Uma janela e algumas palavras
Essa é a janela que fica em frente ao meu computador, a vista que não sabia que existia, até metade do ano passado. Aqui, parada não falo…
Uma Janela e algumas palavras

Foto da escritora
Essa é a janela que fica em frente ao meu computador, a vista que não sabia que existia, até metade do ano passado. Aqui, parada não falo nada, mas penso em tudo. Penso em cada dia que desejei estar aqui, em uma casa somente minha, em todas às vezes que li o blog “Morando Sozinha” e me imaginei vivendo esse sonho. Hoje, não imagino, vivo o sonho, toco nele, o bagunço e logo em seguida o arrumo. Eu respiro o ar que tem em cada descoberta que é viver aqui.
Em cada momento de solidão e solitude é essa vista que contemplo e que me faz ver que os sonhos podem acontecer. Tenho estado cansada, é bem verdade. O cansaço tem sido como uma sombra que não me deixa avançar, que me frustra e me prende com suas algemas forjadas pela estafa, pelo estresse e pela paralisia.
Tenho me perguntado sobre os meus sonhos e toda a disciplina, garra que teria para alcançá-los, tenho visto que dia após dia não estudo ou me sinto feliz com o rumo que dei as coisas, mas esse é só o meu lado dramático falando mais alto, me perguntando se as dores de cabeça são da frustração ou do sono mal dormido, que é perseguido por todas às vezes que ouvi que me atrasaria de manhã e não chegaria no trabalho, então, assim, o sono tornou-se inimigo e não descanso.
Seria preocupante como todas as nossas crenças limitantes nos visitam vez ou outra? Ou isso é comum para aqueles que foram marcados pelas palavras mal usadas por quem se ama? As palavras que não disse ao ouvir que era incapaz ou ao ouvir que era muito capaz só não me organizava para sê-lo. A frustração crescente e o cansaço que é deprimente são o que todas as palavras sempre trazem ao me visitar. Com elas a vida passa a ser um borrão. E de repente já é maio, e de repente já é novembro e de repente não se foi quem se pretendia ser.
Mas, se o mundo nos diz que a vida não é um morango. Clarisse evoca “é tempo de morangos!”, é tempo de recomeçar de correr, mesmo quando não se consegue andar direito, porque, você não precisa correr de verdade, você só precisa colocar os pés no chão, respirar e ir. No seu ritmo, seja ele qual for. É nisso que quero crer! Quero ser quando eu crescer a minha melhor versão mesmo que eu tenha que me lembrar de lutar todos os dias até a jornada se cumprir.
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