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“E o governo está sobre os seus ombros”: a dimensão escatológica do Natal

Um estudo para a última noite de Natal

𝖁𝖎𝖆 𝕸𝖊𝖉𝖎𝖆 · 2026-01-05 23:03 · 4 claps · 12.0 min read
#natal #escatologia #teologia #anglicanismo #liturgia
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“E o governo está sobre os seus ombros”: a dimensão escatológica do Natal

Um estudo para a última noite de Natal

Estamos na última noite da Quadra do Natal. Amanhã começamos o tempo da Epifania do Senhor, embora muitas paróquias a tenham celebrado no último domingo por questões pastorais.

Esse foi o Natal mais feliz que já tive em muito tempo. E por isso ele parte deixando uma dor no meu coração. Eu realmente queria poder botar pra fora essa alegria, mas mal deu tempo, e já estou me despedindo. Nesse meio tempo eu celebrei um batismo, festejei o aniversário do meu, escrevi e li muito, celebrei a data com amigos muito queridos, ouvi as músicas que espero o ano todo para ouvir, e comi muita coisa boa! Meu coração realmente está apertado. Eu sinto que doze dias é muito pouco para explorar a riqueza teológica que eu encontrei no Natal nos últimos anos.

Eu me lembro ainda do dia em que, enquanto eu me preparava para o Advento de 2024, de repente uma coisa se tornou muito óbvia pra mim: o Advento é a única quadra do Ano Cristão que mantém a tensão entre o “já” e o “ainda não” da Nova Criação. Isso desaparece das demais quadras, que acabam focando no passado e e em “reviver” esses eventos.

Perceber isso transformou minha relação com o restante do Ano Litúrgico. Ao começar este novo ano no Advento de 2025, cheguei com outra mentalidade, e o Natal se transformou numa celebração completamente carregada de apocalíptica: aqui se celebra o nascimento do Senhor, do Messias, daquele que vem destruir os poderes da Morte e do Diabo.

Tentar manter essa tensão escatológica é minha grande meta para o novo Ano Litúrgico. Eu quero olhar para o mistério cristão para me preparar para “a parte que me resta” das obras de Deus na história.

E como despedida deste Natal, eu gostaria de deixar uma reflexão no meu texto natalino favorito, Isaías 9,1–11. Na verdade, é um dos meus textos favoritos da Bíblia toda. A profecia de Isaías diz o seguinte:

¹ Mas para a terra que estava aflita não continuará a escuridão. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali, mas, nos últimos tempos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galileia dos gentios. ² O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz. ³ Tu, Senhor, tens multiplicado este povo e aumentaste a sua alegria; eles se alegram diante de ti, como se alegram no tempo da colheita e como exultam quando repartem os despojos. ⁴ Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia da vitória sobre os midianitas. ⁵ Porque toda bota com que o guerreiro anda no tumulto da batalha e toda roupa revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. ⁶ Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: “Maravilhoso Conselheiro”, “Deus Forte”, “Pai da Eternidade”, “Príncipe da Paz”. ⁷ Ele estenderá o seu governo, e haverá paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e para o firmar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.

Isaías 9,1–7

Esse texto sempre soa como uma luz na escuridão pra mim. É como um hino poderoso e apoteótico, do tipo que te captura completamente a atenção. Esse texto me anima, me deixa nervoso de excitação com o que ele diz. A clara perspectiva escatológica do texto faz eu ficar irrequieto na cadeira de tão animadora: o menino nasce e traz alegria aos povos porque seu nascimento é o começo de um reino escatológico de paz sem precedentes. O Evangelho de S. Mateus viu no ministério de Jesus na Galileia a “plenitude” da profecia de Isaías.

A profecia em si mesma é direta e simples. Isaías menciona especificamente as terras de Zabulon e Neftali, a “Galileia dos gentios”. No contexto do Antigo Testamento, essas foram as primeiras regiões a serem anexadas ao império assírio por Tiglat-Piléser em 734–732 AEC. Por conta disso, Meguido (Galileia), Guilead (Transjordânia) e Dor (costa palestinense) eram consideradas terras “impuras”, maculadas pelo paganismo e pela derrota. Esse lugar, o primeiro a ser devastado pela Assíria, seria o primeiro a conhecer a restauração escatológica do Dia de Javé.

Essa “luz”, a revelação da Glória de Javé, causa comoção entre os habitantes da região. Antes mergulhados em trevas e escuridão, um novo nascimento anuncia dias melhores. A expectativa de uma nova história surge. A esperança frustrada da monarquia davídica e da glória de Israel renasce porque “um filho se nos deu”.

