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Wagner Moura, Michael B.

Os indicados ao Oscar 2026 já foram anunciados e ele está lá, nosso próprio Wagner Moura entre os indicados na categoria de Melhor Ator…

Daniel dos Santos · 2026-01-22 15:09 · 0 claps · 11.5 min read
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Wagner Moura, Michael B. Jordan e outras 14 vezes em que um ator foi indicado ao Oscar por interpretar mais de um personagem no mesmo filme

O indicado ao Oscar Wagner Moura em O Agente Secreto

O indicado ao Oscar Wagner Moura em O Agente Secreto

Os indicados ao Oscar 2026 já foram anunciados e ele está lá, nosso próprio Wagner Moura entre os indicados na categoria de Melhor Ator, além de outras 3 categorias para O Agente Secreto, em mais um ótimo ano para o Brasil no cinema.

Não só o nosso baiano com o molho conquistou uma vaguinha na categoria, mas também Michael B. Jordan no filme Pecadores.

Mas, além de ótimos atores, o que mais essas duas indicações têm em comum? Eu te digo: os dois interpretam mais de um personagem em seus respectivos filmes. Jordan faz os gêmeos Fumaça e Fuligem, enquanto Wagner Moura interpreta Armando/Marcelo e… bom, pode ser spoiler para quem ainda não assistiu, então a descrição vai estar no fim da lista e, aqui no começo, vou deixar no mistério para não estragar a experiência de quem ainda não viu o filme de Kleber Mendonça Filho.

Pensando nisso, fiquei me perguntando: quantos atores ou atrizes já foram indicados ao Oscar interpretando mais de um papel em um filme?

Procurei na internet e, apesar de ela ter de tudo, não achei uma lista completa e definitiva, somente discussões em fóruns. Então decidi eu mesmo ir atrás dessas informações.

Spoiler para quem é ansioso (e não calculou pelo título): são 16 pessoas indicadas nessas condições!

Os critérios que usei para montar a lista são esses:

As regras da Academia dizem que um ator é indicado pela sua atuação no filme todo. Ou seja, não é possível ser indicado mais de uma vez pelo mesmo filme por papéis diferentes, toda a atuação é “condensada” em uma única indicação.

Não foram considerados personagens que assumem alguma identidade (como em Muito Além do Jardim), mudam de nome voluntariamente (Doutor Jivago), usam pseudônimos (A Manhã Seguinte), personas sociais (Trapaça), nomes artísticos (Boogie Nights: Prazer Sem Limites), disfarces (Tootsie), assumem títulos nobiliárquicos ou religiosos (O Apóstolo), trocam de corpo (O Céu Pode Esperar), ou passam por uma mudança psicológica, como amnésia, mas não são duas personas narrativas diferentes (Anastacia, a Princesa Esquecida).

O que foi considerado, então? Bom, coloquei na lista três tipos de performance: personagens distintos, duas personalidades narrativas diferentes dentro de um mesmo corpo, ou versões diferentes de uma mesma pessoa a partir do mesmo ponto de origem (o famoso multiverso).

Depois de tudo esclarecido, vamos ao que interessa: aqui está a lista e uma breve descrição de cada ator indicado ao Oscar por interpretar vários personagens.

1) Fredric March em O Médico e o Monstro (1931)

Personagens: Dr. Henry Jekyll / Mr. Edward Hyde

O primeiro caso já traz uma das variações mais clássicas desse conceito, onde duas personalidades distintas ocupam o mesmo corpo. Já que cada persona é diferente entre si, mas a narrativa trata como pessoas diferentes (e não uma mesma pessoa que finge ser outra), é válida para a lista.

March foi indicado e venceu como Melhor Ator (num raro empate com Wallace Beery, por O Campeão) pela sua atuação na clássica adaptação do livro de Robert Louis Stevenson, no caso do médico Dr. Henry Jekyll que tem uma segunda personalidade como o assassino Edward Hyde.

A história é uma das mais famosas e foi um marco cultural, assim como a adaptação em filme, que inspirou até a criação do Incrível Hulk, na Marvel.

2) Charlie Chaplin em O Grande Ditador (1940)

Personagens: Adenoid Hynkel / Barbeiro Judeu

Um dos filmes mais aclamados de todos os tempos, com um diretores mais importantes, em uma de suas mais famosas interpretações, não poderia passar batido pela Academia.

Chaplin usa o contexto da Segunda Guerra Mundial, que acontecia na época, e a inconfundível semelhança que seu bigode tinha com o líder alemão, para criar uma sátira certeira ao Führer com seu personagem Hynkel, o ditador de um país fictício chamado Tomânia. Ao mesmo tempo, também faz um barbeiro judeu que é idêntico ao ditador e que, no final do filme, é confundido com ele e levado a um palanque, onde dá um dos discursos mais belos do cinema, pedindo por liberdade, amizade e amor.

