DRAMA [FILME] (2026)
AMAR AS APARÊNCIAS APAZIGUADAS. → POLICIAMENTO ÍNTIMO [OPINIÃO] (2026) — PARTE 02:
DRAMA [FILME] (2026)
AMAR AS APARÊNCIAS APAZIGUADAS. → POLICIAMENTO ÍNTIMO [OPINIÃO] (2026) — PARTE 02:

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Temos que reverenciar uma coisa no Irmão Sistema, sua capacidade de respeitar a humanidade o suficiente para entender como achar traidores e traidoras entre aqueles que resistem a ele.
AQUI ELE APRESENTA COMO AS MULHERES NEGRAS NÃO SÃO MAIS REVOLUCIONÁRIAS.
Eu tenho acompanhado como a subserviência das mulheres negras está avançando a largos passos, pelo menos no cinema: filmes como UMA BATALHA APÓS A OUTRA (2025), ou mesmo PANTERA NEGRA 2, apresentam mulheres negras se rendendo ao poder da branquitude, e a famosa “palmitagem”, da qual acusava os homens negros, sendo perpetrada em larga escala.
[embed]PANTERA NEGRA: WAKANDA FOREVER [FILME] (2022): Liberdade inimiga.sombrionauta.medium.com
Vejo isso também na realidade concreta, e os originais, ou melhor, as originais também estão nessa, como ASSASSINOS DA LUA DAS FLORES [FIME](2023) apresenta.
LOGO, O IRMÃO SISTEMA CONSEGUIU UMA VANTAGEM ESTRATÉGICA QUASE INSUPERÁVEL: CAPTUROU PARA SI A IDEOLOGIA DAS MULHERES, AS GRANDES REPRODUTORAS DE CULTURA.
Toda essa geração misógina, mesquinha e machista tem também mães negras, originárias em suas fileiras, onde percebem a hipocrisia de suas falas de manutenção da “pureza” familiar.
Esse filme mostra uma das maneiras pelas quais esse processo se deu, inclusive com os PCDs.
Porque uma das falhas, se é que era falha, dos movimentos identitários era algo como: “se os brancos imperialistas, racistas, machistas, héteros, capitalistas podem, por que não nós mulheres (de todos os espectros, inclusive trans)”?
ORA, PORQUE ERAM BRANCOS IMPERIALISTAS, RACISTAS, MACHISTAS, HOMOFÓBICOS: VEJA LÁ SE EU, NEGRO PARDO HOMEM, QUERO SER ESSA DESGRAÇA?
Pois aqui está o problema: isso que acima citei te manda imediatamente para o campo da revolução, pois sua subjetividade não é bem-vinda no mundo do Irmão Sistema durante muito tempo.
Ou, aceitar a ficção de que “todas as mulheres são quase idênticas”, esse universalismo com cheiro de casta.
ADIVINHA QUEM VENCEU?
Nessa produção vemos um drama que foi próprio da década de 1990: homens brancos de classe média branca, literatos, que se relacionam com mulheres negras estudadas, belas, mas não dentro do padrão de beleza tido como aceitável pelos padrões machistas e brancos.
A MAIORIA DOS MESTIÇOS PARDOS, QUE SE DIZEM NEGROS, QUE CURTEM CULTURA BRANCA COMO ROCK OU AFRICANA, SAIU DESSE CRUZAMENTO.
A treta toda é que esse pessoal não é aceito pelos brancos e não gosta da cultura dos pretos e pardos pobres.
TODA A TRETA ATUAL NAS BANCAS DE HETEROIDENTIFICAÇÃO ESTÁ VINDO DISSO.
Porque os movimentos negros não têm forças para fazer frente à branquitude, e não apreciam os pobres o suficiente para liderá-los. Logo, sobra apenas atacar os mais fracos aliados e não seus inimigos de fato.
Em parte, essa capitulação tem um nome bem mais técnico do que “palmitagem”: mestiçagem.
Essa é a grande mensagem que esse filme quer nos mostrar: que não é bom que as pessoas que participam da mestiçagem conheçam as histórias de vida de seus cônjuges pobres.
PORQUE APARECE UM GRANDE MEDO, TALVEZ UM DOS MAIORES DO CAPITALISMO: E SE UM TRABALHADOR INFILTRADO OU COOPTADO SURTA E ATACA SEUS COOPTADORES?
É esse temor de fato que Zendaya, como Emma Harwood, desperta: uma mulher negra, PCD, de classe média, que pode ser ainda capaz da violência que só um negro pode desferir.
Durante um jantar de degustação para o banquete de casamento, ela acaba em uma situação que confessa seu potencial para a violência extrema, coisa que seus companheiros também confessam, os brancos; contudo, a partir daí eles a percebem como alguém que todos os abusadores temem:
A VÍTIMA QUE PODE REVIDAR.
Então, se alguém lhe falar que o problema é a psicopatia ou coisa que o valha, esqueça: o que o filme quer mostrar é que uma mulher negra pode e deve apagar os traços mais belicosos de sua biografia se quiser manter seu relacionamento.
POR ISSO ELA É A COMÉDIA DO RELACIONAMENTO: FINGE UM DISCURSO QUE NÃO CONDIZ COM SUA REALIDADE.
E, por sua vez o drama, tema desse filme, que poderíamos identificar, erroneamente,com seu futuro cônjuge, Charlie Thompson (Robert Pattinson) se apresenta de fato:
UM MACHISMO BRANCO QUE NÃO PODE SE EXPRESSAR COMO O MODELO IDEAL, MAS COMPLEMENTAR DE DOMINAÇÃO DOS NEGROS.
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SIGA PARA A PARTE 03(SEMANA QUE VEM):
CAFÉ SEM AÇÚCAR TEM MAIS GOSTO@
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