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Um ano (e uma pandemia) depois, Vingadores: Ultimato e seu lugar no Panteão da Marvel

Depois de ver tantas franquias tropeçando e caindo de cara no chão enquanto alcançavam a linha de chegada, estou olhando para você Game of…

Gabriel Martins in CaradosSports · 2020-05-15 14:35 · 2 claps · 3.8 min read
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Um ano (e uma pandemia) depois, Vingadores: Ultimato e seu lugar no Panteão da Marvel

Depois de ver tantas franquias tropeçando e caindo de cara no chão enquanto alcançavam a linha de chegada, estou olhando para você Game of Thrones e Star Wars, os acontecimentos de um ano atrás no Universo Cinematográfico Marvel são ainda mais impressionantes. Ultimato chegou aos cinemas após Guerra Infinita, que nos deixou com o encerramento mais icônico da história dos filmes de super herói, e não só correspondeu às expectativas altíssimas, ele as superou.

Após o nosso planeta dar uma volta completa ao redor do sol desde que me sentei no cinema para ver Avengers: Endgame (título original), parecia um bom momento para revisitá-lo. O tempo pode transformar filmes em sofisticados vinhos envelhecidos ou azedá-los como leite esquecido fora da geladeira. Depois de um ano, e uma pandemia, o que seria Vingadores: Ultimato?

Um filme sem pressa

Se você me perguntasse qual a maior diferença de Endgame para os outros Vingadores, minha resposta seria que o filme se dá tempo para respirar. Guerra Infinita não para nunca, o original e Era de Ultron andam em ritmos aceleradíssimos, Ultimato não. Um luxo que só uma franquia com 20 capítulos pode se dar, mas os diretores, os irmãos Russo, não colocaram uma sequência de ação a cada dez minutos com medo do público se entediar. Eles deixaram os personagens lidarem com o luto, com a tragédia do estalar dos dedos de Thanos.

Por mais legal que seja uma cena de ação, ela vale pouco se não nos importarmos com os personagens. E por isso que quando Ultimato aumentou seu ritmo, eu já estava quase de pé na minha sala. As joias do infinito funcionam como um clássico artifício de roteiro para fazer a história andar, leia Sith Way Finder no último Star Wars, mas em Endgame faz sentido, porque a história é muito sólida e bem construída.

As poucas críticas ao último Vingadores que vi são sobre a viagem no tempo. É impossível evitá-las, simplesmente não há jeito de abordar esse tópico sem deixar espaço alguns buracos ou questionamentos sobre a lógica. Entendo se isso te incomoda, mas um grau de suspensão de descrença é necessário para um filme como esse. Fez sentido o suficiente para mim na época e, um ano depois, continuou.

Novo significado após o coronavírus?

Nunca me passou pela cabeça até que os cinco anos após o estalo passaram como, no mundo pós-corona e isolamento social, esse filme ganharia um novo significado. Muitas obras (ruins) virão abordando esse momento, mas já temos uma perfeita feita antes de tudo isso acontecer. Ver o planeta vazio, com as pessoas tentando se adaptar à realidade é uma extrapolação lúdica incrível do que vivemos.

Sou um grande defensor da forma sutil de abordar temas realistas. Deixe por baixo da superfície, mostre ao invés de nos dizer. E Endgame acabou, por acidente, se tornando uma alegoria perfeita. A luta para voltar ao mundo como era antes. Posso estar maluco depois de dois meses de quarentena? Possível.

Melhor cena da história do cinema?

Não sou um grande cinéfilo, mas também não me enquadro na galera Choque de Cultura que ironiza o cinema “cult”. Gosto de ver filmes bons, seja blockbuster ou indie. Feita essa ressalva, a cena dos heróis retornando nos portais é a melhor da história do cinema, foda-se. Sabe quem discorda? Hitler.

Quase precisei de um desfibrilador nesse momento no cinema. Dessa vez, mais preparado, pude conter meus batimentos cardíacos, mas o arrepio continua lá (acho que nunca vou conseguir ver essa cena sem me arrepiar). É tudo perfeito, não tem muito o que falar.

Por outro lado, a cena do Capitão América levantando o Mjolnir é bem menos efetiva. No cinema todos comemoraram como o 2º gol do Gabigol na final da Libertadores, mas sem o efeito surpresa o impacto não é o mesmo. Ainda assim, muito legal.

Lugar de Ultimato no Panteão da Marvel

Se existisse uma posição maior do que a de melhor filme da Marvel, seria esse o lugar de Vingadores: Ultimato. A história dele funciona tão bem quanto os de menor escala, como Soldado Invernal e Homem de Ferro 1, e as cenas de ação são ainda melhores do que as de qualquer Vingadores. Meu palpite é que ele continuará envelhecendo bem e a cena final dos portais se tornará uma dessas icônicas da história do cinema.

O Cavaleiros das Trevas é insuperável como o melhor filme de super herói de todos os tempos. A sua qualidade inegável somada ao tempo que passou, que ativou uma grande dose de nostalgia, o torna imbatível. Vingadores: Ultimato vem logo após no meu ranking pessoal. Agora deixa eu terminar esse texto para assisti-lo de novo.


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