Seleção de Xerém em 2022
Confira os destaques da base tricolor no ano
Seleção de Xerém em 2022
Confira os destaques da base tricolor no ano

Os onze melhores da base tricolor na temporada
2022 foi um ano de retomada das competições de base ao redor do Brasil e também do mundo após a pandemia. Com troféus conquistados em todas as categorias, Xerém se manteve como uma das principais escolas do país e deu mais amostras das boas gerações que estão por vir.
Em 2020, o nosso perfil decidiu fazer um XI dos melhores jogadores da base do Fluminense no ano e a lista tinha atletas como Metinho, Kayky e Matheus Martins. Porém, devido a Covid-19, apenas o Sub-17 e Sub-20 tiveram calendário. Dessa vez, com a adição do Sub-15 e Sub-16, retornamos com o material sobre o que teve de melhor dos Moleques de Xerém na temporada.
OBS: a lista não inclui jogadores que atuaram frequentemente no profissional ou no Sub-23, como Matheus Martins ou Pedro Rangel, já que não fazem mais parte da base. No final do texto há um destaque aos Aspirantes.
• Goleiro: Dayvisson (2007)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Decisivo em baixo das traves, Dayvisson começou e terminou a temporada em grande estilo. Foi o goleiro menos vazado da Copa Rio e eleito o melhor da posição na Copa Nike, mas o grande momento foram as finais do Campeonato Carioca Sub-15, onde fez defesas importantes no primeiro jogo contra o Flamengo e pegou um pênalti na disputa que garantiu o título aos Moleques de Xerém. Está no radar da seleção e já fez treinos na Granja Comary.
Reserva: Carlos (06) — Recém-chegado a Xerém, o jovem veio do Andirá, onde ficou conhecido por ter sido o substituto do Tomate, hoje no Botafogo. Com apenas 16 anos e 1,91 de altura, foi eleito o melhor goleiro da Geneva Cup e se provou um grande pegador de pênaltis.
• Lateral direito: Julio Fidélis (2006)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Titular no Sub-16, foi alcado ao Sub-17 e logo assumiu uma vaga entre os onze de Daniel Pinheiro. Convocado a Seleção Brasileira, Julio fez um grande ano e mostrou sua qualidade nos gramados. Lateral com boa desenvoltura, sabe construir por dentro, mas também vai bem explorando o corredor direito. A capacidade de conduzir a bola e escapar dos defensores em um espaço curto também o tornam um jogador destacável na posição.
Reserva: Kaio Borges (05) — Um dos capitães do Sub-15, foi mais que uma liderança no time de Rômulo Rodriguez. Lateral com muita competência nas cobranças de bolas paradas e inteligente nas ultrapassagens no último terço, o que rendeu vários gols e assistências ao longo do ano.
• Zagueiro: Gabriel Gorgulho (2007)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Xerife da Esquadrilha 07, o capitão Gabriel Gorgulho foi um dos pilares para o grande ano da categoria Sub-15 do Fluminense ao lado de Breno na zaga tricolor. Forte fisicamente e muito firme, se destacou pelos botes precisos e a segurança passada aos companheiros em campo. Porém, o que mais chamou atenção foram os duelos aéreos, onde se mostrou não só uma grande arma na defesa, mas também no ataque, marcando gols importantes na final da Copa Nike e na semifinal do Campeonato Carioca.
Reserva: Breno (07) — Companheiro de zaga de Gorgulho pelo lado esquerdo, ajudou a formar uma defesa quase impenetrável. Zagueiro com alto nível de concentração e precisão nos cortes, mas que também passa muita tranquilidade com a bola no pé.
• Zagueiro: Kayky (2005)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Mais um capitão na lista, mas dessa vez do Sub-17. Zagueiro canhoto e de bastante repertório técnico, é um dos jogadores de maior projeção da geração 2005. Kayky é ágil, tem bom controle das abordagens defensivas, mas seu diferencial é com a bola no pé. A capacidade de arrastar e romper linhas com seus lançamentos foram adicionais importantes a construção do time. Além disso, as aventuras no ataque também acontecem nas bolas paradas, seja cobrando falta ou sendo uma arma aérea nos escanteios.
Reserva: Janderson (06) —Alternou entre o Sub-16 e Sub-17, mas sob o comando de Carlos Larocca conseguiu mostrar seu futebol. Com perfil técnico e jogo aéreo, foi destaque na excursão pela Europa e na conquista do Torneio Guilherme Embry.