O papel duplo não foi o suficiente para ser premiado com a estatueta de Melhor Ator, em uma das várias vezes e que Chaplin foi esnobado pelo Oscar. O prêmio foi para James Stewart por Núpcias de Escândalo.

3) José Ferrer em Moulin Rouge (1952)

Personagens: Henri de Toulouse-Lautrec / Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec

Talvez você esteja pensando no musical de 2001 de Baz Luhrman, mas este é um filme mais antigo, um dos tantos baseados no famoso cabaré francês Moulin Rouge.

Aqui, Ferrer faz o personagem principal, baseado em uma pessoa real, o jovem artista de família nobre Henri, ávido frequentador do local, e também seu próprio pai, o Conde Alphonse.

Henri tem 1,37m de altura, devido a um acidente que machucou suas pernas na infância e elas nunca curaram, e foram usados vários truques como ângulos de câmera, maquiagem, figurino, plataformas escondidas e até joelheiras especiais criadas pelo próprio ator para atuar de joelhos, que lhe causavam muita dor.

Apesar de todo o sacrifício e do papel duplo, José Ferrer não levou a vitória como Melhor Ator aquele ano, que ficou com Gary Cooper por Matar ou Morrer.

4) Joanne Woodward em As Três Máscaras de Eva (1957)

Personagens: Eve White / Eve Black / Jane

A primeira mulher a ser indicada por mais de um papel em um filme, ainda que sob a mesma regra do primeiro indicado: múltiplas personalidades diferentes dentro de um mesmo corpo.

O filme conta a história real de Chris Costner Sizemore, uma mulher com transtorno dissociativo de identidade, baseada no livro que seus psiquiatras escreveram na época, ainda colocando seu nome real em sigilo.

Woodward faz aqui Eve White que desenvolve outra personalidade, Eve Black. Black sabe de White, mas o contrário não acontece. Depois de algumas sessões de terapia, uma nova persona surge, e se denomina Jane. Cada personalidade é uma pessoa narrativa diferente que coexistem no mesmo corpo, então entra na lista.

Ela venceu o Oscar de Melhor Atriz, em um dos tantos casos onde este foi a única estatueta de um filme.

5) Peter Sellers em Dr. Fantástico (1964)

Personagens: Capitão Lionel Mandrake, Presidente Merkin Muffley, Dr. Strangelove

A maior tour de force dessa lista, já que Peter Sellers interpreta aqui três personagens completamente diferentes que interagem entre si.

Uma parceria inusitada de Sellers, um dos comediantes mais versáteis da sua época, acostumado a personagens excêntricos (como o famoso Inspetor Clouseau da franquia A Pantera Cor-de-Rosa), e Stanley Kubrick, um dos mais aclamados diretores do cinema.

E essa junção de estrelas aconteceu para criar uma sátira da Guerra Fria, onde um general fica maluco e acha que a Rússia vai bombardear os EUA, e ordena um ataque de volta. Ninguém sabe o que fazer ou como parar o ataque, e a confusão rola solta no quartel-general tomado pelo oficial louco e na sala de guerra do presidente.

Enquanto isso, Sellers brilha como um capitão britânico que tenta impedir o tal general, o presidente dos Estados Unidos sem ideia do que fazer, e o estranho Dr. Strangelove, um ex-nazista do lado dos EUA que tem um braço com vontade própria. Uma combinação de maquiagem e puro talento para o improviso, um dos poucos atores que pôde fazer isso em um filme de Kubrick, famoso pela rigidez e pelo controle exato da sua direção.

Apesar de ter tido a tripla chance de conquistar os votantes, a Academia não o premiou como Melhor Ator, e sim a Rex Harrison, por Minha Bela Dama.

6) Lee Marvin em Dívida de Sangue (1965)

Personagens: Kid Shelleen / Tim Strawn

Se você acha que Michael B. Jordan é o primeiro caso de um ator interpretando irmãos gêmeos concorrendo ao Oscar, saiba que isso já ocorreu antes.

A primeira vez foi neste faroeste clássico, protagonizado por Jane Fonda como uma jovem professora que se torna uma fora-da-lei para vingar seu pai. Mas antes disso, ela contrata o lendário, porém bêbado, pistoleiro Kid Shelleen para proteger seu pai do assassino de aluguel Tim Strawn, que quer matá-lo.

Se você viu o nome dos personagens ali em cima e juntou dois mais dois lendo até aqui, percebeu que, ao longo do filme, descobrimos que os dois são irmãos, interpretados pelo mesmo ator. Mas o que acontece quando eles se enfrentam, fica para quando forem ver o filme.

Só adianto que ele levou o prêmio de Melhor Ator por dois papéis, mas ganhou só uma estatueta.