Esperanças de uma era de ouro ligadas ao nascimento de um herdeiro do trono eram correntes na antiguidade. Na época de Jesus, por exemplo, César foi visto como um Messias escatológico:

E esta é, na verdade, aquele que tantas vezes ouvis, prometido a vós, Augusto César, filho de um deus, que voltará a estabelecer uma era de ouro no Lácio, no meio de campos outrora governados por Saturno. Ele avançará o seu império […] para uma terra que está para além das nossas estrelas, para além do caminho do ano e do sol. [1]

Pouco tempo depois, a Inscrição de Priene (9 AEC), chama o nascimento de Otavio Augusto de “boa notícia”:

[…] Visto que a Providência, a qual ordenou todas as coisas está profundamente interessada em nossa vida, colocou na mais perfeita ordem ao nos conceder Augusto, a quem ela encheu com virtude de forma que ele possa beneficiar toda a humanidade, enviando-o como Salvador, tanto para nós quanto para nossos descendentes. De forma que ele conseguisse acabar com a guerra e organizar todas as coisas, e visto que ele, César, pela sua aparição (excedeu mesmo as nossas esperanças), ultrapassando todos os benfeitores prévios, e nem mesmo deixando à posteridade qualquer esperança de ultrapassar o que ele fez, e visto que o dia do nascimento do deus [Augusto] foi o princípio do evangelho (das boas novas) para o mundo que veio a ser por causa dele que a Ásia resolveu em Esmirna… [2]

Algumas décadas depois, o nascimento de Nero foi visto como anúncio de uma era de ouro:

Alegrai-vos, povo meu. […] A era de ouro da paz sem problemas nasce de novo […]. Os tempos felizes são governados por um jovem [i.e., Nero] que conquistou a vitória ainda nos braços de sua mãe. Quando ele mesmo reinar como um deus […] a paz aparecerá […] e a misericórdia terá despedaçado as armas da loucura. A paz plena virá sobre nós, uma paz que trará de volta um segundo reinado de Saturno. [3]

É aqui que reside toda a grandeza do Natal. Não apenas no mistério da Encarnação em si mesma, mas no motivo dessa Encarnação: Deus se dignou a pisar o chão de poeira para nos salvar. Num mundo que anunciava a ideologia imperial de um “Cristo” romano que traria paz através da guerra, raiou a luz de outro, a luz de Cristo. O reino de Deus estava próximo, e com isso os reinos deste mundo estavam sentenciados.

Esse é o cântico do anjo aos pastores:

⁹ E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor. ¹⁰ O anjo, porém, lhes disse: — Não tenham medo! Estou aqui para lhes trazer boa-nova de grande alegria, que será para todo o povo: ¹¹ é que hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.

Lucas 2,9-10

O nascimento de Cristo é o começo do Juízo Final, pois com ele Deus anunciou sua sentença contra os Poderes que não trouxeram justiça às nações:

¹ Deus toma o seu lugar na congregação divina; no meio dos deuses, ele julga. ² Até quando julgarão injustamente e tomarão partido pela causa dos ímpios? ³ Defendam o direito dos fracos e dos órfãos, façam justiça aos aflitos e desamparados. ⁴ Socorram os fracos e os necessitados, tirando-os das mãos dos ímpios. ⁵ “Eles nada sabem, nem entendem; vagueiam em trevas; todos os fundamentos da terra vacilam. ⁶ Eu disse: ‘Vocês são deuses; todos vocês são filhos do Altíssimo. ⁷ Mas vocês morrerão como simples mortais, e, como qualquer dos príncipes, vocês sucumbirão.’” ⁸ Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois a ti pertencem todas as nações.

Salmos 82:1–8

Nesse nascimento, brilhou a “luz das nações” (Lc 2,32), a verdadeira esperança de Israel, e manifestou-se o plano divino para todos os Poderes nos céus e na terra, o desígnio oculto de Deus, pois “foi para ser Senhor dos mortos e dos vivos que Cristo morreu e tornou à vida” (Rom 14,9): “O reino do mundo é agora de nosso Senhor e do seu Cristo; ele reinará pelos séculos dos séculos!” (Ap 11,15)

O Cântico de Zacarias nos aponta tanto para o significado do nascimento de Cristo, quanto para o plano de Deus para nós:

⁶⁷ Zacarias, o pai de João, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: ⁶⁸ “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, ⁶⁹ e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, ⁷⁰ como havia prometido, desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas, ⁷¹ para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos odeiam; ⁷² para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança ⁷³ e do juramento que fez a nosso pai Abraão, ⁷⁴ de conceder-nos que, livres das mãos de inimigos, o adorássemos sem temor, ⁷⁵ em santidade e justiça diante dele, todos os nossos dias. (…) ⁷⁸ Graças à profunda misericórdia de nosso Deus […] nos visitará o sol nascente das alturas, ⁷⁹ para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.”

