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Uma singela crítica ao meio acadêmico

Introducao

Oani Costa · 2018-07-31 00:48 · 51 claps · 12.9 min read
#divulgação-científica #ciencia #faculdade #fapesp #cape
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http://www.macmillandictionaryblog.com/scholar

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Uma singela crítica ao meio acadêmico

Introducao

  • Atualizado em 23/07/20 -

Entrei na graduação em 2010. Em meados de 2013 iniciei as pesquisas para o meu TCC. Considero que desde então estou no “meio acadêmico” já que também comecei a frequentar congressos e ler trabalhos científicos. Tive que ler sobre normas ABNT, ler diversos papers, livros e outros para redigir o trabalho. Após formado, fiz um projeto de mestrado e entrei. Então tive as obrigações clássicas, fazer a defesa e, sempre que possível, publicar.

O meio Acadêmico é o ambiente universitário, onde você tem as aulas, os congressos a cantina, gente do mundo todo, de outros estados do Brasil também junto com a parte não física como publicar, conversar sobre Ciência, sobre bolsas de estudo. Ao longo de minha vida acadêmica percebi que esse ambiente, infelizmente, está descolado do chão de fábrica, da realidade, da vida prática. Claro o pessoal da academia faz diversos projetos, e a pesquisa exige que se saia do campus. Mas quero dizer descolado da mente do povo. Diferentemente de fake news, piadinhas, fotos de gatinho, ciência é raridade na vida hoje. Vejo com enorme tristeza e raiva esse fato pois as coisas se espalham na internet, mas não tem espalhamento de ciência.

Acredito que grande parte da falta de ciência na sociedade seja por causa de meio acadêmico antiquado, engessado. Esse texto discorrerá sobre diversas considerações que ando pensando sobre melhorias no meio acadêmico. Vou dissertar sobre o porquê, sugerindo também mudanças concretas que se o leitor estiver no meio acadêmico já pode começar a fazer agora em sua vida. Já peço que critique, comente sobre esse texto, repasse para quem acha que deve ler pois quem perde é a sociedade, que fica menos educada, e o meio acadêmico, que é cada vez mais visto com elitista e que não serve para nada. A gente reclama de bolsa mas o público está pagando: MC muleke novo, Nova Anitta, novazueraAPP, essas coisas. Bem vamos lá.

Publicar

Como passar do tempo e o acumulo de conhecimento, o trabalho muda, as relações mudam, tudo muda. Pense como, antigamente, você faria para responder uma pergunta qualquer que viesse a cabeça. Você teria que ir para biblioteca pesquisar, ler, estar numa biblioteca mesmo, física, com os livros abertos em uma página de cada vez em uma mesa com materiais de escrita. Hoje não é necessário literalmente sair do quarto para fazer física teórica se a pessoa quiser. Até o aluguel de um supercomputador é possível para as simulações. Antigamente você precisava e se deslocar fisicamente pra fazer com que um mero programa que lesse “hello world” rodasse (já era difícil achar um lugar que tivesse um computador!). O Home Office hoje em dia é uma realidade(agora depois da covid então, nem se fala).

As novas tecnologias estão causando até transformações sociais, vide a reforma trabalhista que contempla essa classe do trabalho a distância. Porque, então, ainda fazemos ciência de forma era feita nos anos 60? Imagino que nessa época era complicadíssimo conseguir publicar um artigo e a comunicação devia ser lentíssima. Como pode haver hoje professores que imprimem artigos para seus alunos? Sério Xerox ainda hoje, e no meio universitário? O meme não vem por xerox, o vídeo de banho em Nutela não vem assim. No quesito fama, Dráuzio Varella, Stephen Hawking, esses você pode conhecer, aparecem na mídia o tempo todo. Agora eo(a) doutorando(a) da universidade mais próxima que você? Esses caras e essas moças sabem para caramba, serio, doutores(as) sabem muito, muito mesmo. Cadê esse conhecimento na sociedade? Cadê o compartilhamento com o povo? Sabe o que é mais estranho, o pessoal da academia é considerado “conhecido(a)” se a for em congressos e tiver um lattes gordo. Em tempos de 1000 amigos falsos no Facebook ainda se acredita que isso tenha impacto. Até deve ter se restringirmos o efeito na vida acadêmica do sujeito, mas e na sociedade? Não sou hipócrita e não peço para todo doutor(a) sair em uma cruzada de divulgação de ciência, mas custa posts em blog, um canalzinho no Youtube? Como eu gosto quando um professor fala de si mesmo, sua pesquisa, é um pessoal apaixonado pelo que faz, dá gosto de ver, e isso se perde assim mesmo? Ninguém fica sabendo? Acho que essa aura de isolamento deve mudar.

