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A geopolítica do Ártico: Disputas territoriais e o futuro da governança polar

Introdução

FEA Internacional · 2025-03-31 11:57 · 33 claps · 11.6 min read
#artic #geopolitics #ártico #geopolítica #russia
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A geopolítica do Ártico: Disputas territoriais e o futuro da governança polar

Introdução

O Ártico é uma região de vasta importância estratégica, em especial por suas riquezas naturais e enorme potencial produtivo, que despertam o interesse geopolítico e econômico de diversas potências mundiais, não somente aquelas próximas à região. Nesse contexto, em 2001, o Heidelberg Institute for International Conflict Research caracterizou a região como zona de conflito latente, isto é, como sendo palco de disputas territoriais e por recursos. (BAPTISTA, 2015)

Esse interesse no Círculo Polar não se trata de algo recente, já no século XX havia registros de disputas na região, motivadas pela caça comercial às baleias, uma atividade impulsionada pela demanda pelo óleo extraído desses animais. Contudo, em 2008 houve uma mudança significativa no cenário devido a uma publicação realizada pelo US Geological Survey, USGS, um órgão de pesquisa geológica americano que detectou quantidades alarmantes de petróleo e gás natural na região, afirmando que até um quarto (25%) das reservas mundiais estão localizadas ali. De acordo com o USGS, a região tem cerca de 13%, 30% e 20% de petróleo, gás natural e gás líquido não descobertos no planeta, respectivamente. Essa pesquisa chamou a atenção de muitos Estados, que direcionaram seus olhares, esforços e investimentos para o Ártico e passaram a buscar ali uma riqueza ainda inexplorada.

Além da abundância de recursos energéticos, as mudanças climáticas têm ampliado ainda mais a importância econômica e geopolítica do Ártico. A catástrofe ambiental tem acelerado o derretimento das geleiras e, principalmente do chamado “permafrost”, camada do solo que permanece congelada, assim expondo partes do terreno passíveis de exploração petroleira e de gás natural, facilitando sua extração.

De acordo com um estudo publicado pela revista científica “Nature Climate Change”, existem previsões que afirmam que até 2035 (daqui apenas 10 anos) a região ártica terá perdido todo seu gelo permanente, de forma que, durante o verão, suas águas estarão completamente descongeladas. (BORUNDA, 2020). Esse aumento crescente das temperaturas, que resulta no derretimento do gelo da região polar e na “desobstrução da passagem”, abre espaço para novas rotas comerciais, como a Passagem do Nordeste, ao longo da costa russa, e a Passagem do Noroeste, entre as ilhas canadenses. Essas passagens encurtariam distâncias e reduziriam os custos de transporte entre o Oceano Atlântico e o Pacífico, tornando-se uma alternativa viável para o comércio global.

Passagens marítimas no Ártico — Czesław Dyrcz

Passagens marítimas no Ártico — Czesław Dyrcz

Ademais, é válido ressaltar que a região Ártica também é rica em recursos como chumbo, zinco, ouro, prata, níquel, urânio e diamantes. (COHEN, 2011)

Assim, tendo em vista todas essas vantagens encontradas nessa região, tais como o alto potencial energético e a existência de novas rotas comerciais mais baratas, o interesse acerca do Ártico tem crescido de maneira exponencial, ocasionando, portanto, no aumento das tensões acerca do local. A região tem sido palco de uma complexa disputa de poder, envolvendo diferentes atores e interesses conflitantes. De um lado, países como Rússia e Estados Unidos têm ampliado sua presença e influência por meio de estratégias que incluem, entre outros fatores, a militarização da região. Por outro lado, planos de escavação (cada vez mais comuns) encontram resistência por parte de grupos ambientalistas, que apontam para os riscos que a exploração traz ao meio ambiente. Além disso, a própria definição da soberania sobre partes do território ártico ainda é algo nebuloso e é motivo de disputas jurídicas e diplomáticas, envolvendo tanto os Estados costeiros, quanto outras potências interessadas em garantir sua influência.