Lucas 1,67–75.78–79

O cântico tem em mente Isaías 8,23–9,6. Ali aparece o menino prometido da casa de Davi que ilumina os que estão na escuridão (Lc 2,32) e guia os povos no caminho da paz. Cristo é o Salvador prometido para trazer a redenção de seu povo.

Esse menino carrega a esperança de um futuro glorioso. Embora pequeno agora, e embora nada mude de imediato, seu nascimento é a garantia de que o plano divino começou a se concretizar, e que um novo futuro se anuncia. Ele ainda haveria de ser coroado, e coroado transformaria o universo. O texto está cheio de reminescências do ritual de entronização dos reis no Antigo Israel, do qual sabemos pouco de concreto. No ritual de entronização, o filho era adotado por Javé (cf. 2Sm 7,14; Sl 2,7; 89,27–29; 110,3), e “o governo era posto sobre seus ombros”, ou seja, o manto real e o cetro lhe eram impostos (Is 6,1; 1Rs 22,10.30; Sl 45,7; 110,2), bem como as chaves (cf. Is 22,22). Tal como a cerimônia de entronização do faraó, o ritual também continha a imposição de um nome de coroação (há uma alusão provável a este uso em 2Sm 7,9; Sl 72,17; 1Rs 1,47; 2Rs 11,12, e traços possíveis de um nome de coroação em 2Sm 12,24–25 e 2Rs 15,27). Se o ritual egípcio em voga desde o Império Médio estiver no fundo, então Emanuel completa a lista de cinco títulos régios, o que traz coerência ao “Livreto do Emanuel” (como se chama a seção de Is 6,1–12,6). Nessa titulação, atributos divinos são comunicados ao rei, pois adotado como filho de Deus, o rei participa de suas virtudes. Aqui, ele é chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Forte” (ou “Herói, Valente”), “Pai para sempre”, “Príncipe da paz”.

O primeiro título o representa como o Sábio perfeito. Reis eram cercados por conselheiros, e eram procurados em questões de justiça para julgarem com sabedoria (o caso de Salomão e as duas mães). A capacidade de conceber desígnios prodigiosos e que sempre se realizam é uma qualidade divina, não humana (Is 14,24; 25,1; 28,29; 29,14; cf. Gn 18,14; Jz 13,18). Cheio do espírito de Javé, o Messias se torna um conselheiro hábil (Is 11,2–3; cf. Sl 20,5). O título “El Gibbor” (Deus Forte) em Isaías 9,5 sugere um rei guerreiro. O termo é dado ao próprio Deus com frequência (Dt 10,17; Ne 9,32; Jr 32,18; Sl 24,8), mas também é dado ao rei (Ez 32,21 e Dn 11,3), que recebe de Javé essa valentia. Além disso, o rei é “pai” do seu povo (1Sm 24,12). Esse era o título dado ao faraó nas cartas de Tell el-Amarna. Finalmente, ele é o “Sar Shalom”, o Príncipe da Paz. De fato, sua intervenção é tão drástica que a referência é aos “dias de Midian”, pois a intervenção salvadora será divina e não à importância das forças humanas em ação (Jz 7–8). Fala-se de uma paz tão bem garantida pela vitória divina que se podem queimar todos os equipamentos militares (9,4; cf. 11,6–9; Ex 39,9; Os 2,20; Zc 9,10; Sl 46,10; 76,4).

Esse era o ideal messiânico que encontra em Cristo sua perfeição, Ele que por sua obediência perfeita, recebeu o Nome acima de todos, carregando acima de todos os seus títulos o próprio Nome do SENHOR. Mais que os reis de Israel que participavam da divindade por adoção, Cristo é Filho Unigênito de Deus, vestindo os trajes da monarquia davídica para trazer os céus à terra.

Ele é o verdadeiro Pacificador do mundo. Ele é aquele que “despojou os principados e as potestades”, expondo-os ao desprezo. Ele é quem se assentou à direita de Deus “acima de todo principado, potestade, poder e domínio” (Efésios 1,20–22). O “governo” que Isaías diz estar sobre Seus ombros (9,5) é, à luz do mistério cristão, maior do que a autoridade terrena da monarquia davídica: Cristo é o Senhor do cosmos, a autoridade suprema sobre toda a hierarquia angélica e demoníaca. A paz que Cristo traz é apocalíptica e definitiva: Cristo veio para “reconciliar consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão nos céus” (cf. Col 1,20). A realeza de Cristo implica o reconhecimento de Sua soberania por todo o universo. Como afirma Filipenses 2,10–11, ao nome de Jesus se dobrará todo joelho — nos céus (anjos e poderes), na terra (homens) e debaixo da terra (poderes infernais). Esta é a consumação do reinado anunciado em Isaías, e o fim da rebelião em todo o universo. As nações não precisarão mais aprender a guerra, porque Cristo derrotará até mesmo a Morte.