As obras então nem se fala. Vamos supor um TCC da Universidade que fica literalmente do lado de sua casa. Todo mundo lá precisa escrever o TCC então vamos estimar 50 TCCs por ano chutando baixo (ou seja, 50 livros de umas 100 paginas de conhecimento gerados por ano do seu lado do cidadão que nem sabe disso). De quantos as pessoas ficam sabendo? Provavelmente nenhum porque encontrar e ler um TCC é chato para caramba. Tudo bem pessoas como eu o que gostam de ciência ou estão na vida acadêmica podem até concordar que o formato do TCC, o jeito que ele é escrito e como é estocado estão até razoáveis, mas e o público em geral? Acho que não. Agora a piada do whatts é quase inevitável de se entrar em contato. Enquanto você tem que quase travar uma batalha para espalhar no mundo sua tese ou um artigo, a zuerinha do whatts é o contrário, chega a ter que se esquivar com todas as forças para não te atingir. Aliás o que vai atingir sua avó que acabou de ganhar um celular novo? A fake News ou o produto da sua formação? Pensa o povão, o ajudante de pedreiro, a empregada que mal sabe ler, o moleque funkeiro da lojinha, como esperar que esse povo entre em contato com a ciência?

O problema é sério, hoje a imagem de um(a) mestre, um(a) doutor(a) não tem força, você olha alguém com conhecimento e não parece uma pessoa importante, só “inteligente”, “esperto”. Não é para ser assim, creio que deveríamos admirar o conhecimento. Claro que um título não quer dizer tudo em si, mas ter chegado num nível de doutorado exigiu filosofia, critica, bastante leitura. Quanto menos conhecimento na sociedade, mais incompetentes a dirigirão. Não se dá valor, hoje, para quem “estuda MAS não trabalha”, só para os sujeitos “nossa graças a deus está trabalhando esse menino, uma hora era para largar esses estudos”.

Hoje o publicar mudou. No mundo antigo, onde as conversas eram feitas por cartas, colocar suas ideias em uma revista de papel que ficariam nas bibliotecas de algumas universidades com certeza fazia sentido. Alguém leria suas ideias e talvez entrasse em contato com você ou as espalharia. Hoje em dia, fico impressionado com como esse mundo não é tão diferente do mundo acadêmico, que funciona a e-mails, uma das formas mais lentas e improdutivas que se existem para se comunicar (sério, não conhecem o Slack? Trello? E outras mil ferramentas colaborativas? Tem empresas inteiras construídas com relações à distância e a ciência está no, e-mail? Hoje publicar é outra coisa. Publicar é um Tweet, um post no face, uma foto no Instagram, algo rápido e dinâmico, replicável, compartilhável, um vídeo de dois minutos no YouTube, e por ai vai. Não em uma revista fechada atrás de uma pessoa ou em formato chato de se ler, complicado, que ninguém quer ir atrás e é chato. Só de pensar no processo de entrar no site de uma revista e ler um artigo a pessoa já cansa.

Claro que não estou falando para a ciência virar piadinha de zapzap, com certeza não, mas qual seria o grande problema de um super especialista na área fazer um post de blog de dois parágrafos deixando o seu trabalho um pouco mais palatável? Vou citar alguns exemplos de grandes nomes que dedicam um pouco do seu tempo para divulgação:

Blog do DRAUZIO

https://drauziovarella.uol.com.br/

Textos voltado a divulgação da área de biologia e medicina. Drauzio Varella não é professor, até onde sei, mas tinha que trazer pelo estilo de escrita. Os posts dele são meu padrão ouro, se conseguir chegar nesse nível de concisão e clareza estarei feliz.

