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Retrospectiva do Videogame 2024

Começarei esta análise avisando que não foi um ano muito animador. Em virtude da ociosidade, não quis arriscar comprar novos títulos. Para…

Eniberto · 2026-03-05 01:07 · 0 claps · 3.4 min read
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Retrospectiva do Videogame 2024

Começarei esta análise avisando que não foi um ano muito animador. Em virtude da ociosidade, não quis arriscar comprar novos títulos. Para suprir meu hobby recorri ao meu backlog, que guardava alguns jogos adquiridos há algum tempo e que eu nunca tinha explorado.

Isso me limitou nas possibilidades e na diversidade das minhas jogatinas. O dashboard (anexado no final do texto) não me deixa mentir, tive foi a mesma quantidade de títulos finalizados, porém com menos qualidade e mais horas investidas. Pesquiso bastante antes de comprar algo, e mesmo assim, consegui errar nas escolhas.

A ansiedade por causa das enchentes em muitos momentos me fazia jogar no piloto automático. Preciso refletir um pouco sobre isto, não faz sentido dedicar tempo a algo sem um mínimo de comprometimento e lazer. Ainda assim, vamos aos principais de 2024.

5. Master of Anima (2017) Gosto de experimentar gêneros diferentes, mesmo sabendo que seria muito ruim em alguns. Em “Master of Anima”, temos um jogo de estratégia com um grau de dificuldade muito acessível para o gênero, o que me permitiu apreciar a experiência e desejar mais títulos com essa jogabilidade. O enredo não é revolucionário e não há variação nos inimigos e nos personagens jogáveis, mas aproveitei bastante e busquei concluir tudo que era possível no game.

4. Super Metroid (1994) Tento escolher meus destaques com novas aventuras, contudo “Super Metroid” é um dos jogos favoritos da minha vida e, comparado aos outros que joguei, não tinha como deixar ele de fora. A combinação dos elementos presentes nos metroidvanias reúne praticamente todos os atributos que me entretêm no universo dos videogames, e isto o torna especial para mim. Além do fator nostálgico de lembrar da minha felicidade quando descobria um segredo novo. A juventude passou (há algum tempo, diga-se de passagem), mas a alegria com esta obra-prima se renova toda vez que a experimento.

3. Max: The Curse of Brotherhood (2013) Assim como o item 5, em “Max: The Curse of Brotherhood” temos uma mecânica pouco comum no cenário dos videogames. Usar uma caneta para ir criando caminhos e conseguir avançar na trama foi genial, permitindo a criação de puzzles interessantes. O jogo não é tão complexo, mas exige atenção, e isto não o torna menos criativo. Outro aspecto positivo é o visual, tudo é muito bem desenhado e esteticamente muito atraente.

2. Jet Kave Adventure (2019) Gosto quando a arte mistura alguns elementos fantasiosos para contar suas histórias. E “Jet Kave Adventure” mistura o tempo das cavernas com tecnologia alienígena. Ele também traz alguns coletáveis escondidos e objetivos para quem gosta de ir além de apenas finalizar as fases. O design é bonito e apresenta alguns trechos bem desafiadores. Esta obra prova que não é necessário ser inovador ou megalomaníaco para entregar um bom resultado, muitas vezes, algo contido e bem produzido é o melhor caminho para a diversão.

1. Assassin’s Creed Revelations (2011) Adoro a franquia Assassin’s Creed, tanto pela ambientação histórica quanto pela jogabilidade. Um dia pretendo finalizar todos os títulos desta série, tamanho o meu carinho pela saga. Provavelmente o Revelation não seja o favorito de muitas pessoas, mas, na minha opinião, dos quatro primeiros que zerei, é o mais polido. Não possui uma reviravolta tão épica quanto a do segundo e nem é inovador quanto o título de estreia, contudo, a Ubisoft reuniu os melhores elementos e aplicou neste capítulo. Eu costumo valorizar a inventividade e a novidade, mas aproveitei tanto com “Assassin’s Creed Revelation” que não podia deixar de o colocar no topo do meu pódio de 2024.

Menções Honrosas “Mega Man X”, de 1993 e do Super Nintendo, é um clássico atemporal e mesmo com quase todo o game decorado, segue sendo desafiador. Já me impus inúmeros desafios para zerar este jogo de formas diferentes, e sempre que posso revisito a obra e a recomendo para as pessoas. “Bombslinger”, de 2018 e do Xbox, é inspirado (para não usar a palavra cópia) no “Bomberman”. A mecânica é idêntica, com a diferença na forma como o personagem progride na história. Ainda assim, por gostar do gênero, o destaquei rapidamente nas menções honrosas.

Como eu disse logo no início, não foi um ano perfeito (e nem sempre precisa ser, na verdade). Mas o período me fez refletir sobre a forma como consumo videogame e se realmente preciso jogar tudo que comprei. Talvez na época fazia sentido ou o preço estava muito atrativo, ainda assim isso não pode me obrigar a jogar algo, o lazer tem que ser divertido acima de tudo (chatices já bastam as da vida).

Acompanharei mais youtubers para descobrir o que jogar, e, quem sabe, aumentar as horas com qualidade na frente do console. Espero que 2025 me reserve um ranking mais difícil de montar e textos mais inspiradores.

Se chegou até aqui, te convido a gastar uns minutos e me dizer nos comentários: dos quais você gostou? Jogou algum? Quais deles você não conhecia? E não se esqueça de me sugerir novos jogos; quem sabe eles entrem na minha lista nos próximos anos?


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