O nascimento de Cristo cumpre completamente e transborda as palavras do Salmo 2, onde as nações se revoltam contra o Ungido do Senhor, mas Deus estabelece Seu Rei sobre Sião. A rebelião prototípica das monarquias cananitas contra a expansão de Israel anunciam a revolta de Herodes e a luta do império para sufocarem Jesus. Ele recebe do próprio Deus o “Cetro de Ferro” (Salmo 2,9; Apocalipse 12,5) para reger as nações. Se em Isaías 9,3 Deus quebra o jugo de opressão, Cristo, em Sua exaltação, liberta a humanidade do “império da morte” (Hebreus 2,14), destruindo aquele que tinha o poder sobre ela, o Diabo.

A alegria desse mistério é maior que a alegria de uma colheita abundante, ou da partilha dos despojos de uma guerra. Quando Cristo apareceu, ele contagiou o mundo de alegria. Ele fez um casal de idosos terem um filho na velhice. Ele fez uma virgem cantar. Ele alegrou pastores no campo, e acolheu os magos que vieram do Oriente. Em Caná, ele garantiu a alegria da festa. Em seu ministério, as cidades se alegravam com seu ministério e louvavam a Deus (cf. Mt 21,10; Mc 1,33; Mt 9,8; Lc 7,16; Mt 15,31). E, antes de partir, Ele prometeu que daria aos seus discípulos uma alegria que ninguém poderia roubar.

O nascimento do Senhor é a manifestação do mistério divino oculto por séculos, como expressou Sto. Irineu aos Efésios, no início do século II EC:

Onde está o sábio? Onde está o opositor? Onde, a arrogância dos que se dizem inteligentes? Pois nosso Deus, Jesus, o Cristo, foi formado sob Maria conforme a economia de Deus, por um lado, da descendência de Davi, e, por outro, do Espírito Santo. Ele foi gerado e batizado, para que, pelo sofrimento, purificasse a água. E passaram despercebidas ao governante deste século a virgindade de Maria e o parto, assim como, igualmente, a morte do Senhor. Três mistérios gritantes, os quais Deus foram realizados no silêncio de Deus. Como, então, [esses mistérios] foram revelados nos séculos? Uma estrela no céu brilhou mais que todas as estrelas. Sua luz era indizível. Sua novidade produzia estranhamento. E todas as outras estrelas — junto com o Sol e a Lua — se tornaram um coro (de dança) para aquela estrela. E ela estava fazendo sobressair seu brilho acima de todas. Era perturbador: De onde vinha aquela novidade dessemelhante delas? Assim, era desfeita toda mágica, e destruídas as algemas da maldade. A ignorância era jogada por terra. O antigo reino perecia enquanto Deus se revelava humanamente para novidade de vida eterna. Tinha início o que já havia sido preparado da parte de Deus. A partir de então, todas as coisas se movimentavam conjuntamente com o propósito de se operar a aniquilação da morte. [4]

Nós precisamos nos despedir do Natal, não para esquecê-lo, mas para ver os mistérios prenunciados em seu nascimento serem revelados ao mundo. Temos que seguir a revelação dos mistérios do Senhor. E é por isso que nos despedimos do Natal para receber o tempo da Epifania.

Mas antes do dia acabar, fica um último convite de louvor. Um menino nos nasceu, um filho se nos deu. Nasceu para nós, na cidade de Davi, o Salvador, o Cristo, o Senhor, Jesus.

Tenhamos esperança. Ele é a glória de Israel, e luz e esperança dos gentios. Que se estenda o seu reino, e haja paz sem fim. Porque o zelo do SENHOR dos Exércitos fará isso, podemos dizer uma última vez:

FELIZ NATAL DO SENHOR JESUS CRISTO!

NOTAS

[1] Virgílio, Eneida 6.789–94, in: in: WRIGHT, N.T. “No coração de Romanos” (2024), p. 233.

[2] Inscrição de Priene. Tradução com referências disponível em: https://issoegrego.com.br/2021/05/12/o-evangelho-da-inscricao-de-priene-o-nascimento-do-imperador/.

[3] Calpurnius Siculus, Éclogas 1.33–99, in: WRIGHT, N.T. “No coração de Romanos” (2024), p. 234.

[4] Sto. Inácio de Antioquia, Epístola aos Efésios. Disponível em: https://cristianismoeantiguidade.weebly.com/principal/carta-de-inacio-de-antioquia-aos-efesios-texto-grego-e-traducao.


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