The 20% Statistician

http://daniellakens.blogspot.com/

Blog do professor Daniel Lakens. Um exemplo de um acadêmico que tem seu singelo blog. Uma curiosidade: Já lia os textos do prof. Lakens, depois descobri que ele tinha um curso no Coursera e agora estou fazendo. Lembrando, nunca vi o sujeito na minha frente, é (em minha opinião) uma autoridade na área (de psicologia e estatística) e tenho a oportunidade de fazer seu curso. Fica a dica.

@**Bigus_Digus**

https://twitter.com/Bigus_Digus

Twitter do professor Claudio. Escolhi esse Twitter por ser um meio de comunicação de um professor acadêmico. Acho uma tristeza mais professores(as) não usarem o Twitter.

Perfil do professor Todorov

https://www.facebook.com/joaoclaudio.todorov.7

Um perfil de Facebook. Por que não? Se a ideia for divulgar seu trabalho é melhor fazer uma página (o que é incrivelmente rápido e fácil) mas o professor Todorov tem se mostrado bastante ativo na plataforma em seus posts (que podem ser públicos se ele desejar), e como é uma lenda na área de análise do comportamento que ainda dedica um pouco de seu tempo para espalhar ciência no Facebook decidi citar como um exemplo nessa mídia.

Os trabalhos mesmo poderiam ser mais inteligentes. Que tal usar os meios digitais? Fazer um html mais dinâmico, com vídeos (pense quanto os vídeos ajudam a passar ideias), mais interatividade com apresentações e simulações como os Jupyter Notebooks por exemplo e mais simples que isso, textos de blogs pessoais mesmo que combinam vídeos com pequenos códigos para fazer gráficos e simulações. Veja como são mais interessantes e até didáticos. (Mais sobre (http://blog.stephenwolfram.com/2017/11/what-is-a-computational-essay/) e (http://setosa.io/ev/markov-chains/ ). Algumas revistas já levam em consideração tweets e posts em blogs como fator de impacto (consulte o semantic scholar para ver como é).

Por que não o pesquisador ter um blog junto com lattes quando entrar na faculdade? A vida acadêmica inteira só escutamos Lattes Lattes Lattes. Poxa poderíamos alimentar um canal direto com o público. Olha o canal do Siraj (https://www.youtube.com/channel/UCWN3xxRkmTPmbKwht9FuE5A). Esse youtuber já falou em seus vídeos algo muito interessante: Escreva sobre o que você está aprendendo. E esse pensamento realmente é de se levar em conta. Como seria interessante se a “elite acadêmica” compartilhasse um pouco do que aprende com o povo.

Agora alguém poderia falar “aí mas agora eu pesquiso, público, dou aula, ainda terei de escrever um blog”. Realmente, se isso for terrível para o professor é algo a se pensar, mas pense na massa de graduandos que poderiam escrever algo todo mês ou semestre por exemplo. E se para a formação em dada disciplina fosse pedido um mini TCC para publicação? Espalhar o conhecimento! Pelo menos publicaríamos de verdade, não para outros cientistas verem.

Por que apresentações à moda antiga na era digital?

E nas defesas de TCC/Mestrado/Doc/Pós Doc? Por que apresentações como se faziam nas academias em 1650? Parece que a única coisa inovadora chegou no meio acadêmico foram os slides, que aliás às vezes são bem mal preparados e chatos.

Essa parte á a mais fácil de corrigir (sim corrigir, pois creio que o modelo atual está claramente incorreto). Porque não fazer por exemplo uma pré apresentação em vídeo para a banca o que ajudaria muito o pesquisador já está cheio de coisas pra fazer e que tem que ler mais 200 páginas nossa semana? Liberando esse vídeo poderia gerar interesse na comunidade para ir assistir ou ler sobre e ajudaria o próprio meio acadêmico. Que tal resumir o trabalho em 2 minutos como este youtuber https://www.youtube.com/user/keeroyzst ?. Interessante pensar que hoje o equipamento mais barato imaginável em que um graduando usa para fazer seus trabalhos pode gravar esses vídeos que, vamos concordar, não precisam ser em 4K 60 FPS. Basta um PowerPoint, microfone e software para capturar a tela (se quiser fazer isso HOJE, basta baixar o OBS (https://obsproject.com/)

“Perguntas dos tuiteiros” em defesas, por que não? Por que não fazer como o roda viva ou qualquer programa hoje em dia? Colocar uma rápida sessão de perguntas do povo se ela estiver sendo apresentada online? Que tal fazer o óbvio, transmitir as defesas ou no mínimo gravar? Que tal as defesas acompanharem um post simples com o resumo da obra ou uma sessão de comentários acessível? Esse tipo de inovação não exige mais do que um perfil do programa de pós no Facebook e literalmente um celular velho num tripé (o som vai ficar terrível mas pelo menos tem gravação). Precisa de internet também claro.

