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Julho 1983: Entrando no Top 10 da Billboard

O ano de 1983 foi um dos anos mais importantes pro pop internacional. A invasão britânica da new wave e synth pop nas paradas americanas…

Matheus Valente (Medazzamatt / Escuta K7) · 2025-07-13 19:05 · 0 claps · 3.0 min read
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Julho 1983: Entrando no Top 10 da Billboard

O ano de 1983 foi um dos anos mais importantes pro pop internacional. A invasão britânica da new wave e synth pop nas paradas americanas estava a todo vapor, com nomes como Culture Club e Duran Duran bombando. Michael Jackson consolidava seu posto como Rei do Pop, single a single, com a divulgação do álbum Thriller. O saudoso arranjador Sergio Mendes continuava batendo recordes de artista brasileiro com mais canções nas paradas da billboard com Never Gonna Let You Go.

As canções que chegaram ao Top 10 da parada estadounidense em Julho de 1983 foram (em ordem de preferência pessoal, da pior a melhor):

  • 8º: The Kinks — Come Dancing Por mais icônicos que tenham sido nos 60s e por mais que tenham inspirado a geração 80s que estava estourando naquele momento e ainda sendo rotulados como new wave, aqui eles estavam soando datados para a época. A música morou por 3 semanas no Top 10, mas não chegou no Top 5.
  • 7º: Stevie Nicks — Stand Back Meu fascínio recente com Fleetwood Mac aplica um filtro colorido em quase qualquer coisa que eu ouça deles, mesmo em carreira solo. A proposta solo de Stevie aqui é muito mais pop e comercial do que com sua banda em si, mas também não deixa a desejar.
  • 6º The Tubes — She’s a Beauty Essa é uma das canções que eu não conhecia, mesmo tanto tempo exposto a canções dos 80s. E descobri que está em várias coletâneas nostálgicas. Mesmo os Estados Unidos “ditando” um pouco do que tocaria em rádios brasileiras, por exemplo, The Tubes parece algo que ficou limitado à uma adoração das rádios americanas mesmo. Tem melhorado a cada vez que eu escuto, mas não sei se estarei dando muito mais replay nela futuramente. É ok, mas não é nada que eu não conseguiria viver sem ouvir.
  • 5º: Donna Summer — She Works Hard for the Money Donna Summer foi icônica e seu sucesso comercial durou mais que a própria disco music, que a consagrou em primeiro lugar. O sucesso dessa canção é prova de que ela soube se reinventar longe da sua “primeira zona de conforto”, mas francamente não é um dos meus clássicos favoritos dos 80s. Das 8 canções que abordo aqui, essa é uma das que eu nem lembro quando conheci, de tão presente no contexto flashback oitentista e daquelas que sempre toca nas rádios. Claro que SÓ ISSO não define se uma canção pode se tornar enjoativa ebatida com o tempo, mas infelizmente é o caso dessa canção.
  • 4º Eurythmics — Sweet Dreams Are Made of This Clássico absurdo do synthpop. Confesso que nessa altura do campeonato, ela tá próxima do limiar de eu enjoar dessa música. Mas se a gente prestar atenção, a gente lembra como cada pedacinho e elemento dessa canção é simplesmente genial.
  • 3º Duran Duran — Is There Something I Should Know? Longe de ser um dos melhores singles do Duran, mas ainda pertencente ao período do auge deles, ele simbolizou a entressafra entre o bem-sucedido Rio e o prematuro Seven and the Ragged Tiger. Ou seja, é o Duran raiz, mas com aquele gostinho de pressão da gravadora. Canção super chiclete e eu não me canso do solo de harmônica. Me tira de qualquer estado de preguiça, apatia ou bad.
  • 2º Madness — Our House Os queridinhos do ska britânico curtiam seu auge, continuando a entregar um som criativo e de qualidade, com essa letra evocando a nostalgia com a romantização de uma rotina familiar funcional. Composição genial com uma pegada harmônica interessantíssima e cativante, como já apontou o youtuber David Bennett Piano. A música não cai na “síndrome do verso chato” pra em comparação nos atrair com um surpreendente refrão. Ela é simplesmente excelente em cada momento de sua estrutura.
  • 1º Michael Jackson — Wanna Be Startin’ Somethin’ A pedrada que abre o clássico Thriller! Não há nenhum defeito nessa canção e ela é tão cativante que nem parece ter seis longos minutos de duração. Este já era o 4º single de Thriller (e não seria o último) a aparecer no Top 10, Michael já tinha pavimentado seu caminho pra realeza do pop. Não há uma produção mais ou menos quando se trata de Michael Jackson nos anos 80. Agradecemos imensamente a parceria de Michael com Quincy.

No mesmo mês, pelo primeiro lugar da parada estavam:

  • Irene Cara — Flashdance… What a Feeling (6 semanas em 1º desde 28/05/83 até 09/07/83)
  • The Police — Every Breath You Take (Atingiu o topo em 09/07/83)

É difícil o ano de 1983 ter tido algum mês ruim no Top 10. Foi um ano de efervescência pop simultânea muito intensa e com certeza um ano de lançamentos muito presentes nas coletâneas definitivas da década.

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