7) Meryl Streep em A Mulher do Tenente Francês (1981)

Personagens: Sarah Woodruff / Anna

Talvez a entrada mais ambígua da lista, que fica na imaginação e na percepção de cada um para decidir se é ou não um papel duplo, e portanto, incluo aqui para discussão.

Porque o filme é baseado no livro de mesmo nome, sobre um romance vitoriano entre Sarah e Charles com múltiplos finais. Já o filme adapta essa trama ao mesmo tempo em que conta a história de dois atores que se apaixonam enquanto interpretam esses personagens em um filme sobre a adaptação do livro.

Uma adaptação ousada e complexa e que, mais importante para essa lista, apresenta as duas histórias narrativamente intercaladas, e não como a história de dois atores fazendo aqueles papéis. O filme conta duas tramas em paralelo e, mesmo que nós saibamos que a Sarah do século XIX está sendo interpretada pela Anna do presente, o objetivo é acompanharmos as duas histórias em paralelo, a adaptação do livro e o material original.

O espectador não é convidado a entender Sarah apenas como “um papel de Anna” no sentido dramático comum, mas como uma personagem autônoma em uma narrativa paralela, criando duas histórias independentes.

Então fica aí para você decidir. Eu é que não vou perder a chance de deixar a dama do cinema americano, a atriz mais vezes indicada ao Oscar, de fora da minha lista. Ainda que ela tenha perdido este prêmio para Katharine Hepburn em Num Lago Dourado.

8) Klaus Maria Brandauer em Entre Dois Amores (1985)

Personagens: Barão Bror von Blixen-Finecke / Barão Hans von Blixen-Finecke

Parece que interpretar irmãos é a melhor forma de ganhar um só cachê, mas ter a chance de concorrer ao Oscar, pois essa e a próxima entrada são sobre papéis fraternais.

Aqui, um dos papéis é curtinho, mas decisivo para o desenrolar da história. Hans é um nobre suíço que recusa a se casar com a aristocrata dinamarquesa Karen Dinesen, vivida por Meryl Streep. E pronto, é só isso, ele vai embora e nunca mais vemos.

Acontece que, por causa disso, e por ser solteira numa época em que isso era malvisto para mulheres, mesmo tendo dinheiro, ela vai atrás do irmão de Hans, o Barão Bror,se casa com ele por conveniência e se mudam para a África.

O resto é História (com h minúsculo e maiúsculo), mas a história que fica aqui é que Klaus conseguiu uma indicação a Melhor Ator Coadjuvante pela sua performance, mas perdeu para Don Ameche em Cocoon.

9) Nicolas Cage em Adaptação (2002)

Personagens: Charlie Kaufman / Donald Kaufman

O que é mais fácil? Achar gêmeos para atuar, ou botar o mesmo ator para fazer os dois irmãos? Pelo histórico de Hollywood — e dessa lista — a segunda opção. Mas, nesse filme, faz bastante sentido essa decisão.

A grande sacada aqui é que o filme é escrito por Charlie Kaufman, em um filme sobre ele mesmo tentando adaptar uma obra para o cinema e sofrendo com isso, enquanto seu irmão gêmeo folgado, Donald, mora com ele. Só que, na vida real, Charlie não tem irmão gêmeo coisa nenhuma.

O segundo papel de Nicolas Cage foi inventado, em um longa que mistura fatos e ficção para criar uma história metalinguística complexa sobre os próprios traumas e pesadelos enfrentados pelo roteirista na vida real.

Tudo isso chamou a atenção da Academia, que se encantou pelo brilhantismo de Cage no papel, mas não o suficiente para premiá-lo, deixando a honra desse ano com Adrien Brody por O Pianista (mas cabe aqui dizer que o roteiro do filme foi indicado também, em nome tanto de Charlie quanto de seu gêmeo inventado).

10, 11 e 12) Michelle Yeoh, Ke Huy Quan e Jamie Lee Curtis em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2022)

Personagens: múltiplas variantes de Evelyn Wang, Waymond Wang e Deirdre Beaubeirdre

Vamos simplificar as coisas e falar desses três ao mesmo tempo, no fenômeno multiversal dos Daniels, vencedor de Melhor Filme.

O filme lida com o conceito de multiverso, onde cada escolha que alguém toma, cria um universo completamente diferente. E os personagens podem pegar habilidades emprestadas de suas contrapartes multiversais se realizarem as ações bizarras que levaram à criação daquele universo.

Complexo, eu sei, mas tudo faz mais sentido ao ver o filme. O importante aqui é que, ao mostrar universos paralelos distintos, vemos diferentes versões de cada um desses personagens, que partiram de um ponto em comum no passado, mas desenvolveram vidas e personalidades completamente diferentes. Não são apenas variações estéticas, mas personagens com trajetórias próprias.

