The middle: a família que todo mundo tem
A série narra, com humor, os desafios diários de uma família de classe média, com três filhos bem diferentes entre si
The middle: a família que todo mundo tem

Imagem de divulgação (Foto: reprodução/Max)
Ambientada na cidade fictícia de Orson, em Indiana, The Middle conta a história de uma família de classe média que tenta criar seus três filhos, cada um completamente diferente do outro. De forma divertida e cômica, o público acompanha os altos e baixos dessa família, sob a narração de Frankie, a mãe, que apresenta aos telespectadores os vícios, a rotina e os desafios que a família enfrenta no dia a dia.
É impossível não se identificar com algum episódio da sitcom. Às vezes parece que tudo vai dar errado ou que a sorte nunca está do lado dos Hecks — e realmente não está — mas a maneira como eles lidam com os obstáculos é extremamente divertida. Além disso, os personagens são facilmente identificáveis e próximos da realidade. Temos Frankie, a mãe, que faz de tudo para manter a família unida e bem orientada; Mike, o pai, que com seu jeito sarcástico apoia a esposa; Axl, o filho mais velho, irresponsável e preguiçoso; Sue, a filha do meio, otimista, que tenta manter o bom humor, mesmo que nada colabore para ela; e Brick, o caçula, uma criança excêntrica.

Cena da 5º temporada (Foto: reprodução/Seriemaniacos.tv)
As 9 temporadas passaram voando. Em muitos momentos, me vi nos questionamentos dos filhos ou na própria postura dos pais, ou até mesmo enfrentando dilemas semelhantes aos que são apresentados na série. The Middle representa a família que todos nós temos, justamente porque não é perfeita. Eles brigam bastante, têm suas diferenças e nem sempre concordam nas decisões, mas fazem de tudo uns pelos outros. No estilo único deles, é um lar extremamente amoroso. Mike, por exemplo, tem dificuldade em demonstrar seus sentimentos aos filhos, mas está sempre aconselhando e mostrando que se importa. E o que dizer de Frankie? Ela é como quase todas as mães: só quer que seus filhos sejam felizes e tenham uma boa vida.
Além disso, é incrível acompanhar a evolução dos personagens. Aos poucos, vemos os filhos ganhando maturidade, Frankie permitindo que cada um descubra como resolver seus próprios conflitos, e Mike se tornando mais amoroso com a família. O amadurecimento e as lições tiradas de algumas dessas situações são muito marcantes, como Sue indo para a faculdade ou Axl aprendendo que a vida adulta é difícil. Uma fala que me marcou muito foi em uma conversa, numa cena em que Axl decide o que vai cursar na faculdade, e um dos pais — não me lembro qual — diz que descobrimos que somos adultos quando começamos a ter medo, porque, quando somos jovens, não nos preocupamos tanto com o futuro, mas, ao nos tornarmos adultos, a grande questão é que não sabemos o que o amanhã nos reserva, e precisamos lidar com as incertezas da vida.
Os personagens coadjuvantes também são muito bem trabalhados e enriquecem ainda mais o núcleo principal, como a presença da família Donahue ou dos Glossners. A série consegue mostrar que existem diversos tipos de famílias, e cada uma ama à sua maneira.
É uma pena que eu só tenha conhecido The Middle este ano, mas graças a isso pude enxergar os dilemas tratados de uma perspectiva diferente. Vale muito a pena dar uma chance à série e se divertir com as situações familiares que os Hecks vivenciam.
메타데이터
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