• Lateral esquerdo: Esquerdinha (2006)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
João Henrique, também conhecido como Esquerdinha, é uma das grandes jóias de Xerém e nesse ano continuou mostrando o porquê. Destaque do Sub-16 e Sub-17, foi convocado para as seleções de base, onde tem vaga garantida na lateral-esquerda. Jogador de muito refino técnico, inteligente e que se beneficia da liberdade no último terço para produzir grandes lances. É uma das promessas tricolores mais empolgantes.
Reserva: Jefté (03) — Após um ano de transição sem muita regularidade em 2021, Jefté voltou as boas atuações e se reencontrou na categoria. Lateral de muita fisicalidade e que procura sempre fazer tabelas no último terço.
• Volante: Alexsander (2003)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Novo xodó da torcida, Alexsander encerra o ano em alta após fazer sua estreia no profissional e ter boas atuações como lateral-esquerdo. Porém, foram as partida como volante durante a temporada que o fizeram cair nas graças da comissão técnica de Fernando Diniz. Um dos principais nomes do Sub-20, o “Levado” se destacou pela personalidade em campo, jogando sempre de cabeça erguida e dando dinâmica ao meio-campo.
Reserva: Wallace Davi (07) — O gigante da Esquadrilha 07. Primeiro volante, com boa estatura e conhecimento da área defensiva, se destacou pela leitura nos desarmes e passes longos. Com a forma de jogar e porte físico que lembram Metinho, é mais um dos bons volantes que vem por aí em Xerém.
• Meia: Arthur (2005)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
O camisa 10 e talento do Sub-20 é também o caçula do time. Chamado de “Príncipe”, Arthur foi o único da sua geração a integrar a categoria com frequência. Mesmo sendo um dos mais novos, assumiu a responsabilidade na equipe, marcando golaços e dando belas assistências. Junto a Vitor Roque, foi o único 05 a ser convocado para a Seleção Sub-20 no ciclo para o Sul-Americano. Meio-campista cerebral, com repertório nos passes e capacidade de ditar o ritmo de jogo. Mesmo não sendo um um atleta físico, evoluiu nos combates e segue tendo facilidade de sempre ao controlar a bola e a esconder dos marcadores. 2022 promete ser um ano de ainda mais destaque e chamadas ao time profissional.
Reserva: Freitas (03) — Uma das gratas surpresas desse ano, o meio-campista cresceu no segundo semestre e terminou como titular do Sub-20. É um volante de muita aptidão física e boa chegada no ataque. Tem qualidade na finalização a média distância que o rendeu alguns gols no ano.
• Meia: Riquelme Felipe (2007)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Nome, número e futebol de craque. O canhoto Riquelme teve um grande ano pelo Sub-15, ganhando todos os títulos e sendo coroado com uma convocação para a Seleção Brasileira Sub-17 com apenas 15 anos. Arisco, inteligente e cheio de personalidade, o meia se destaca pela inventividade, seja armando o jogo ou na individualidade com seus dribles partindo pra cima do adversário. Junto a Isaque, assumiu o protagonismo do meio-campo da Esquadrilha 07 e conduziu com maestria a equipe durante o ano.
Reserva: Matheus Pedro (06) — O talentoso meia foi um dos grandes nomes do Fluminense na excursão da Geração 2006 pela Europa. É um camisa 10 de boa leitura nos movimentos ofensivos e conclusão das jogadas.
• Meia-atacante: Ágner (2005)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Comparado por alguns com Paulo Henrique Ganso, Ágner retomou seu grande nível após a pandemia e comandou a Geração 2005 durante todo o ano. O meia, que também já atuou mais avançado, não se destacou só pelo poder criativo, mas também pelos gols. Foram 15 bolas na rede em 2022 e vários em chutes da entrada da área, mostrando o bom repertório em finalização que o acompanha desde os juniores. A capacidade de gerar chances aliada a boa visão de jogo o tornam um jogador privilegiado tecnicamente e de muita influência no terço final.
Reserva: Matheus Reis (07) — Faz o M! Artilheiro do Campeonato Carioca Sub-15, o ponta poderia facilmente estar entre os onze escolhidos da lista pelo excelente ano que teve. Forte, com bom arranque e finalização, ele chegou a ser alçado ao Sub-17 durante o ano e provavelmente vai figurar mais na categoria em 2023.
