Uma ode ao amŏr
Eu tinha que escrever uma ode a esse lugarzinho do teu corpo. Essa curvinha aqui, na tua cintura, onde minha mão se encaixa tão…
Uma ode ao amŏr

Eu tinha que escrever uma ode a esse lugarzinho do teu corpo. Essa curvinha aqui, na tua cintura, onde minha mão se encaixa tão perfeitamente. Toda uma trajetória heroica percorrida pela minha mão em teu corpo só para repousar ali, onde consigo guiar teus movimentos em direção a mim. Onde te aperto com volúpia.
Eu precisava criar um nome pra esta covinha na cintura. Chamá-la de fenda. De “V”. De amor, mas usando um daqueles acentos esquisitos que se usa nas línguas nórdicas. É tipo o til, mas ao contrário. Assim, fica “amŏr”. Vê? Essa voltinha aí. Ela é quem me enlouquece.
Eu preciso fazer qualquer coisa pra poder passar mais tempo grudado nesse amŏr. Dias na cama, te alisando, enquanto passa qualquer bobagem na TV. Horas em pé, te apoiando por ali, grudada ao meu corpo. Uma vida te puxando pra mais perto, pra junto, pra dentro.
Amŏr, este desejo de hoje é só teu. A gente conversa sobre o resto depois.
메타데이터
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