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EUSEXUA: Ouça “The Dare”

Na última sexta-feira, FKA Twigs expandiu o universo “Eusexua” para dois caminhos paralelos ao “Eusexua” original, lançado no início do…

Henrique Silva · 2025-11-23 01:37 · 0 claps · 1.5 min read
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EUSEXUA: Ouça “The Dare”

Reprodução/Foto: FKA Twigs: EUSEXUA

Reprodução/Foto: FKA Twigs: EUSEXUA

Na última sexta-feira, FKA Twigs expandiu o universo “Eusexua” para dois caminhos paralelos ao “Eusexua” original, lançado no início do ano, em 24 de janeiro. Com dois trabalhos distintos, mas ainda coesos com a proposta inicial, Twigs investe no hyperpop eletrônico, quase mirando a pc music, para compor “Afterglow”. Enquanto “Eusexua 2.0” é uma versão alternativa do álbum original, repaginando o projeto com 4 novas faixas e um remix de “Striptease”, que substituem as faixas “Girls Feels Good”, “Perfect Stranger”, “Childlike Things” e “Wanderlust”.

A ideia, a priori, parece confusa, mas dá continuidade à identidade da Era Eusexua, sendo “Eusexua 2.0” o caminho até o “Afterglow”. O direcionamento sonoro do eletropop ultraprocessado presente em “Eusexua” passa pelo resgate do eletropop e do pop-rock Y2K, vistoso em nova roupagem polifônica, para enfim desembocar no hyperpop eletrônico de “Afterglow”. Embora as novas canções de “Eusexua 2.0” não alcancem a grandiosidade das faixas retiradas do disco original, destaca-se “The dare”, uma amostra despretensiosa e divertida da cantora britânica.

“The Dare” carrega uma lírica semelhante a “24h Dog”: uma relação quebrada que subsiste na intimidade inalterada. A diferença é que “24h Dog” é marcado pela densidade claustrofóbica dos elementos melódicos em união forçada e pela interpretação exuberantemente lastimosa de FKA, enquanto “The Dare” nasce da leveza sedutora de um amanhecer esperançoso e convidativo. Sua similaridade ao pop-rock dos anos 2000 é, decerto, um dos pontos de inspiração para a composição de “The Dare”. Tão evidente que poderia facilmente integrar as discografias de Alanis Morissette ou Natalie Imbruglia. Um deleite para os fãs nostálgicos do pop alternativo daquele período.

Desde a primeira ouvida, o refrão cativante ecoará repetidamente sobre a mente, e, tão logo, você vai cantarolar involuntariamente: “So here I am, hear me knocking at your door”/ “You don’t love me anymore but I know how to make it happen”/ “So here I stand like a statue in the storm”/ “You don’t love me anymore but I know how to make you…”


메타데이터
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