QUANDO O BRASIL TINHA GOVERNO, EM 1973, JÁ SABIA QUE ERA RICO EM TERRAS RARAS.
Não estou falando dessas terras raras pelas quais o Trump está brigando com o Xi Jinping, estou falando de terras raras que graças a uma…

QUANDO O BRASIL TINHA GOVERNO, EM 1973, JÁ SABIA QUE ERA RICO EM TERRAS RARAS.

Não estou falando dessas terras raras pelas quais o Trump está brigando com o Xi Jinping, estou falando de terras raras que graças a uma instituição governamental criada pelo governo militar com clara visão de futuro, de Nação e não de mandato ou eleição e que, segundo a imprensa moderninha, foi golpe para uns ou revolução para outros.
O fato é que a Embrapa — Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, criada em 1973, é que tem sustentado todo o pujante agronegócio brasileiro até os dias de hoje. A Embrapa, essa estatal abandonada é a responsável pelo olho gordo de instituições famosas como as universidades: MIT, Princeton, Notre Dame, além de instituições como o Banco Interamericano de Desenvolvimento e até da ONU.

Se hoje o Brasil é considerado o celeiro do mundo, deve esse honroso título à Embrapa, depois da sua criação a produtividade agrícola brasileira teve um salto gigantesco com o desenvolvimento de “tecnologia tropical de ponta”. Para cada R$ 1,00 investido o retorno foi de R$ 17,00 graças a Embrapa, o Nordeste com suas terras áridas consegue ser exportador de frutas. Graças a essa estatal o Brasil é um dos pouquíssimos Países do mundo que consegue produzir três colheitas por ano.

Essa produtividade brasileira é que fez os produtores rurais europeus levarem 25 anos para assinar o acordo do Mercosul com a União Europeia, tão festejado pelo governo atual como obra sua, quando na realidade a obra foi da turma do golpe para uns e revolução para outros. Mas o fato atual é que essa joia das estatais brasileiras, quase todas afundadas em dívidas bilionárias, é um exemplo de trabalho sério que abriu mercados, bancou a dívida externa brasileira e vem sustentando o crescimento do Brasil.

Mas como tudo o que foi feito por outros governos não serve para o atual, a Embrapa vem sendo irresponsavelmente destruída. Há dez anos o custeio anual passava de R$ 800 milhões para as suas 43 unidades espalhadas por zonas de pesquisa e experimento.

Em 2024 caiu para R$ 250 milhões, com seus laboratórios atrasando contas de luz e pesquisadores pagando insumos com seu próprio dinheiro. Para um país cuja descoberta em 1973 de suas “terras raras” em produtividade e com isso transformando-se em liderança alimentar mundial, rompendo a “burrocracia”, com envio maciço de pesquisadores ao exterior, autonomia cientifica e cooperação internacional, o que nos trouxe a qualificação internacional de potência global no agronegócio.

Eliseu Alves, que nem militar era, fez parte do grupo de pesquisadores e economistas que conseguiram ver a importância da tecnologia tropical de pontas para agronegócio. Eliseu Alves aposentou-se da Embrapa em 2023, aos 92 anos empolgado com o crescimento do agronegócio brasileiro e entristecido pelo que nos reserva o futuro sem uma visão técnica, sem estratégia ou simplesmente sem visão.


메타데이터
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