6 de dezembro de 2023
Hoje aconteceu a minha última prova de Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem (ainda me empanzino a cada vez que falo esse nome que…
6 de dezembro de 2023
Hoje aconteceu a minha última prova de Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem (ainda me empanzino a cada vez que falo esse nome que, a meu ver, é desnecessariamente grande). Ainda teremos um último encontro de despedida, segunda-feira, dia 11. Porém, diário meu, tu bem sabes como funciona a nossa relação: diário é o pior adjetivo possível para o meu processo de escrita. Escrevo quando há vontade, desejo. Se me ausento de ti por muito tempo, nem mais te passas a ideia de que algo sério me ocorreu, e suspeito que tampouco sintas a minha falta. Sabes que, quando a centelha da criação em mim voltar a arder, retornarei ávido ao teu encontro.
Não sei como estarei na segunda. Portanto, escrevo hoje!
Não registrarei o que aprendi ou o que estudei. Não é o tipo de coisa que busco, ao recorrer às minhas antigas anotações. Registrarei, portanto, seis nomes, que de alguma forma sintetizam a minha experiência com essa disciplina: Gabriella, Grazy, Júlia, Mateus e Lilian. Não se preocupe, caro leitor, eu não esqueci ninguém. Aqui, cabe apontar que “Mateus” está no plural, visto que dois dos indivíduos que aqui listo compartilham esse nome. Inclusive, aponto o chiste que o destino me pregou: qualquer um dos outros nomes tem um plural claro e evidente. Se eu escrevesse “Gabriellas” ou “Júlias”, ainda que isso provocasse certa estranheza em meus leitores, todos eles entenderiam que há duas ou mais pessoas com esse nome. Entretanto, foi o nome Mateus que veio a se repetir. Enfim…
Grazy e Gabriella — Gabi por costume e Gabriella por convenção — são garotas simpáticas, predominantemente alegres e que estudam química, o que talvez se configure como o seu maior defeito. Sentirei falta de suas risadas, vívidas e contagiantes! Mateus Fonseca (aqui recorro ao sobrenome para conferir-lhe individualidade) faz educação física e, em todos os sentidos, me pareceu ser um bom rapaz. Trouxe-me lembranças de Isaac, com quem fez o tiro de guerra, o que, por si só, fez-me feliz! Mateus Zilio e Júlia são dois colegas beletristas, o que já indica a boa índole de ambos. Não me estenderei ao falar deles, visto que nossa convivência provavelmente não morrerá aqui. O último nome merece um parágrafo só seu.
Lilian é, arrisco dizer, uma das pessoas mais doces que encontrei em minha breve existência. Seus trejeitos suaves, sempre acompanhados de uma voz afável e um sorriso afetuoso, tornavam, muitas vezes, a sala de aula um lugar mais aconchegante que minha própria casa (Não. Não há nenhum exagero nessa afirmação). É notável que os outros cinco, que citei acima, tiveram sua parcela de participação na criação de tal ambiente. Porém, foi Lilian, e ninguém mais, que atuou como o demiurgo desse universo. Ela figura entre os seletos professores que ainda habitarão a minha memória, por longos e longos anos. Entretanto, um ponto difere a mesma dos demais: enquanto aos outros dedico respeito, a ela também o faço, mas colocando junto uma boa pitada de carinho!
Talvez, algum dia, eu atinja um nível de tamanha abnegação e altruísmo a ponto de desejar o bem para toda e qualquer pessoa na terra. Ainda não cheguei a esse nível e, sendo bem sincero, não é sequer algo que eu anseie. Entretanto, a essas seis pessoas, eu desejo o bem! Afinal, não se pode desejar nada além do bem àqueles que muito lhe fizeram bem.
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