parte 14 — um pequeno desabafo
Os últimos dias têm passado tão rápido. Já vivi tantas coisas recentemente, mas, ao mesmo tempo, tudo parece uma memória distante. Às vezes…

parte 14 — um pequeno desabafo
Os últimos dias têm passado tão rápido. Já vivi tantas coisas recentemente, mas, ao mesmo tempo, tudo parece uma memória distante. Às vezes chego a me questionar se tudo realmente aconteceu…
Acontecem coisas boas e não tão boas o tempo todo, e uma coisa que eu aprendi é que, quando algo me chatear, eu posso me permitir sentir — e sentir com profundidade, sem precisar parecer forte e bem o tempo todo.
Nossos sentimentos são como o clima: mudam o tempo todo. É só questão de tempo, questão de paciência.
Saber disso acalma meu coração, porque eu sei que a dor passa, a angústia passa… e coisas boas acontecem. Sempre acontecem.
Vivo uma vida tão confortável hoje, na qual me sinto tão privilegiada, e às vezes é fácil esquecer como as coisas já foram antes — ou como ainda poderiam ser, se eu não tivesse me esforçado e corrido atrás dos meus próprios objetivos.
Eu tenho essa tendência de me diminuir e achar que nada do que eu faço é relevante ou genial. Como se tudo o que eu fizesse não fosse nada demais. E não valorizo a minha própria evolução e o quanto eu sou capaz.
Acho que, desde nova, sempre tive isso. Sempre duvidei de mim e sempre acreditei que precisava ser de um certo jeito para ser inteligente ou algo considerado extraordinário.
Acontece que podemos ser extraordinários dentro das nossas próprias vidas, sem depender de ninguém para dizer o que somos ou deixamos de ser.
Eu não sei por que costumo fazer esse tipo de coisa. Hoje mesmo, meu marido disse que sou uma das pessoas mais inteligentes que ele conhece, e eu não consegui acreditar — ou acreditei, mas com ressalvas. Como se fosse exagero dele só por ser meu companheiro.
Mas por que é tão difícil acreditar que eu posso, sim, ser inteligente e esperta, capaz de ser algo além? Mas, ao mesmo tempo, sem me comparar com ninguém — porque cada pessoa é um ser, e ninguém precisa ser comparado aos outros.
Vivemos acreditando que precisamos sempre dar mais, nos doar mais, ser sempre a nossa melhor versão. Mas, ao mesmo tempo, isso é tão cansativo… Quando que essa versão vai ser boa, então?
Eu acho que eu só preciso ser a minha melhor versão hoje. E amanhã é outro dia.
Contanto que eu saiba que estou fazendo o possível para acreditar em mim mesma e confiar que coisas boas estão por vir, porque é isso que me faz seguir em frente e aproveitar o hoje.
Porque quem sabe até quando eu terei o amanhã, não é mesmo?
— Renai Written in Portuguese. Quarto 19.
메타데이터
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