Todos esses fatores refletem a alta complexidade mediante a geopolítica do Ártico, marcada por inúmeras variáveis. A exploração de recursos naturais, a abertura de novas rotas comerciais e a militarização da região fazem com que o Ártico deixe de ser apenas um território inóspito para se tornar um ponto de convergência dos interesses globais, cujas implicações podem redefinir a geopolítica internacional nas próximas décadas.

Geopolítica do Ártico

Tendo em vista o cenário de interesses emergentes e cada vez mais latentes na região do Ártico, os países que mais têm se movimentando a fim de garantir sua posição no local são principalmente aqueles que possuem partes do seu território localizadas no Ártico, tais como Canadá, Estados Unidos (via Alasca), Rússia, Islândia, Noruega e Dinamarca (via Groenlândia), e que, por meio das Zonas Econômicas Exclusivas (ZEEs), podem explorar os recursos da região. Entretanto, países não-árticos, como a China, também têm direcionado investimentos e recursos para consolidar sua influência no local, de forma que isso poderia alterar toda a dinâmica da geopolítica global nos próximos anos. (AGIUS, 2025).

ZEEs e recursos naturais no Ártico — Lima Charlie News

ZEEs e recursos naturais no Ártico — Lima Charlie News

Em 1996, foi estabelecido o Conselho do Ártico, um órgão intergovernamental que tem como objetivo promover a cooperação entre os países membros acerca de questões que envolvam a região ártica, como desenvolvimento sustentável, segurança na região e meio ambiente. São oito países membros: Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e Estados Unidos. Contudo, acontecimentos recentes têm estremecido a relação política entre tais Estados, dentre os quais cabe citar a guerra entre Rússia e Ucrânia e a insistência americana na anexação do território da Groenlândia sob sua soberania. Esses fatos vêm dificultando o consenso entre os membros e têm enfraquecido a missão de cooperação do Conselho, resultando, portanto, em um aumento da competição entre potências pela consolidação da influência e poder sobre o Ártico. (AGIUS, 2025)

Com a eleição de Donald Trump em 2024, o líder americano tem adotado algumas posturas que demonstram seu interesse no Ártico e o potencial econômico da região para os EUA. Dentre essas posturas, cabe citar o desejo pela tomada da Groenlândia, atualmente sob controle da Dinamarca. Trump, por meio de seus discursos, tem fortalecido os movimentos pela independência. “Se a Groenlândia se tornasse de fato um estado americano, o controle do território ampliaria a presença militar dos EUA, limitaria a influência de rivais como China e Rússia e garantiria acesso às significativas reservas de minerais críticos, como terras-raras, essenciais para tecnologias verdes e sistemas de defesa.”. (PATRICK, 2025).

Além disso, em 2019, o governo aprovou o “Strategic Outlook for the Arctic”, documento no qual são determinados os principais objetivos acerca da exploração do Ártico e como esta se dará. Vale ressaltar também que essa estratégia foi atualizada em 2022, em especial pelas mudanças na geopolítica mundial, como a Guerra Rússia-Ucrânia. O novo plano apresenta quatro áreas principais: segurança nacional, mudança climática e proteção ambiental, desenvolvimento econômico e cooperação internacional.

No entanto, esse interesse estratégico é acompanhado de medidas contraditórias por parte do presidente, como por exemplo o desmantelamento da Comissão de Pesquisa do Ártico dos EUA (International Arctic Science Committee), responsável por estabelecer a política nacional de pesquisa científica no local. Essa atitude poderá custar caro ao país, especialmente no que tange a cooperação de aliados como Canadá e Noruega. (PATRICK, 2025).