Esse também é um caso à parte na lista: todos os personagens têm o mesmo nome, mas vivências diferentes em locais diferentes, desde suas versões Alpha (onde desenvolveram a tecnologia de pular de universo) até versões deles onde são estrelas de cinema, cozinheiros ou… têm dedos de salsicha.

Yeoh venceu o Oscar de Melhor Atriz, Quan levou como Ator Coadjuvante e Curtis também saiu com a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante.

13) Stephanie Hsu em Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo (2022)

Personagens: Joy Wang / Jobu Tupaki

Outra atriz, personagem e nomeação do mesmo filme dos tópicos passados, mas separado aqui por um detalhe: não só Hsu interpreta a filha de Evelyn, Joy, como também Jobu Tupaki, a Joy do Universo Alpha que adota um novo nome e ameaça destruir o Multiverso com seu crescente niilismo e poderes.

Não só uma variante da mesma personagem com vivências próprias, portanto com seu lugar garantido na lista, mas também creditada com nome separado e, mais importante, a única atriz do filme indicada que não levou a estatueta para casa, já que disputava e perdeu para a colega Jamie Lee Curtis na vaga de Melhor Atriz Coadjuvante.

14) Emma Stone em Pobres Criaturas (2023)

Personagens: Bella Baxter / Victoria Blessington

Essa é um caso de piscar e perder a cena. Emma Stone faz a mulher reanimada por um cientista com o cérebro de um bebê e passa a descobrir a vida e o mundo em um corpo já totalmente crescido.

Mas, em um flashback, vemos Victoria tirando sua própria vida. E o corpo dessa jovem é o que o Dr. Baxter de Willem Dafoe usa para fazer seu mais extravagante experimento.

Sim, é uma cena curta, mas ainda assim é uma personagem distinta, e que deu o segundo Oscar de Melhor Atriz a Stone, além de ser a última vez em que isso aconteceu, até o momento.

15) Michael B. Jordan em Pecadores (2025)

Personagens: Elijah “Smoke” Moore / Elias “Stack” Moore

Parece que o jeito mais fácil de entrar nesse grupo seleto é, realmente, interpretar gêmeos. E se bem feito, como B. Jordan faz aqui, é uma ótima maneira de mostrar mais versatilidade de uma só vez.

E nesse filme, ele esbanja toda essa capacidade, com mais um tanto de carisma, ao interpretar os irmãos Fumaça e Fuligem, que voltam pra casa, no Mississippi dos anos 1930, pra montar um bar com música, chamando o primo Sammie pra tocar. Mas a música do garoto é tão poderosa que traz atenções indesejadas ao local.

O diretor Ryan Coogler e Michael tem uma parceria extensa, sendo que o ator esteve em todos os filmes que o cineasta dirigiu. E essa parceria se provou frutífera, tanto de público quanto de crítica e, quem sabe agora, de premiação. E aí, tá torcendo por ele? Ou prefere o próximo?

16) Wagner Moura em O Agente Secreto (2025)

Personagens: Armando Solimões (Marcelo Alves) / Fernando Solimões (seu filho adulto)

Primeiramente, cuidado com os spoilers (e já foi um aí em cima, perdão). Se não viu o filme ainda, vá ver porque é cheio de pirraça.

E agora sim, posso começar a falar sobre essa marca histórica alcançada pelo Brasil: ver um ator brasileiro indicado na categoria de Melhor Ator. E quem sabe, ganhar, pra coroar esse feito ainda mais.

Um feito super importante como esse é ótimo para o nosso cinema, ainda mais falando sobre um momento complicado da história do nosso país, com personagens que resistem, mantém suas convicções e não se curvam ao autoritarismo.

E Wagner não faz só o homem jurado de morte que busca uma solução e um futuro melhor, ele também o próprio filho do protagonista no futuro, numa dupla atuação inesperada mas essencial, que mostra como o passado está na nossa cara, mas às vezes nos esquecemos… ou escolhemos esquecer. E não podemos esquecer!

Com Wagner entrando nessa seleta lista de atores e atrizes, fica aí a questão (ou a torcida): será que leva?

Seja como for, não é sempre que alguém concorre a um prêmio da Academia com dois papéis num filme só, e olha que tá cheio de filme por aí em que um ator se multiplica pra fazer dois ou mais personagens no mesmo longa. Talvez seja porque o recurso é muito usado em comédias, que o Oscar parece não gostar de indicar. Ou porque pode parecer que o ator quer se provar, o que causa o efeito contrário.

Seja como for, casos existem, e eu trouxe pra vocês todo mundo que já concorreu se desdobrando na atuação. E aí, quem vocês acham que deveria ter sido indicado fazendo mais de um papel?


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