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Apresentação RASTRO (IPPUR-UFRJ): mobilidades e ecossistema de inovação

Hoje mais cedo apresentei um panorama da minha atual pesquisa de pós-doutorado para os colegas do grupo de pesquisa RASTRO. Partindo do…

Sobre Cidades · 2025-02-12 17:58 · 0 claps · 1.5 min read
#ecossistemas-de-inovação #ecossistema-empreendedor #porto-maravilha #rio-de-janeiro
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Apresentação RASTRO (IPPUR-UFRJ): mobilidades e ecossistema de inovação

Hoje mais cedo apresentei um panorama da minha atual pesquisa de pós-doutorado para os colegas do grupo de pesquisa RASTRO. Partindo do debate sobre gestão urbana empreendedorista, falei sobre as intervenções urbanísticas, investimentos e transformações que venho acompanhando no bairro Santo Cristo, região do Porto Maravilha, Rio de Janeiro.

Nesse cenário, surgem as MOBILIDADES contemporâneas, novo campo de pesquisa para mim, que muito contribui para meu objeto. As moblidades que se apresentam na pesquisa como:

(a) “estilos de vida” (Buhr, 2023) para agentes privilgiados: no caso aqui investigado, “vanguardas sociotécnicas” (Hilgartner, 2015) — investidores, empreendedores digitais, nômades digitais, e demais citadinos que vivem não como moradores de longo prazo, mas como “usuários da cidade” (city users, Cf. Seixas, 2021);

(b) estímulos materiais (infraestruturas de transporte) e imateriais (roteiros, experiências) a negócios turísticos - no caso carioca, entendidos como “vocações” de uma cidade de “grandes eventos” - que são interligados aos demais setores econômicos da cidade e do Estado do RJ (imobiliário, hotelaria, inovação, economia criativa);

(c) recursos/ativos socioeconômicos que, por um lado, expressam a fluidez dos capitais financeiros contemporâneos e que, por outro, viabilizam investimentos urbanísticos, como novos modais de transporte e terminais, edifícios e outros equipamentos (hubs, coworkings, colivings) que são adaptáveis e flexíveis, mas também mercantilizados e acionados como “âncoras” de valorização imobiliária (Cf. Fix, 2009).

A ideia de “ecossistema de inovação” é a melhor expressão sociourbana desse estado de coisas. Essa categoria nativa vem funcionando no meu trabalho como um importante conceito para entender o projeto do Rio de Janeiro como uma “capital da inovação” — outra categoria nativa. Entendo-o como uma rede dinâmica de capitais e pessoas em movimento por infraestruturas e eventos (que funcionam como nós da rede), que competem ou cooperam, e que estão em constante ajuste (se expandindo ou contraindo) e renovação (substituindo os elementos internos e os nós). O crescimento e o dinamismo de um ecossistema de inovação gera expectativas e efeitos para as cidades, mas em geral de curto prazo — mesmo com tantos privilégios e políticas de exceção beneficiando-o. É um configuração social intermitente, pode se desfazer, se desterritorializar e reterritorializar noutros lugares no ritmo da circulação dos capitais flexíveis. Expressam o risco e a disrupção tão fortemente identificados com a economia digital e a inovação tecnológica.

Em breve, compartilharei novas ideias sobre esse momento da pesquisa. Até!



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