← Back to list

Animais Fantásticos e Onde Habitam é apenas o início de um universo gigantesco

Aproveita e veja nossa crítica em vídeo :)

Vinicius Machado in SALA SETE · 2016-11-16 10:06 · 17 claps · 4.0 min read
#4min #sala-sete #cinema #jk-rowling #animais-fantásticos
Open on Medium ↗
Wiki topics: CUL · Culture & Media 🚀 · Self Improvement 🎬 · Film & Television

Animais Fantásticos e Onde Habitam é apenas o início de um universo gigantesco

Há pouco mais de cinco anos, mais precisamente em 15 de julho de 2011, subiam os créditos de Harry Potter e as Relíquias da Morte — Parte 2 e muitos na sala (inclusive eu), além de emocionados, pareciam estar sem rumo.

É só isso. Não tem mais jeito. Acabou. Boa sorte. Já dizia Vanessa da Mata.

Afinal, o que fazer depois do final do último filme do bruxo mais famoso do cinema? Sem livros, filmes, séries ou qualquer outra coisa que pudesse saciar esta vontade de voltar ao mundo mágico crescia cada vez mais. Voltávamos a ser trouxas, pessoas quaisquer, lendo vez ou outra algum conto no Pottermore, a fim de ter ao menos aquela fagulha de alegria quando se lia os livros.

Corta para 2013 e há o anúncio, feito pela própria J.K. Rowling, de que o livro Animais Fantásticos e Onde Habitam viraria filme. Não como uma sequência, mas uma extensão do mundo bruxo, cerca de 70 anos antes dos acontecimentos vistos na saga original. Alegria!

Pois bem, depois de alguns anos de espera, eis que Animais Fantásticos e Onde Habitam chega ao cinema. Escrito pela própria Rowling e dirigido por David Yates (o mesmo dos últimos quatro filmes da Franquia HP), ele conta a história de Newt Scamander, um magizoologista que chega a Nova Iorque carregando uma maleta mágica com diversos animais, coletados em suas expedições. No entanto, depois de um mal entendido com um no-maj (o mesmo que trouxa), ele acaba deixando escapar algumas destas criaturas e precisa recuperá-las em meio a uma cidade tomada pelo medo de exposição bruxa perante os trouxas.

Esqueça todo o clima londrino de Harry Potter e sua franquia. O que temos aqui é um universo diferente, menos sombrio, porém rodeado de ameaças, ainda que pouco conhecidas. Nele, temos bruxos já adultos e experientes e uma adaptação dos anos 20, o qual somos apresentados aos EUA neste universo. Durante a primeira hora, temos todo um terreno preparado para o que está por vir e percebemos que o longa é muito mais do que Animais Fantásticos. A trama de Newt é apenas uma porta de entrada para os próximos filmes (que serão cinco).

[embed]

Pelo belo roteiro escrito por Rowling, conhecemos Newt Scamander de maneira cômica, bem ao estilo de comédias clássicas. No entanto, é exatamente neste começo que percebemos uma certa falta de ritmo por parte do diretor David Yates. A introdução é lenta e há muitas sequências longas, que cansam um pouco o espectador. Em diversos momentos, há a impressão de que algumas cenas poderiam ser melhor ajustadas para dar mais dinâmica ao filme. Até mesmo a fotografia, escurecida e semelhante aos trabalhos de Yates na franquia original, cansa os olhos e muitas vezes se mostra desnecessária, até mesmo por ser um filme inicial e introdutório.

No entanto, a segunda metade do filme é diferente e, depois de conhecermos os tais animais fantásticos, em um momento leve, descontraído e muito bem feito, a trama engata e segue seu curso perfeitamente. Os momentos de tensão começam a ganhar mais força e os personagens já estão encorpados, todos em suas devidas posições para que o desfecho seja de qualidade. É neste momento em que o espectador, seja ele fã ou não, passa a grudar os olhos na telona para não perder nada. E é por isso que o filme funciona, por agradar tanto os fãs, quantos os novatos.

O elenco, por sua vez, faz um trabalho muito bom ao melhor estilo “um por todos e todos por um”. No núcleo principal, por exemplo, há uma sinergia gigantesca, onde nenhum dos personagens se destaca completamente. Eddie Redmayne (Newt), Katherine Watson (Tina), Dan Fogler (Jacob) e Alison Sudol (Queenie) se complementam, assim como Harry, Rony e Hermione. Nenhum deles deixa de dar estrutura para o outro e é por isso que todos se saem bem.

Há também bons destaques nas atuações de Colin Farrell e Ezra Miller, num núcleo um tanto quanto confuso, mas que vai se encontrando perto do desfecho. Um reflexo da pouca experiência de Rowling como roteirista. Claro, como não dá pra deixar passar por conta das notícias, há também a tal ponta de Johnny Depp no papel de Grindewald. Eu tenho minhas dúvidas por suas atuações burocráticas anteriores, mas pelo pouco que vi, há uma certa intimidação nele, um tom ameaçador. Muito cedo para tomar conclusões precipitadas, mas parece agradar, resta saber quem será Alvo Dumbledore.

Animais Fantásticos e Onde Habitam é muito mais do que se propõe na sinopse. É como se estivéssemos entrando neste mundo pela primeira vez, o início de uma franquia, a preparação de um terreno e mais que isso, é a prova de que Rowling tem uma capacidade criativa muito mais expansiva do que imaginávamos. O fã vai se emocionar e o newcome irá se encantar. Independente de ser melhor ou não que a saga original, é fato que estamos prestes a entrar de vez neste universo tão completo e que preenche nossos corações. Pode pegar sua varinha e preparar sua cerveja amanteigada para os próximos dez anos, a maleta que contém o mundo bruxo está só começando a se abrir.

EXTRA

Além da crítica, temos também um complemento sobre o filme em vídeo. Aqui, eu e o Lucas Nascimento comentamos tudo logo depois de assistir ao filme, muito empolgados por sinal. Não se esqueça de se inscrever no canal dele e também no Eu Vi Ali.

[embed]


메타데이터
post_id
9ffb9f1ca45
slug
animais-fantasticos-e-onde-habitam-jk-rowling-harry-potter-9ffb9f1ca45
url
https://medium.com/sala-sete/animais-fantasticos-e-onde-habitam-jk-rowling-harry-potter-9ffb9f1ca45
canonical_url
https://medium.com/sala-sete/animais-fantasticos-e-onde-habitam-jk-rowling-harry-potter-9ffb9f1ca45
author_url
https://medium.com/@salasete
status
ok
fetched_at
2026-07-30 16:14:16