Está difícil gravar vídeo? Tranquilo, conhece podcast? Se não de uma pesquisada que acho que vai entender na hora o que estou falando. Por que não gravar um áudio sozinho ou uma rápida conversa com o orientador sobre o trabalho? Ou apenas fazer um áudio da apresentação de TCC mesmo? Quão caro é anexar isso ao trabalho, como uma espécie de apresentação do próprio autor para o trabalho! Imagine que mágico ouvir o próprio Einstein, ou o Darwin falando rapidamente sobre sua obra! Imagine o quanto isso facilita o entendimento e pode gerar gosto pelo trabalho científico. É um recurso baratissimo que, lembremos, já marcou a história brasileira. Áudios do zap pararam a nação, e a comunidade acadêmica abre mão de simples gravações de áudio. Vai entender… Mas não, tem que encontrar o pesquisador num congresso ou caçar uma entrevista a algum meio de divulgação para sequer ouvir a voz do sujeito. Lembremos de vozes conhecemos: Bolsonaro, Lula, Nando Moura, Felipe neto. E a sua pós doc? Quem ouviu sua voz?

Poderia haver um departamento de divulgação também, um órgão dedicado à essa parte. Isso já acontece em alguns casos. Jornalismo da USP, da UFSCar e devem haver outros, mas poderia melhorar bastante.

E ai Capes? E ai Fapesp? Publicar é lattes ou impacto na vida do cidadão? A senhorinha vai entrar no face ou no site do programa de pós e ler a tese para se informar?

Novos meios de fazer ciencia:

Ciência popular

Nathanael Antonnioli. Esse texto poderia ser quase que dedicado a esse garoto já que foram seus vídeos que me motivaram a repensar o que chamamos de publicação. Quando vi uma de suas produções, vi o que pode ser uma “pesquisa popular”. O cara encabeça como se fosse uma mobilização para desmarcarar lendas da internet e sozinho também publica manuais sobre bitcoins, como programar e outros. O trabalho desse garoto é feito totalmente fora do meio acadêmico, até com equipes de pesquisa! E sem agencia de fomento!!! Uma mobilização popular para a verdade (um vídeo exemplo https://www.youtube.com/channel/UCGObNjkNjo1OUPLlm8BTb3A)

Esse ponto, confesso, é um pouco mais complicado. Tecnicamente quem quer, hoje, faz, e existem comunidades que discutem ciência bem a sério (reddit/Science eu acho o mais impressionante, mas há outros fórum). Há discords de ciência, conversas 24h mesmo, então essa será a menor parte do texto, não tem muito o que comentar, vai do interesse.

Vendo um programa de televisão me deparei com essa ideia. Por que não simplesmente contratar um pesquisador? Poderia haver uma plataforma para cadastro de cientistas. Por que não? Uma forma de aproximar o meio acadêmico do setor privado e do povo em geral. (http://g1.globo.com/economia/pme/pequenas-empresas-grandes-negocios/edicoes/2018/06/17.html#!v/6812501)

Outra grande inspiração para este texto foi este blog, também sobre pesquisa independente: http://www.gwern.net/index . Entra ai e olha quanta coisa o indivíduo “publicou”. Mas pera, não está em uma revista, então não é publicar. Não?

Ciência acadêmica

Tem algumas coisas nos métodos do ambiente universitário que me tiram do sério. Há inovações óbvias que acontecem em diversos meios (games, vídeos, programação) que parecem não chegar justamente no meio da “elite” do conhecimento!

