Rolling Stone: há 56 anos revolucionando o universo cultural
Conceituada como uma das revistas mais conhecidas no mundo, a Rolling Stone ganha destaque principalmente pelos temas que aborda sobre o…
Rolling Stone: há 56 anos revolucionando o universo cultural
Conceituada como uma das revistas mais conhecidas no mundo, a Rolling Stone ganha destaque principalmente pelos temas que aborda sobre o universo musical

O sucesso que acompanha a revista Rolling Stone vem desde sua criação em 1967, quando foi fundada pelo editor e publicador, Jann Wenner e pelo crítico musical Ralph Gleason. O objetivo na época, era trazer à tona as características da contracultura hippie e usar a repercussão gerada pelo público como uma forma de impulsionar o movimento. O primeiro número da Rolling Stone circulou em novembro de 1967, ainda em papel de jornal no formato tabloide, com o artigo principal sobre o festival de Monterey e trazendo uma foto de John Lennon na capa.

John Lennon caracterizado como o cabo Gripweed, personagem da comédia de humor negro ‘Como Eu Ganhei a Guerra’, dirigida por Richard Lester na capa da primeira edição. (Foto: Reprodução).
A partir disso, temas sociais relacionados a música, a política e a cultura popular se tornaram destaque nas páginas da revista, que aos poucos, estendeu seu leque com a apresentação de resenhas de álbuns, notícias do mundo dos famosos e análises críticas de tudo o que envolve o cenário cultural dos Estados Unidos.
Com a expansão do consumo, o periódico passou a circular em outros países e conquistar abrangência internacional, com edições que circulam atualmente na Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Chile, China, Colômbia, Espanha, França, Índia, Indonésia, Itália e México.

Billie Eilish na edição mexicana (2020), Sia na capa australiana(2020) e Rita Lee na edição brasileira(2022).

David Bowie na capa francesa(2017),BJork na edição argentina(2022) e Taylor Swift na edição alemã(2017).
DESIGN
Apresentada ao mundo com cara de revista tradicional, a estrutura e identidade visual acompanhou a evolução da mídia e mudou várias vezes ao longo do tempo. A estética da marca passou de retrô, a efeito 3D e, posteriormente, mais moderna com pegada jovial. Em 2018, quando houve a última alteração, optou-se por trazer uma identidade visual mais clean e alinhada à nova era da informação.
O projeto gráfico da revista é construído tendo a base na composição tradicional, mas com visão futurística onde a facilidade da leitura das informações e a compreensão das imagens associadas a elas é o principal objetivo, além de que a construção e exposição de nada mais do que ARTE na sua essência pura. As reportagens são bem distribuídas, por meio da diagramação em três colunas na revista física.
Abaixo, o vídeo de divulgação do projeto gráfico reformulado — lançado em 2018:
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COMPOSIÇÃO E CONTEÚDO
Os textos são, em sua grande maioria, curtos e há um cuidado especial em relação às grandes reportagens. No processo de diagramação, há a distribuição da matéria associado a grandes imagens, que além de ilustrar a matéria, dão respiro para a construção narrativa. Por pautar o dia a dia das celebridades, valores-notícia como notoriedade e relevância são comuns no conteúdo apresentado pela Rolling Stone. A fotografia é bem distribuída e constitui grande parte do conteúdo já que cada artista é convidado a realizar um ensaio especial para a edição.


Lana Del Rey em reportagem central da Rolling Stone mundial(2023).
Pautas que estão em destaque no mundo são abordadas no periódico, e assuntos como as *trends que viralizam no TikTok por exemplo, são facilmente encontradas como pano de fundo* das matérias do site. Alias, a revista tem apostado nessa nova plataforma: possui uma conta com quase meio milhão de seguidores onde posta inúmeros vídeos relacionados aos cantores. As redes sociais são uma grande porta de entrada para os consumidores, especialmente o público jovem, interessado muito mais por elementos visuais do que pelos verbais. Ou seja, instigado por leituras sucintas e objetivas, além de imagens.
A revista carrega uma grande responsabilidade no quesito de informar adequadamente a população em virtude de ser seguida por mais de 20 milhões de usuários (entre Facebook, Instagram, YouTube e Twitter). Toda a cobertura de eventos da música, política e cinema são amplamente difundidos pelo órgão que se utiliza muito de vídeos curtos nas redes sociais para isso. Há também o espaço para as críticas musicais, tanto nas redes sociais, revistas impressas e portais da empresa.
Rolling Stone aposta na ampliação de seu conteúdo da revista física com a interlocução de entrevistas e bastidores completos disponibilizados no YouTube. Todas as personalidades que são capas da revista aparecem também nas mídias alternativas, o que potencializa o alcance das produções, chegando mais rapidamente aos consumidores. A ideia de trazer algo que seja “mais leve” e fora da diagramação formal da revista vem ao encontro do que pode ser chamado de infotenimento — que é a informação somada ao entretenimento.
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Aliás, algo que atrai muitos leitores é justamente as grandes listas divulgadas em momentos estratégicos para a indústria cultural. A Rolling Stone aposta na opinião de seus críticos para eleger as melhores músicas, filmes, livros e conteúdos de televisão, o que, de certa forma, faz com que haja discussões e a repercussão por meio do buzz da internet de quem concorda com ela ou não. No Spotify, a revista criou diversas playlists com as listas elaboradas — você pode conferir neste link.
No site oficial ainda há a aba “RS Recomenda” onde constam produtos e produções culturais que de acordo com a revista devem ser consumidos e comprados pelos leitores, por possuírem qualidade superior às demais. Essa, talvez seja uma forma da revista arrecadar mais dinheiro, “vendendo” esse espaço para empresas que queiram divulgar produtos, como é o caso da JBL e Samsung que possuem inúmeras recomendações.
O regionalismo evidenciado na revista foca mais em atrativos culturais estadunidenses e também da destaque maior a Europa. Apesar de possuir edições simultâneas em diferentes países e hemisférios (o que descentraliza um pouco os lançamentos), a Rolling Stone principal não da tanta importância a assuntos desses lugares e tende a focalizar a atenção em produções culturais dos países desenvolvidos.

Edição mais recente da Rolling Stone com Lana Del Rey na capa(2023). Foto: Divulgação
Apesar das críticas, a Rolling Stone segue sendo uma das revistas mais importantes do mundo por trazer para dentro do ambiente cultural questões que envolvem política e entretenimento e que acabam perpassando continuamente o cenário social. A revista é referência em avaliações de trabalhos e em mais de cinco décadas conseguiu se firmar também como uma formadora de opinião popular, influenciando a forma como se consome música, teatro, TV, cinema e demais produtos.
메타데이터
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