• Meia-atacante: Isaque (2007)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
O jogador mais decisivo da base tricolor em 2022. Com gols em clássicos e em todas as finais disputadas no Sub-15, o habilidoso Isaque foi eleito o melhor jogador da Copa Nike, principal torneio nacional da categoria. O “Magrelo” formou uma grande dupla com Riquelme na criação, trocando de posição e circulando no campo de ataque. Pode cair pelos lados e também sabe gerar jogo por dentro. Ainda precisa e vai evoluir fisicamente.
Reserva: João Lourenço (05) — Depois de um início tímido, João creceu de rendimento e terminou a temporada do Sub-17 em alta. Ao todo foram 15 bolas na rede em 37 jogos e uma sequência de seis gols em seis partidas. Driblador e muito rápido, tem trabalhado sua finalização e pode evoluir ainda mais no quesito.
• Centroavante: Kauã Elias (2006)

(Foto: Leonardo Brasil/Fluminense F.C)
Principal atacante de Xerém na temporada, o ‘K9’ é mais um centroavante surgindo na base tricolor. Kauã deu um show em julho durante a excursão do Sub-16 pelo continente europeu, onde ganhou duas artilharias e um prêmio de melhor jogador. Aqui no Brasil foi decisivo também no Sub-17 ao marcar 8 gols em 17 jogos. Atacante que se sai bem nos desmarques e usa bem o corpo diante dos marcadores. O bom apoio e repertório na definição também são marcas registradas.
Reserva: Keven (07) — O ‘K9’ caçula teve um desempenho que chamou a atenção em duas categorias diferentes no ano. Foi o vice-artilheiro tricolor no estadual Sub-15 e o goleador do Sub-16 na Guilherme Embry. Centroavante de mobilidade e bom pivô.
Jogadores que não figuraram na lista, mas merecem lembrança:
Cayo — (GOL — 03), Justen (LD — 02), Felipe (ZAG — 02), Rodrigo (ZAG — 06), Vagno (LE — 07), Nathan (VOL — 02), Dohmann (VOL — 05), Luis Fernando (MC— 05), Gabriel Renan (MC — 07), Isaac (PE — 03), Brasília (PD — 06), Enzo (PD — 05), Luan Brito (ATA — 02).
- E os Aspirantes?

(Foto: Mailson Santana/Fluminense F.C)
Sob o comando de Cadu Antunes, que assumiu a categoria após um 2021 ruim de Ailton, o Sub-23 do Fluminense novamente parou nas semifinais do Campeonato Brasileiro de Aspirantes em uma edição que marcou a redução do calendário do torneio, que já vinha sofrendo com a falta de equipes. Assim como em 2020, primeiro ano do projeto, o time tricolor ficou entre os quatro melhores e mais uma vez foi eliminado de forma traumática: vencendo a ida e tomando a virada na volta.
Apesar de poucas partidas, alguns jogadores conseguiram fazer seu nome na categoria:
- Pedro Rangel (00): Cotado para ser um goleiro a jogar no time profissional, Pedro Rangel foi titular absoluto da categoria e manteve a segurança no gol. Devido a um lance bobo no primeiro jogo da semifinal, foi expulso e não participou da eliminação tricolor.
- Marcos Pedro (01): O lateral-esquerdo vem de uma evolução constante desde a base e tem ganhado notoriedade no CTCC. Jogador de bom cruzamento e segurança na defesa. Sua parte física tem sido trabalhada e ele pode virar uma opção no profissional.
- João Pedro (98): Observado pelo scout desde 2020, o meia chegou esse ano e assumiu a camisa 10. Teve bons números e foi um dos destaques do Sub-23, mas mesmo assim não será comprado pela diretoria junto ao Vila Nova. A idade já avançada para a categoria e o histórico podem ter pesado na decisão.
- Yago (01): Inicialmente reserva, o meia-atacante ganhou uma vaga no time titular ao longo do campeonato e em uma nova função, um pouco mais recuado. Suas boas exibições coincidiram com a melhor fase dos Aspirantes no torneio. O físico franzino ainda o atrapalha em alguns momentos, mas há um amadurecimento.
- Alexandre Jesus (01): Criticado pela torcida, Alexandre tem moral no CTCC e foi um dos goleadores da categoria, com 4 gols em 7 jogos. É um atacante aplicado e com valências físicas. Acabou marcado negativamente na eliminação ao perder uma chance sem goleiro que culminou no contra-ataque da virada do Cuiabá no último lance do jogo.
메타데이터
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