Para começar, cadê o trabalho colaborativo? Inacreditavelmente cheguei no mestrado com uns gatos pingados conhecendo Dropbox e Google drive! Meu é 2018, que formação é essa que prepara o aluno para fazer prova boba ao invés e mudar o mundo? Não conhecer a Dropbox no mestrado é um crime. O mundo acadêmico ainda funciona no e-mail! Isso tem que mudar, sério…

E as normas desnecessárias? É estilo. Ciência não deveria ligar para trivialidades, por que tem centenas de padrões? Estamos na era digital, ta na hora de uma padronização mais organizada, baixa um formato LATEX ou um Word padrão e nem ter que pensar nessa perda de tempo. Cansei desse negócio de duplo espaçamento, letra 12. Vamos concentrar na mensagem. Aliás vamos falar a verdade, com o livro da ABNT sendo VENDIDO dá para entender por que essa palhaçada ainda existe (http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=86662)

Quanto ao financiamento, o assunto é extremamente cabeludo mas seria interessante repensar o caminho do dinheiro. Por que não “patrões” da ciência? Por que ainda hoje o sistema é: cidadão -> impostos -> governo -> [agência] -> cientista?

Por que não pode cidadão -> impostos -> governo -> [agência] -> cientista? Tipo um patreon, no estilo

“Oi gente, preciso de 200000 para testar droga X / Testar método de ensino X / Testar treinamento X, etc. e para isso queria sua ajuda. Contribua com tantos reais para estes benefício coisas no final do processo, e ainda te cito nos agradecimentos do trabalho!” Sério, cansei de agradecer à capes e a Fapesp. Vamos aproximar a ciência do cidadão, para ele falar “Eu banquei isso, olha que legal, contribui com a fronteira do conhecimento”.

E os congressos? Que tal mais reuniões online, fórum oficiais, conversas mais dinâmicas. Legal vamos nos ver carne e osso, muito bom, mas por que não já pré publicar algum vídeo o explicação antes do congresso, aberta, ou gravar as apresentações para divulgar. Imagine o tempo poupado se já chegássemos no evento conhecendo os outros ao invés de ficar explorando lá. Não gostou? Deixe com está mas o suporte online hoje é ridículo, há eventos que nem sério que nem pagina no FB do evento tem. Cadê a hashtag no twitter do evento? Cadê o subreddit ou fórum do evento? (se não sabe o que é subreddit visite agora https://www.reddit.com/r/science/ e veja a maravilha que é esse serviço)

E por que os artigos não são atualizáveis? É ciência, ela se constrói em cima dela mesma. Errata de publicação? Artigo complementar que demora mais 3 meses para sair? Por que não ir no artigo e o autor publica uma nota adicional lá mesmo. É 2018, por que fazer do pior jeito possível? Também sou a favor de uma publicação mais rápida, já uma versão inicial ou algo assim para que possa haver peer review desde o dia 1. Não conheço muito de como está acontecendo mas ouvi dizer que o ArXiv faz algo assim.

Outra coisa, entregar TCC no CD? Sério 2018 no CD? Comprar um CD para colocar um pdf? Nem preciso comentar.

(Um paragrafo adicional da atualização: Após o mestrado agora estou fazendo uma nova graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas. O que essa graduação e os estudos vem me mostrado é que a academia, alem de tudo que falei, tem um buraco grave na sua grade que é a programação. Talvez isso seja algo do tempo, provavelmente programar será materia basica em alguns anos, mas é inaceitavel que a academia não ensine PELO MENOS 1 lingua. Programar empodera muito o ser humano, e não é possivel sairem doutores(as) que não sabem programar. Essa foi uma critica mais técnica mas acredito que o modo como o mundo de programação funciona tem muito a ensinar. Na verdade as inspirações para esse texto foram de exemplos desse mundo, que geralmente tem muitos blogs, videos, projetos e documentações. Por exemplo a FAPESP poderia te forçar a fazer um mini relatorio, bem cara de Twitter mesmo, cobrar sei la 200 caracteres mensais sobre como esta sua pesquisa para registro publico. Não sei, uma idéia.)

Conclusão

Concluindo, é inaceitável que a ciência se feche sendo que podemos ver todo tipo de violência, sexo e babaquices online e a ciência deveria repensar seus meios, ela opera de forma lenta e ineficiente. Claro que quem quer vai atrás. Eu mesmo só entrei no mestrado pesquisando e gostando de ciência, mas não machuca forçar um pouco de conhecimento para o público, todos ganham com isso. Imaginem no futuro grandes youtubers professores pesquisadores (e mulheres também!). O que defendo é uma universidade mais atuante na internet, invadindo um mundo que está sendo dominado por extremismo e lixo. Explorem, vejam vídeos, andem pela web colegas.


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