MARGINAIS NÃO ESTÃO À MARGEM, ESTÃO À FRENTE
Em uma sociedade repleta de pensamentos e saberes diversos tão distintos e singulares em sua forma e função, parece ideal a criação de…
MARGINAIS NÃO ESTÃO À MARGEM, ESTÃO À FRENTE
Em uma sociedade repleta de pensamentos e saberes diversos tão distintos e singulares em sua forma e função, parece ideal a criação de normas que possam tornar essas diferenças, sejam elas ideológicas, econômicas ou culturais menos discrepantes.
Vale considerar que essas normas que regem uma comunidade (ou sociedade no geral), não são somente aquelas presentes na constituição de uma nação. Inclusive, parte desses ‘manual de atitudes’ se construiu através de heranças culturais, históricas, costumes presentes em uma família, etc. esses são os conhecidos valores morais.
Mas também existem as regras que transformam o indivíduo em cidadão. A busca por aceitação também se dá entre outros fatores pela inserção de um ser na sociedade. A partir dessa ideia, podem-se criar duas vertentes: a citada anteriormente, de um cidadão ‘pertencente’ à sociedade, ou seja, aquele que cumpre as regras institucionais e morais, e a segunda vertente, que trata dos indivíduos marginalizados que, muitas vezes são vistos e tratados de forma pejorativa, só que nada mais são do que uma categoria social que por diversos fatores não se estabeleceram na forma padrão exigida por grupos de poder que regem o ambiente.
O que entra em conflito na ideia que está sendo tratada no texto pode ser analisado pela palavra “marginal” e suas derivações. Quando é dito que uma pessoa é marginal, geralmente, está implícita a assimilação a uma pessoa pobre, com problemas judiciais, que não segue os valores morais religiosos e culturais da área em que habita. Não se pensa em alguém que somente pensa diferente da forma que provavelmente foi ensinada ou imposta.
Acontece que, em fases emblemáticas da nossa história (como humanidade), foram essas pessoas marginais (ou ditas marginais) que estiveram na linha de frente para que ocorresse alguma mudança, isso quando não eram eles mesmos que faziam essa mudança. As grandes revoluções sociais, tecnológicas e informacionais definitivamente não foram praticadas por aqueles que se guiam cegamente por regras e se submetem ao conformismo cotidiano. O poeta marginal Chacal uma vez escreveu:
“Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.”
O exemplo citado sintetiza a ideia de ‘ser marginal’ e de progresso, ou ao menos a busca por caminhos diferentes, que foi a chamada ‘geração mimeógrafo’, composta de poetas marginais, nas décadas de 60 e 70, período de Ditadura Militar no Brasil.
메타데이터
- post_id
- a33a6d7dd31
- slug
- marginais-não-estão-à-margem-estão-à-frente-a33a6d7dd31
- url
- https://medium.com/@biapassos2012/marginais-n%C3%A3o-est%C3%A3o-%C3%A0-margem-est%C3%A3o-%C3%A0-frente-a33a6d7dd31
- canonical_url
- https://medium.com/@biapassos2012/marginais-n%C3%A3o-est%C3%A3o-%C3%A0-margem-est%C3%A3o-%C3%A0-frente-a33a6d7dd31
- author_url
- https://medium.com/@biapassos2012
- status
- ok
- fetched_at
- 2026-07-29 16:11:40