NCT 2020 | NCT U: Misfit e… uau. Misfit.
É dia 9 de outubro de 2020 e a SM Entertainment lançou Misfit do NCT U, como uma de suas primeiras units essencialmente rappers. E uau…
NCT 2020 | NCT U: Misfit e… uau. Misfit.
É dia 9 de outubro de 2020 e a SM Entertainment lançou sua primeira unit essencialmente rapper desde… bom, eu não sei ao certo. Desde que entrei no k-pop nunca tive conhecimento de algo assim. E olha que isso foi há oito anos.
Bem, hoje foi o lançamento do track video de Misfit, uma das faixas do álbum Resonance pt. 1 do NCT 2020; pertencente ao NCT U, com os membros Mark, Taeyong, Jeno, Yangyang, Hendery, Sungchan e Johnny. Só pelos nomes já dá pra sentir a intenção com essa unit, né? Pois bem.
Sinceridade. Eu não sei o que falar sobre Misfit a não ser: uau. Acho que apesar das opções de rap na SM passarem a aumentar aos poucos –isso desde The 7th Sense, porque para mim, esse foi o ponto alto e começo de toda uma era no quesito rap nessa empresa–, eu nunca esperaria que algo assim saísse. Não estava nos meus planos de “coisas que eu veria ainda esse ano”. Mas saiu? E o pior: eu achei que foi completamente INCRÍVEL.
Achei que Misfit é uma música tão bem composta e tão bem produzida que finalmente pude apreciar raps que sempre pareciam estar “pela metade”. Um dos meus maiores exemplos é o Jeno. Sendo sincera mais uma vez, assim que abri as fotos teasers e me recordei da formação dessa unit, eu automaticamente me questionei “hm… mas por que não o Jaemin?”. Porque todos os raps do Jeno até agora se mostraram bons, mas sempre parecia… que faltava mais alguma coisa. Uma construção de linhas melhor? Uma troca de flow que mostrasse todo o potencial dele? Porque foi exatamente o que Misfit me entregou.
A primeira linha do Jeno me respondeu com simplicidade o porque não o Jaemin. E é claro que eu amaria ver o Jaemin nessa unit porque também sou apaixonadinha no rap dele –e no timbre–, mas enquanto Lee Jeno estava de boca aberta? Eu nem mesmo consegui me lembrar de Na Jaemin.
Yangyang e Hendery foram uma surpresa muito agradável. Até porque, mesmo depois de Love Talk (versão em inglês) e Turn Back Time (versão coreana), eles me provaram mais uma vez que não basta serem bons rappers só em mandarim e inglês, eles também conseguem ser tranquilamente rappers incríveis em coreano. Eu já esperava essa desenvoltura dos dois, é claro, porque acho que são rappers fenomenais no WayV –os versos de ambos em Turn Back Time são os que mais gosto de pensar para justificar meu pensamento, porque o flow do Yangyang é natural desde o debut e a precisão do Hendery é quase inacreditável–, mas não deixa de me surpreender como eles conseguem se superar a cada lançamento. Acho que esses dois são joias raras, de verdade.
Taeyong parecia pleno. Coeso. Como sempre se mostra desde as primeiras linhas dele em The 7th Sense –ou em Be Natural, porque aquele rap, viu… requer uma boa habilidade–. Acho que o rap dele foi balanceado e aquele misto de sonoridade com habilidade o suficiente para você se sentir confortável para prestar atenção em outra coisa: que nesse caso é o visual mais uma vez incrível dele. Eu gosto como o Taeyong consegue ser um ícone fashion sem se esforçar muito, porque acho que ele combina muito especialmente com os acessórios que o colocam. Mas a escolha da paleta, desde a cor do cabelo até a roupa –e não podendo deixar de fora as cores de esmalte nas unhas dele– me pareceu perfeita para que ele parecesse, mais uma vez, o center. E isso porque ainda acho importante falar de como ele anda se superando em cada take sozinho –mesmo que eu já ache que ele é um idol exemplar– porque as expressões que ele faz enquanto canta são suficientes para chamar atenção para coisas como, por exemplo, a articulação do rap dele. O cara é bom. Não tem o que falar.
