A TV do futuro
A DTV+ chega ao Brasil em 2025 trazendo um jeito diferente de assistir televisão
A TV do futuro
A DTV+ chega ao Brasil em 2025 trazendo um jeito diferente de assistir televisão

TV 3.0 é apresentada em Brasília. FOTO: Fabio Rodrigues- Pozzebom/Agência Brasil
O Brasil se prepara para uma revolução na televisão aberta com a chegada da TV Digital 3.0, prevista para 2025. Esse novo padrão de transmissão vai além das inovações da atual TV Digital, oferecendo mais interatividade, qualidade superior de imagem e som, além de integrar novos serviços para os telespectadores.
A chamada DTV+ (Digital Television +) ou TV 3.0, vem de um esforço conjunto, liderado pelo fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD), que promete inovar em imagem, com resoluções de 4K e 8K, além de novidades também no sistema de áudio: — a experiência de “som de cinema”, semelhante a uma imersão com áudios que são reproduzidos em direções diferentes. Promete o Secretário de Comunicação Eletrônica, Wilson Diniz, em coletiva de imprensa realizada pelo Ministério das Comunicações sobre a nova televisão digital.
A DTV+ será de forma gratuita e parte dos recursos oferecidos podem ser acessados sem conexão de internet. Apenas com uma antena de UHF, o usuário poderá acompanhar a programação da TV, sem quaisquer impedimentos e com todas as inovações de som e imagem implementadas. Entretanto, a internet, por sua vez, ampliará os recursos disponíveis, dando ao telespectador não só a experiência de imersão, como também, a possibilidade de comprar produtos vistos ao vivo na televisão, além de poder votar em enquetes e reality shows.
Compras, interatividade, imagem com até 8K e som imersivo integram a TV 3.0
Raymundo Barros, presidente do Fórum SBTVD explica, em nota divulgada pelo próprio fórum, como o meio publicitário participará: — No campo da publicidade, a TV 3.0 irá redefinir as estratégias. Anunciantes poderão direcionar suas mensagens de forma mais precisa, aproveitando a personalização oferecida pela nova tecnologia. A publicidade deixa de ser impertinente, tornando-se mais relevante para os espectadores e, consequentemente, mais eficaz. relata.
Opiniões se divergem
Entre jornalistas, redes de televisão e telespectadores as opiniões são diversas. Para o jornalista e influenciador digital Erick Rocha, a nova TV seria mais do mesmo, com recursos que já se obtém através de outros meios, como celulares e Smart TV’s: — A TV 3.0, ao meu ver, uma tecnologia que chega atrasada e não vai mudar o jeito de consumir televisão. É mais marketing e barulho que estão fazendo. A única coisa positiva que vejo é a melhora na qualidade de imagem e som que a TV 3.0 pode oferecer. argumenta.
Entretanto, para o público que assiste, a oportunidade de unir as gerações por meio da tecnologia pode trazer um olhar diferenciado a este novo tempo na televisão brasileira, é o que defende o operador de logística e criador de conteúdo sobre televisão, Malcom Fernandes, de 28 anos: — É capaz de surpreender e agradar um público mais moderno e conectando os mais antigos a um novo jeito de assistir TV.
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