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um cometa rasgando o céu da boca

Dia desses li um texto da @meiodaterra e me ocorreu o seguinte pensamento solto: qto de beleza habita entre voos e quedas?

___ana_silva___ · 2023-05-08 04:38 · 0 claps · 1.8 min read
#escrita-livre #brasa #arte #poesia
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um cometa rasgando o céu da boca

Dia desses li um texto da @meiodaterra e me ocorreu o seguinte pensamento solto: qto de beleza habita entre voos e quedas?

(o pensamento de repente se torna vivo, tece outros, numa costura que não se sabe bem o que será.)

belezas fugazes como um cometa rasgando o céu… Céus das bocas quando se encontram. Com a ponta da língua habitar como se fosse a última vez pq às vzs é. e logo, serão memórias vivas dos poros, das células, dos sonhos.

de muitas formas, uma leitura pode virar um encontro, um encontro pode se tornar escrita e gerar uma pequena brasa viva sorrindo. guardar num canto seguro da volúpia da aceleração. logo, outras brasas nascerão e quem sabe uma “fogueira doce”. Mateus Aleluia disse que a fogueira doce aquece, ela não queima. que imagem linda! ❤

Acervo pessoal

Acervo pessoal

Percorrer os afetos, permitir-se ser travessia, descobrir o que nutre, desconfio ser um trabalho de uma vida. uma disposição.

estar viva e sonhar pode movimentar a existência; e mudar rotas, e abrir caminhos... e desbloquear novas camadas, percepções de si, de estar aqui. intuitivamente, as camadas nas imagens aconteceram nos meus processos e agora elas me interessam, aprendo com as tentativas , erros, … apesar dos hiatos, dos bloqueios, algo ainda pulsa, algo ainda quer se fazer desenhos, traços, texturas, formas, ….

mas de que estou falando? risos. vida-arte-afetos-sonhos-devaneios-vida-caos-art-. tudo junto e misturado, tudo campo de forças vivas, feridas abertas, à flor da pele, possibilidades de composições, de reconfigurações. é o que queremos, eu quero.

um dia descendo a ladeira com a força dos ventos sendo parte da pele, carregava uma pequena cachoeira na face, uma imagem de dunas nas memórias daqueles dias e mais uma porção de afetos vibrando de modos diversos, que pareciam tatear no escuro não se sabe o quê…

de repente, como um eco na noite, um pequeno sopro surge:

Nada como o vento para desenhar caminhos. Nada como o vento para desenhar caminhos. Nada como o vento para desenhar caminhos.

às vezes são pequenos sopros virando a esquina que iluminam a direção até o ponto de chegada daquele dia e de outros. segurar suavemente e guardar os sopros recém brotados num pote na estante virtual, para voltar e olhar novamente e depois.

o que mais pode abrir uma trilha e torná-la uma nova rota em direção a um horizonte que te deixa grande e temporariamente sem palavras?

escrevendo como quem pensa enquanto caminha e deixa um rastro…


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