiro presidente civil do Brasil após a ditadura, iniciando a chamada Nova República.

O fim da ditadura militar não apenas trouxe a democracia de volta ao Brasil, mas também abriu caminho para a elaboração de uma nova Constituição em 1988, que garantiu direitos civis e políticos aos cidadãos. A Lei da Anistia, aprovada em 1979, também foi um passo importante, embora controverso, pois anistiou tanto opositores quanto agentes do Estado que cometeram crimes durante o regime. Esses eventos e processos foram fundamentais para a transição do Brasil de um regime autoritário para uma democracia, moldando o cenário político do país nas décadas seguinte.

  1. METODOLOGIA DE ANÁLISE TEXTUAL

Este estudo foi realizado por meio de pesquisas com matérias online de acesso ao público, leitura de livros, que falam sobre tais atos, e matérias jornalísticas. Todo o conhecimento adquirido e de importância para a “visão” crítica e de grande proveito histórico.

5.CONSCIDERAÇÕES FINAIS

Concluo que a ditadura militar trouxe grandes marcos na educação, pois a má qualidade do ensino que resultou em classes educacionais, que deu inicio a rede privada no brasil e essas diferenças persistem até os dias atuais. O Baixo investimento econômico inclusive que trouxe salários desvalorizados, prédios destinados a educação precários, alimentação escolar, fardamentos, materiais didáticos sem qualificação para os alunos e quando o obtinham. Logicamente a desvalorização do ensino público, a Licenciatura curta que formava professores rapidamente para suprir a necessidade escolar, logo que se tornou obrigatório a educação, destinou um fim trágico para o currículo profissional do professor. As matérias de sociologia e filosofia foram excluídas da grade curricular da educação e foram implementadas as educações morais e cívicas. O governo queria destinar o ensino obrigatório para aprimorar a mão de obra, não para o crescimento profissional do aluno, destinavam os ensinos superior as elites enquanto os pobres estudavam apenas para serem funcionais.

O brasil segue esse conceito até os dias de hoje, quando elites em cargos públicos desviam o dinheiro da educação, desvalorizam as vidas profissionais dos mais pobres que não tem condições a um ensino privado, desviam seus suprimentos seja eles didáticos ou de alimentos que são primordiais. Seguindo um olhar critico as elites apenas valorizaram apenas a mão de obra do pobre, igual hoje em dia. universidades com cotas apenas para iludir e ludibriar militantes que estão vendados por uma pauta impossível. Quando o ensino não o ajuda passar em vestibulares e seus pais não tem condições de mater seus filhos em universidades a quilômetros de suas casas, e o governo municipal, estadual e federal se alimentam de suas verbas, enquanto os filhos das elites se formão.

6.REFERENCIAS

Revista HISTEDBR On-line, A CRIAÇÃO DAS LICENCIATURAS CURTAS NO BRASIL Thiago Rodrigues Nascimento (UERJ/FAPERJ)

NAPOLITANO, M. 1964: história do regime militar brasileiro. São Paulo: Contexto. 2014

ONGHERO, A. L. Educação Moral e Cívica: disciplina e prática escolar nas memórias de professores do oeste catarinense (1969–1993). Unoesc& Ciência. v. 3, n. 2, p. 131–140. 2012.

História da educação brasileira na ditadura civil-militar (1964–1988) — YouTube — Cassio Diniz — 30 de jul. de 2020

Educação na ditadura militar brasileira — WIKIPEDIA, a enciclopedia livre -https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_na_ditadura_militar_brasileira#


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