Parte XIII: Série Epidemias em Santos — Gripe espanhola
Desde abril trouxemos diversas postagens que mostraram os grandes surtos epidêmicos da virada do século 19 para o 20, que fizeram com que…
Parte XIII: Série Epidemias em Santos — Gripe espanhola
![[1918.10.22] Correio Paulistano (SP). 22 out. 1918, p.3 [4]](https://miro.medium.com/v2/resize:fit:296/1*_GsyU2X8C8H-0QcxW7qYGA.jpeg)
[1918.10.22] Correio Paulistano (SP). 22 out. 1918, p.3 [4]
Desde abril trouxemos diversas postagens que mostraram os grandes surtos epidêmicos da virada do século 19 para o 20, que fizeram com que a cidade fosse comentada mundo afora como sendo um “Porto Maldito”. Com a melhora do estado sanitário de Santos, essa situação mudou. Porém, isso não fez com que novos surtos aparecessem. Para o encerramento da série, nesta última postagem trataremos sobre o último e mais forte surto ocorrido– e, também última pandemia antes da COVID-19.Trata-se da tão comentada Gripe Espanhola, que abateu diversas cidades brasileiras e correu o mundo entre 1918 e 1919.
Muito estudada nos portos do Recife (onde primeiro apareceu em território brasileiro) e do Rio de Janeiro, a “Hespanhola” pouco teve atenção de pesquisadores que estudaram a história da saúde e das doenças na cidade de Santos. De fato, também existem poucos registros. Talvez o relato mais longo seja o de Guilherme Álvaro.
Segundo o médico sanitarista, a influenza espanhola chegou ao porto de Santos em meados de outubro de 1918, trazida do Rio de Janeiro pelos navios de guerra “Floriano” e “Carlos Gomes”, tendo acometido inicialmente diversos oficiais de marinha e marinheiros. A gripe se alastrou rapidamente e, no início de novembro, todo o serviço estava parado ou desorganizado: no porto do café nada se movia.
Em fins de 1918 a doença já decrescia por “falta de combustível” tendo pelo menos dois terços da população sido acometida pela doença. Foram ao menos 853 mortes naquele ano somente para a gripe espanhola, pior cifra de mortandade na cidade para uma doença específica desde os surtos de varíola e febre amarela dos anos de “Porto Maldito”.
No entanto, Álvaro registrou que das cidades populosas, Santos foi a que menos foi atingida perto de grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. Talvez por isso poucos registros se encontre da doença na cidade, que ainda carece de estudos mais cuidadosos.
메타데이터
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