Gostei das linhas do Johnny. Apesar de não carregar um rap muito sólido como os outros membros, achei que foi uma boa escolha tê-lo como uma melodia descontraída e gostosa. Porque é normalmente esse tipo de coisa que me vem à cabeça quando ouço o timbre do Johnny. Então achei que ele completou e balanceou bem o pacote dessa unit com a parte mais cantada e melódica, sem destoar do conceito, porque é Johnny Suh e esse homem não brinca em serviço, e também porque ele conseguiu ficar muito atraente segurando aquele microfone como se o pertencesse. Eu diria que pertence mesmo.
Mas dois menininhos conseguiram me surpreender mais do que o esperado.
Sungchan, é claro, porque acabei sendo surpreendida por um rap que por algum motivo não estava esperando. Calma. Eu sabia ele estava encarregado de fazer rap, mas não sabia que ele era rapper. Não esperava que o timbre dele fosse tão distinto da voz dele falando –porque estava bem acostumada com aquele vozeirão de menino-moço–, mas gostei muito do constraste! Achei diferente! O rap e o timbre me trouxeram alguns flashes –musicais?– do colaborador de Tony Montana, de Agust D. Parece que valeu a pena esperar pela primeira vez que veríamos seu potencial. Por fim, fiquei encantada com a confiança que ele mostrou em cada take sozinho, achei que ele me mostrou um menino muito diferente das fotos teaser. Com muito mais a oferecer. Provou que ele é, sim, o filho do Taeyong mesmo.
Mas é claro que eu precisava terminar com ele. E eu peço desculpas de antemão porque não consigo falar dele sem ficar completamente abilolada das ideias.
Mark Lee.
Mark Fucking Lee. Esse é o post.
Além de achar que esse ano foi mais um ano dele, todos os últimos lançamentos dos últimos meses só serviram para comprovar exatamente o meu ponto. Desde 100, com ponto culminante em Tiger Inside –porque aquela construção de rap foi algo que nunca tinha visto até hoje– e continuação com One –isso para não entrar no tópico Infinity, a track que ele comanda até o rap do Taeyong– e sem mencionar linhas lendárias como o rap de Kick It –ou de Sit Down e Mad Dog– e a transição de sussurro para voz de Punch, Mark Lee parece se superar. A cada. Comeback.
O que quero dizer com isso é que concordo quando dizem que o Taeyong é o líder do NCT. Porque não dá pra negar. Mas o Taeyong não é o líder da formação de Misfit. Porque ninguém conseguiu comandar essa música mais do que o Mark. Na minha percepção, Mark foi como o capitão de Misfit. Começa com ele, é claro, e em I’m a misfit eu já perco metade do meu rumo.
Mas nada conseguiu me avassalar com a mesma intensidade que a segunda linha dele fez. Que Mark Lee é o melhor rapper da SM? Isso eu sei muito bem. Mas que ele faria algo como aquela linha? Eu nunca esperaria. Especialmente porque esse tipo de troca de flow é algo que estava acostumada com o Taeyong –longas horas tentando aprender o rap de Be Natural com aquela última linha que troca de flow quase três vezes–, então quando ouvi aquele canadense tendo a coragem de reinventar –porque não consigo me limitar a interpretar– aquela linha… eu perdi tudo. E eu não consigo falar de quase nenhuma outra parte se não essa. Toda vez que ela toca, eu paro para admirar. Sério, foi uma surpresa além. Eu ‘tô sem rumo até agora.
Bem, agora que sei que vou passar o dia inteiro ouvindo essa música até que segunda-feira chegue e ela seja lançada integralmente, acho que esses são meus pensamentos sobre Misfit. Eu não esperava ser avassalada dessa maneira por uma track.
E é isso que eu tenho a dizer sobre ela: uau. Misfit. Uau, Misfit apenas.
SM conseguiu joias raras –num quesito que ela não dominava– com esses meninos.
메타데이터
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- 2026-07-28 19:00:09