A China, por outro lado, tem adotado uma posição distinta à estadunidense, consolidando seu avanço em direção ao Ártico de forma cada vez mais rápida, como por exemplo ao se estabelecer como observador no Conselho Ártico. O país asiático enxerga o potencial energético da região e, especialmente, o surgimento de novas rotas comerciais como peças essenciais para sua política e para o fortalecimento da Nova Rota da Seda, sinalizando seu interesse na construção de uma Rota da Seda Polar. No livro branco chinês publicado em 2018, “Política do Ártico da China”, o país deixou bem evidente sua atenção à região polar, prometendo explorar oportunidades e enfrentar os desafios da região.

Assim, a China tem buscado se estabelecer no local por meio de pesquisas científicas, exploração dos recursos ali existentes e por meio do investimento em infraestrutura, além de buscar parcerias, principalmente com o governo russo. Na última década, o governo chinês já investiu mais de US$90 bilhões na região. Ademais, a parceria com a Rússia se demonstra muito produtiva para o país, especialmente devido às vantagens legais decorrentes das Zonas Econômicas Exclusivas russas acerca do Ártico, que se estendem por mais de 200 milhas náuticas. Essa parceria se dá, por exemplo, por meio do Projeto Yamal LNG, que visa a exploração de gás natural e petróleo e que vende para a China parte do que é extraído.

O principal foco russo, apoiado pelos chineses, é a Rota do Mar do Norte, que viabiliza uma rota comercial que conecta o Atlântico ao Pacífico, passando pela costa da Rússia, sendo uma alternativa ao Canal de Suez. Os estudos do Nature Climate Change (2020) sugerem que, até 2035, essa rota poderá ser totalmente utilizável para o transporte de mercadorias devido ao aumento das temperaturas e ao desaparecimento de importantes camadas de gelo polar. Para tanto, o Estado russo tem estabelecido uma presença militar significativa na região, tendo a maior frota de navios quebra-gelo.

Em 2020, o governo aprovou o “Strategy for Developing the Russian Arctic Zone and Ensuring National Security through 2035”, que determina a estratégia a ser usada pelo país para aumentar sua influência e sua presença na região polar, de forma que são especificados diversos projetos para exploração de petróleo, de minerais sólidos e, especialmente, de gás liquefeito (GNL). Ainda que a Guerra entre a Rússia e a Ucrânia tenha desacelerado os projetos de expansão polar, seja pelo desvio do foco, seja pelas sanções sofridas, o governo continua despendendo esforços e investimentos para a região, assim, continuando a expansão da presença russa.

Outros países, como a Noruega e o Canadá também reforçam sua presença no Ártico das mais variadas formas, no entanto, ainda não apresentam uma força tão impositiva nessa disputa por influência. O Canadá por exemplo, detém praticamente todo o poderio relativo à Rota do Noroeste devido às ZEEs, contudo, essa rota ainda não é amplamente utilizada, justamente por se manter congelada por um longo período de tempo no ano, o que acaba por limitar o poder desse país na região.

Bases militares russas na região polar — Lima Charlie News

Bases militares russas na região polar — Lima Charlie News

O cenário supracitado, de interesses amplos e diversos, abriu espaço para uma “corrida do Ártico” e uma nova espécie de Guerra Fria da região polar, na qual os Estados buscam aliados e despendem verbas astronômicas, investindo-as em infraestrutura e pesquisa. Um outro elemento importante desse quebra-cabeça é o movimento de militarização do Ártico, protagonizado especialmente pela Rússia, que tem investido na construção de bases militares.

Entretanto, é preciso reforçar que além dos interesses internacionais, na região do Ártico habitam cerca de 4 milhões de pessoas, das quais 10% são indígenas, que tentam conservar suas tradições e cultura frente a expansão massiva e rápida de potências globais. Nesse sentido, esses povos não apenas têm encontrado dificuldades para resistir às mudanças climáticas, que fragilizam as produções locais e dificultam a sobrevivência, como também precisam lutar contra a dominância de países como a Rússia e os Estados Unidos na região, que muitas vezes não levam em conta esses povos na tomada de decisões.

