Crítica | Uma segunda chance
Longa é uma das principais estreias deste fim de semana

Foto: Universal Studios/Divulgação
Crítica | Uma segunda chance
Quando um filme termina e a pergunta permanece na cabeça do espectador, é sinal de que algo ali funcionou. Uma Segunda Chance (Reminders Of Him, EUA, 2026), adaptação de um best-seller da escritora Colleen Hoover, conhecida pelo sucesso de É Assim que Acaba, aborda temas delicados, como conflitos morais e relações humanas complexas, assim como foi no primeiro filme adaptado de sua obra. E dessa vez deixa a reflexão: Uma nova oportunidade vale para tudo? Ou melhor, uma segunda chance vale para tudo e todos?
O longa conta a história de Kenna Rowan, interpretada por Maika Monroe, que tenta recomeçar a vida após sete anos na prisão, após ser condenada pela morte de Scotty, seu ex-namorado, em um trágico acidente de carro. Os dois tiveram uma filha, que ficou sob cuidados dos avós paternos, situação que dá início a trama e traz à tona conflitos e mágoas do passado.
Embora seja previsível, o roteiro supera expectativas sem deixar pontas soltas, com um desenvolvimento consistente do início ao fim. Além disso, há uma boa construção dos personagens principais e da relação entre Kenna e Ledger, interpretado por Tyria Withers, gerando emoção e tensão que prende do início ao fim, sem contar da química que os atores entregaram desde o primeiro encontro.
Lauren Graham, nossa eterna Lorelai de Gilmore Girls (2000), que aqui interpreta Grace Landry, sai da comédia e dá vida a uma uma mãe em luto, entregando dor e ressentimento. Sua presença ajuda a elevar o nível dramático do filme. A direção do filme apostou no emocional, deixando o espectador curioso e preso na trama na expectativa dos próximos acontecimentos.
Uma Segunda Chance vai além de um filme de romance, ele toca em assuntos sensíveis presentes na sociedade, julgamento público, maternidade interrompida, culpa, reconstrução pessoal e a maturidade para aceitar sentimentos e mudanças na vida.
Se no primeiro longa adaptado da autora houve grande repercussão pelo impacto emocional da narrativa, aqui a sensação é de continuidade de uma assinatura. É o tipo de filme que provoca emoção, mas também reflexão. Deixando para o público decidir se vale ou não o recomeço. Pela força emocional da história, pelo roteiro bem estruturado e pela química do elenco.
Nota: 📼📼📼📼📼
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