Escalando o processo de análise — parte 1: (acredite, não é magia)
“Mas, Lívia, como essa frase dita pelo cliente vira um insight?”

imagem gerada no Google Gemini
Escalando o processo de análise — parte 1: (acredite, não é magia)
“Mas, Lívia, como essa frase dita pelo cliente vira um insight?”
Garanto que não é mágica nem fruto das mentes criativas dos pesquisadores. 🙂
Um dos maiores desafios que encontrei ao incentivar e escalar a cultura de pesquisa na Americanas, onde atuei como líder de UX Research, foi desmistificar o processo de análise, tanto para os designers quanto para o restante do time de produto.
Percebi que muita gente via a análise como algo “intuitivo”, quase artístico. Se por um lado isso até gera um certo fascínio na audiência, também se transforma facilmente em descrença e afastamento. E nada pior para um pesquisador que ver seu trabalho parado, empoeirando no email…
Para sair desse local “inacessível”, fizemos algumas sessões para mapear dúvidas e dificuldades reais das equipes envolvidas. Entendi que documentar o raciocínio, deixando visível o porquê das decisões analíticas era o ponto primordial a ser trabalhado. Isso significa explicitar como categorizamos dados, por que agrupamos temas, o que foi considerado relevante, entre outros pontos.
A partir desses inputs, criei uma ferramenta estruturada para apoiar a síntese e análise: um template autoexplicativo, refinado em várias rodadas até chegar a um modelo prático. O template traz um passo a passo de como organizar e conectar dados, define uma taxonomia de termos e incentiva recomendações de próximos passos. Nada de Abracadabra.
Incluir não pesquisadores e capacitar designers, POs ou analistas a participarem da etapa de análise, com métodos simples e orientação clara, permite multiplicar a influência e atuação da equipe de pesquisa.
Os ganhos foram claros:
- Dados virando recomendações de maneira mais clara e ágil.
- Maior adesão dos stakeholders às recomendações de pesquisa (graças a um storytelling mais consistente).
- Redução de tempo na elaboração de relatórios (pelo reaproveitamento de conteúdo).
Aqui nesse segundo artigo conto sobre a parte prática do uso do template.
Você já viveu o desafio de escalar a análise no seu time? Usou algum framework pronto? Me conta a mágica que deu certo por aí. =)
메타데이터
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