picpay e o mundo de Matrix
Sempre disse que o brasileiro acha que esta em uma outra dimensão, onde as leis da física nada tem a ver. Somos um povo que achamos que o…
picpay e o mundo de Matrix

Sempre disse que o brasileiro acha que esta em uma outra dimensão, onde as leis da física nada tem a ver. Somos um povo que achamos que o mundo tem que se adequar ao que a maioria acha, não se tem cidadania, não se respeita leis e ainda, se acham no direito de fazer o que quiser e onde quiser. A questão seria: onde ficaria a ética quando na gana de se ganhar dinheiro se modifica ate o modo de tratar o cliente nesses casos?
Eu sou cliente do cartão PiCPAY Bank a uns seis anos, não houve nenhum problema e sempre usava. De uns meses para cá, os créditos iam diminuindo e até pensava que fosse uma dívida que eu teria de dezembro de 2024, que estou pagando. Ai consultando um dos atendentes, me disseram que não teria nada a ver porque a dívida era empréstimo, que o problema era que eu não guardo dinheiro na conta. Eu até guardaria, mas tem o fato que não tenho, não consigo emprego (tenho três diplomas) e perdi o BPC (benefício de prestação continuada). Agora, entrei no PROCON por eles não avisarem e até onde eu sei, isso seria um tipo de pirâmide obrigando as pessoas a movimentarem a conta por causa de um aumento de crédito irrisório. Nem o cofrinho — um tipo de poupança — rende muito e assim, não vale a pena. Ou seja, mesmo que eu quisesse guardar dinheiro lá, renderia muito menos do que bancos tradicionais como o Itaú.
Dentro da filosofia existe a ética — onde Aristóteles coloca como a prudência e a virtude — como ponto de convivência e uma construção moral dentro da sociedade onde que possamos conviver. A ideia de Aristóteles — por ser um pesquisador mordaz — era que o homem seria um animal social (zoo politikon), como as formigas e as abelhas em convívio social. Hoje, com avanços biológicos e genéticos, sabemos que o ser humano tem muito mais a ver com os primatas do que as formigas, e que por causa da sua racionalidade criaram culturas e leis morais e jurídicas. Mas, as coisas não são como queremos e nem como projetamos em nossas cabeças, como cobrar coisas que não pode ou obrigar as pessoas a fazerem aquilo que não querem fazer. Isso é burrice comercial (porque você perde a credibilidade do seu cliente) e é um mal negocio ao longo prazo.
Mas você deve estar se perguntando: o que isso tem a ver com o filme Matrix? Tudo. Tem três matrizes a franquia:
1- A Caverna de Platão
2 — Alice no pais das maravilhas
3 — Simulacros e Simulação
Mas eu vou além, quando olhamos o primeiro filme, temos o Sr Anderson (o nome matrixiano de Neo) tendo lapsos de rebeldia numa realidade que ele não encaixava. Ora, era bem Platão. Segundo ele na alegoria, a nossa sociedade seria os acorrentados e que viam sombras que pensavam ser a realidade e não era, mas, um desses homens quebrou as correntes e saiu da caverna e viu uma outra realidade. Ou melhor, o filósofo que sai do senso comum e vê o mundo como ele é. A questão é que existem milhares de discursos que podem levar as pessoas ao erro e esse erro levam a outros, como uma carreira de dominó onde vão caindo em seguida. E ai poderemos ir a comunicação e dizer que tudo não passa de linguagem, em linhas de DNA (linguagem codificada) ate mesmo, esse simples texto, nos comunicamos dentro de linguagens que cada caso se utiliza. Ou melhor, o núcleo do meu problema é a forma que entendesse e a maioria acredita, mas, que não passa de uma estratégia para movimentar o banco e eles ganharem mais.
Isso nada tem a ver com ideologias prontinhas em um pacote, isso tem a ver com caráter e como foi criado. Aqui no Brasil: a lei da vantagem
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