A cidade, Dona Flor e seus dois maridos
A leitura de Dona Flor e Seus Dois Maridos me comoveu como se tivesse 17 anos de novo. Naquela altura, era mais aberto ao encanto e isso me…

A cidade, Dona Flor e seus dois maridos
A leitura de Dona Flor e Seus Dois Maridos me comoveu como se tivesse 17 anos de novo. Naquela altura, era mais aberto ao encanto e isso me servia de combustível na vida prática. Hoje, mesmo com os empecilhos do mundo e do homem para que essa mágica aconteça, Jorge Amado deu um jeito.
A poesia do seu texto não precisa se distanciar da realidade para fantasiar; ela é acessível, hipnótica. As palavras vão surgindo como fogos de artifício, emitindo figuras e sons ao mesmo tempo familiares e surpreendentes.
A história, apesar de sua dose sobrenatural, é facilmente relacionável, especialmente por tratar da dualidade humana em seu cerne. Muitas vezes parece real pela descrição precisa dos lugares e do espírito de Salvador, além de colocar frente a frente suas criações e seus amigos.
Ler o livro morando em seu cenário mudou meu jeito de estar na cidade e na vida. Tomando Adélia Prado como referência, é como se Jorge Amado me devolvesse a poesia: olho pedra e vejo ladeira por onde desfilaram Florípedes, Vadinho e Teodoro.
메타데이터
- post_id
- e4b31e80a2f6
- slug
- reflexões-sobre-dona-flor-e-seus-dois-maridos-e4b31e80a2f6
- url
- https://medium.com/medium-brasil/reflex%C3%B5es-sobre-dona-flor-e-seus-dois-maridos-e4b31e80a2f6
- canonical_url
- https://medium.com/medium-brasil/reflex%C3%B5es-sobre-dona-flor-e-seus-dois-maridos-e4b31e80a2f6
- author_url
- https://medium.com/@heelder
- status
- ok
- fetched_at
- 2026-08-22 23:20:34