Perspectivas futuras

As perspectivas futuras acerca da geopolítica no Ártico depende de muitos fatores geopolíticos, econômicos e ambientais. Em especial, cabe citar o derretimento acelerado das geleiras e a previsão do desaparecimento do permafrost até 2035 como fatores que aceleram as disputas entre as potências e são determinantes para o direcionamento das políticas de países como EUA, China e Rússia.

A existência de uma “Guerra Fria Polar” reflete também uma corrida para obtenção de poder e influência. Por esse motivo, a Rússia, por exemplo, revitalizou suas bases militares, realizou testes de armas na região e vem desenvolvendo projetos para a exploração das riquezas naturais do local. Os EUA, por sua vez, mantêm a base aérea Pituffik na Groenlândia, região de grande interesse do país. Já o Canadá anunciou investimentos significativos em segurança ártica, incluindo a criação de novos consulados e o recrutamento de comunidades indígenas para atividades de vigilância, além de estabelecer um acordo com a Austrália para desenvolver um novo radar no Ártico. (GRIDNEFF, 2024).

Outrossim, também é importante ressaltar os inúmeros desafios climáticos que deverão ser enfrentados nos anos futuros no Círculo Polar. O aquecimento global não apenas facilita o acesso ao Ártico, mas também apresenta riscos ambientais significativos, visto que o derretimento do gelo pode levar a desastres ecológicos, afetando comunidades locais e ecossistemas frágeis. Além disso, a crescente ocupação e exploração das riquezas naturais também podem impactar negativamente o Ártico, afetando a vida marinha e terrestre.

Em vista disso, o futuro do Ártico dependerá da capacidade das nações em equilibrar seus interesses econômicos e estratégicos com a necessidade de cooperação internacional e preservação ambiental. Assim, ressalta-se a importância de órgãos como o Conselho do Ártico, que busca estabelecer a paz na região, além de fortalecer a cooperação construtiva entre os Estados.

Conclusão

Frente aos fatos apresentados, é possível dizer que o Ártico é uma região de grande relevância e interesse internacional, na qual existem tensões crescentes e que podem transformar o local em um palco de conflitos geopolíticos. O líder soviético, Gorbachev, em um discurso em Murmansk, no dia 1º de outubro de 1987, afirmou que:

O Ártico não é apenas o oceano Ártico, mas sim as partes norte de três continentes, Europa, Ásia, e América. É o lugar onde três regiões se encontram, a Eurásia, a Norte Americana e o Pacífico Asiático, onde as fronteiras se aproximam umas das outras e os interesses dos Estados pertencentes a blocos militares mutuamente opostos e os não-alinhados se cruzam (…) Deixe o Norte do globo, o Ártico, se tornar uma zona de paz. Deixe que o Polo Norte seja um polo de paz. (VILELA, 2017)

Esse discurso elucida que, antes mesmo de serem descobertas inúmeras riquezas naturais na região, o Ártico já era considerado um local com interesses conflitantes. Nesse sentido, as disputas atuais são um reflexo da crescente valorização da região, devido às mudanças climáticas e ao potencial econômico dos recursos naturais. O degelo progressivo da calota polar não apenas facilita o acesso a novas reservas de petróleo, gás natural e minerais estratégicos, mas também viabiliza novas rotas marítimas, reduzindo custos e distâncias no comércio global. Como consequência, os interesses de diversas potências convergem para essa área, resultando no aumento da presença militar e na intensificação das tensões diplomáticas.

Nesse contexto, a cooperação internacional se torna fundamental para mitigar riscos e estabelecer diretrizes claras para o uso sustentável da região. A atuação de organismos como o Conselho do Ártico, a elaboração de tratados que regulamentem a exploração de recursos e a definição de zonas de desmilitarização são alternativas para evitar que o Ártico se torne um novo epicentro de rivalidades estratégicas. No entanto, a eficácia dessas iniciativas dependerá do compromisso dos países envolvidos em priorizar o diálogo e evitar medidas unilaterais que possam comprometer a estabilidade da região.

