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Guia prático: simplificando o download de dados

Começar um projeto com dados pode ser desafiador, especialmente quando se trata de obter as bases de dados. Eu também enfrentei essa…

Gabrieli Melo · 2024-03-11 18:01 · 0 claps · 4.8 min read
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Guia prático: simplificando o download de dados

Começar um projeto com dados pode ser desafiador, especialmente quando se trata de obter as bases de dados. Eu também enfrentei essa dificuldade quando buscava os dados para o meu TCC, gastando vários dias até colocar as mãos na base de dados que tinha escolhido. Com o objetivo de ajudar outros que estão embarcando nessa jornada ou pretendem fazê-lo, decidi compartilhar este guia.

Neste artigo vou detalhar o processo de download das bases de dados do DataSUS, fonte de dados principal do meu projeto. O DataSUS é uma plataforma que contém informações de saúde do Brasil, uma fonte valiosa para pesquisadores e acadêmicos. Vamos nos concentrar na seção de “Transferência de Arquivos”, onde as bases completas estão disponíveis para acesso e download.

Download do arquivo

Vamos exemplificar o processo de download em cima da fonte de dados do SINASC — Sistema de informação de nascidos vivos. O mesmo processo se aplica à maioria das outras fontes. Seguem as opções selecionadas para download do arquivo:

  • Fonte: SINASC — Sistema de informação de Nascidos Vivos
  • Modalidade: Dados
  • DN — Declarações de nascidos vivos 1994 a 2022
  • Ano: 2022
  • UF: SP

Opções selecionadas para download da base de dados

Opções selecionadas para download da base de dados

Ao clicar em “Enviar”, um arquivo no formato “DBC” estará disponível para download.

Arquivo disponibilizado para download

Arquivo disponibilizado para download

Ao clicar no arquivo para fazer o download utilizando o Google Chrome, uma opção aparece, oferecendo para abrir o Microsoft Edge. Se aceito ser redirecionada, uma nova guia deste outro navegador é aberta, mas sou direcionada para a página inicial dele, e não para a página do DataSUS em que estava anteriormente.

Por outro lado, se tento abrir o site do DataSUS diretamente no Microsoft Edge para baixar a base de dados, quando clico no arquivo para iniciar o download, nada acontece.

Não sou a melhor pessoa para explicar sobre banco de dados, mas basicamente, esse problema acontece porque os dados estão hospedados em um FTP (File Transfer Protocol). Acontece que navegadores mais recentes não dão suporte a esse tipo de serviço, o que impossibilita o download.

Um navegador que ainda oferece suporte é o Internet Explorer, que atualmente foi substituído pelo Microsoft Edge. Se você tiver acesso ao Internet Explorer, provavelmente conseguirá fazer o download sem problemas. Como eu só tinha acesso ao Microsoft Edge, precisei de um passo a mais para conseguir fazer o download.

Existe uma maneira de abrir páginas da internet no Internet Explorer dentro do Microsoft Edge. Por isso, antes de tudo, copiei o link do download da base clicando com o botão direito do mouse sobre ela e selecionando a opção “Copiar endereço do link”.

Copiando o link de download da base

Copiando o link de download da base

No Microsoft Edge, fui em configurações e acessei a seção “Navegador padrão”.

Acessando a opção “Navegador padrão” dentro do Microsoft Edge

Acessando a opção “Navegador padrão” dentro do Microsoft Edge

Na opção “Páginas do modo Internet Explorer”, cliquei para adicionar uma nova página e colei o link do download da base que havia copiado anteriormente.

Adicionando link de download

Adicionando link de download

Por fim, o link aparece adicionado. É possível excluí-lo depois de concluída a operação.

Link adicionado

Link adicionado

Agora, basta abrir o link direto no Microsoft Edge que as opções de download serão exibidas. Ao clicar na seta à direita do botão “Salvar” é possível escolher o local onde o arquivo será salvo.

Escolher local para download do arquivo

Escolher local para download do arquivo

Acessando o arquivo

Alguns arquivos provenientes do DataSUS, como por exemplo, a base populacional do IBGE, ao seguir o processo mencionado acima, já podem ser acessados no formato “csv” após a descompactação do arquivo zipado.

No entanto, em casos como o do SINASC, o arquivo é fornecido no formato “DBC”, um banco de dados gerado por ferramentas específicas. Se você tiver acesso a essas ferramentas, conseguirá acessá-lo sem problemas. Mas eu não as tinha, então precisei buscar outras soluções.

O DataSUS recomenda o uso do TabWin, uma ferramenta que, infelizmente, só é compatível com sistemas operacionais Windows. Como esse era o meu caso, essa solução funcionou para mim. O download dela está disponível na mesma página onde realizamos o download da base de dados. Lembre-se de aplicar o mesmo processo descrito anteriormente para baixar essa nova ferramenta.

Download da ferramenta TabWin

Download da ferramenta TabWin

Após descompactar o arquivo, basta executar o “TabWin415.exe” para utilizar a ferramenta.

Dentro do TabWin, clique no menu “Arquivo” e selecione a opção “Comprime/Expande .DBF”.

Selecionando a opção “Comprime/Expande .DBF”

Selecionando a opção “Comprime/Expande .DBF”

É necessário localizar a base de dados. No meu caso, o arquivo estava na pasta “Downloads”, então dei 2 cliques e ele apareceu na seção “Arquivos” do TabWin.

Encontrando a base de dados

Encontrando a base de dados

Ao fim desse processo será gerada uma cópia da base de dados no formato “DBF”, e para isso, é necessário escolher o local onde deseja salvá-la. Como eu queria mantê-la na pasta “Downloads”, dei 2 cliques novamente nesta pasta, agora na listagem da esquerda do TabWin.

Selecionando a pasta para salvar o novo arquivo

Selecionando a pasta para salvar o novo arquivo

Em seguida, selecionei a base de dados e cliquei em “Expande”. Após um breve carregamento, a base apareceu da seção “Arquivos expandidos” do TabWin no formato “DBF”. Ao acessar a pasta escolhida para salvar o novo arquivo, já será possível encontrá-lo nesse novo formato.

Convertendo a base de dados de “DBC” para “DBF”

Convertendo a base de dados de “DBC” para “DBF”

O próximo passo é abrir o arquivo “DBF” no Excel e utilizar a opção “Salvar como” para salvá-lo no formato desejado. No meu caso, escolhi “xlsx”. O uso do Tabwin é necessário porque o Excel não reconhece corretamente o formato “DBC”.

Conclusão

Depois de dias pesquisando e reunindo conteúdo de diferentes fontes, consegui chegar a esse resultado que atendeu às minhas necessidades. Por não encontrar um passo a passo completo como esse, decidi escrever este artigo.

Sem dúvidas, há diversas maneiras diferentes de se obter esses dados. Essa foi a que mais se encaixou no meu caso. Conhece alguma forma mais fácil? Comente aqui, bora compartilhar experiências!


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