Isadora Pimentel Carvalho

Referências

A NOVA “Rota da Seda Polar” da China no Ártico e Suas Implicações. Atlas Report, 21 mar. 2025. Disponível em: https://atlasreport.com.br/a-nova-rota-da-seda-polar-da-china-no-artico-e-suas-implicacoes/ Acesso em: 23 mar. 2025.

AGIUS , Matthew. Ártico em perigo, entre geopolítica e mudanças climáticas. Deutsche Welle, 17 mar. 2025. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/%C3%A1rtico-em-perigo-entre-geopol%C3%ADtica-e-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas/a-71952352. Acesso em: 22 mar. 2025.

ARCTIC Council. Disponível em: https://arctic-council.org/. Acesso em: 22 mar. 2025.

ÁRTICO tem 1/4 do petróleo do mundo, diz pesquisa. BBC NEWS Brasil, 24 jul. 2008. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2008/07/24/artico-tem-14-do-petroleo-do-mundo-diz-pesquisa.htm. Acesso em: 22 mar. 2025.

BAPTISTA, Ana. O Ártico: Geopolítica e desafios transnacionais. Revista científica Academia da Força Aérea , p. 50–67, 2015. Disponível em: https://www.academiafa.edu.pt/paginas/revcientif1571214007_footer1571213530_352academiafa/ficheiros/revcientif/revista-cientifica-afa-n5_2677.pdf#page=50. Acesso em: 22 mar. 2025.

BLAU, John. New Cold War?. Deutsche Welle , 12 dez. 2013. Disponível em: https://www.dw.com/en/a-new-cold-war-in-the-arctic/a-17290633. Acesso em: 22 mar. 2025.

BORUNDA, Alejandra. Gelo marinho que cobre o Ártico durante os verões poderá desaparecer até 2035. National Geographic , 5 nov. 2020. Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2020/08/gelo-marinho-que-cobre-o-artico-durante-os-veroes-podera-desaparecer-ate-2035. Acesso em: 22 mar. 2025.

DE HERNÁNDEZ, Silvia. La importancia estratégica del Ártico en la geopolítica. Relaciones Internacionales, 3 nov. 2021. Disponível em: https://www.scielo.org.ar/pdf/relin/v30n61/1515-3371-relin-30-61-159.pdf. Acesso em: 23 mar. 2025.

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GRACEFFO, Antonio. China and Russia Arctic Policy Convergence? Shifting Geopolitics in the North. Geopolitical Monitor , 14 out. 2024. Disponível em: https://www.geopoliticalmonitor.com/china-and-russia-arctic-policy-convergence-shifting-geopolitics-in-the-north/. Acesso em: 23 mar. 2025.

GRIDNEFF, Ilya. Canada bolsters Arctic security to counter Russia-China threat. Financial Times, 6 dez. 2024. Disponível em: https://www.ft.com/content/2e95840e-a92b-4026-9bf6-f0e065ab44cf?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 23 mar. 2025.

PATRICK , Igor. Sandice ou não, EUA ficam para trás enquanto China avança sobre o Ártico: A Donald Trump falta coesão para que seus planos para o território sejam levados a sério; para Pequim, não falta nada. Folha de São Paulo, 21 mar. 2025. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/igor-patrick/2025/03/sandice-ou-nao-eua-ficam-para-tras-enquanto-china-avanca-sobre-o-artico.shtml. Acesso em: 23 mar. 2025.

QUEM são os donos do Ártico e por que é polêmico explorar seus recursos. BBC NEWS Brasil, 14 maio 2022. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-61297451. Acesso em: 23 mar. 2025.

VILELA, Igor. A Guerra Fria sobre o Ártico. MINIONU, 2017. Disponível em: https://minionupucmg.wordpress.com/wp-content/uploads/2017/06/guia-de-estudos-ca-2018.pdf. Acesso em: 22 mar. 2025.


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