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Felipe

Marquei um encontro com um cara chamado Felipe. Conheci ele por acaso, ele pediu meu número através do amigo e eu disse sim. Achei meio…

Hera P. Cali · 2023-10-15 21:28 · 0 claps · 8.5 min read
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Felipe

Marquei um encontro com um cara chamado Felipe. Conheci ele por acaso, ele pediu meu número através do amigo e eu disse sim. Achei meio patético e por isso julguei quase inofensivo. Conversamos um pouco pelo celular, enrolei ele duas semanas. Um dia, entre uma conversa meio morna sobre música, ele usou como gancho quando comentei que costumava sair para ir ao samba com amigas e me chamou para sair numa espécie de combinado:

  • Eu tenho uma proposta: o dia que for melhor para você, eu te levo em um restaurante que gosto bastante e você me leva em algum samba que não seja do Bexiga, pode ser?
  • Mas se você gosta de samba, porque não vai nas rodas?
  • Ah, um erro de rota. Mas cheguei a ir em algumas quando morei no Rio, aqui em São Paulo ficou mais difícil mesmo. Estou tentando resolver isso. Pensei um pouco antes de responder. Pensei em um samba tranquilo e que não conhecesse tanta gente. Cheguei a conclusão que teria que sacrificar um sábado com as minhas amigas.
  • Tudo bem, podemos. Sábado tem um samba que começa às 21h na Zona Norte, ele costuma ser bom.
  • Posso ir te buscar às 18h então?
  • Sim e na pontualidade paulistana.
  • Agradeço a preferência. O papo morreu por alguns dias. Um dia antes, Felipe me mandou um meme e me perguntou se estava de pé o encontro pro dia seguinte. Disse que sim e nesse ponto estava um pouco curiosa. Ele não era de mandar mensagem, nem de querer saber de mim. No sábado quando comecei a me arrumar, não sabia com que roupa ir, passei o dia cozinhando e hidratando a pele antes de olhar o guarda-roupas. Escolhi um vestido e uma jaqueta maior que o vestido, se eu tivesse sorte, não faria tanto frio no restaurante.

Felipe havia alugado meus pensamentos durante o dia. Não sabia o que esperar, embora sendo amigo de quem era, eu imaginava que os movimentos seriam atenciosos, como estavam sendo. Cogitando em apagar a conversa e o numero dele depois desse encontro, só para poder provar para mim um ponto. Dei por mim que eu nem tinha colocado os sapatos ainda. Atormentada e devorada pelos meus pensamentos, conferi minha imagem no espelho. Gostava do que via, mas me sentia um pouco desesperançosa. No canto dos meus olhos, me assustei com o desânimo e sacudi a cabeça como quem tira o pó assentado e cantarolei “Se acaso me quiseres, Sou dessas mulheres que só dizem sim”. Pedi a Alexa que colocasse a música, como um mantra, eu queria manter em mim eu mesma, como quem sai, mas volta. Uma pena a Luisa Sonsa e Chico terem tentado estragar essa música.

Felipe chegou quase pontualmente, coloquei o perfume e desci. Com a janela abaixada, Felipe olhava lá de dentro com a luz do celular iluminando o seu rosto. Ele ouvia Frank Ocean baixinho no carro e sorriu quando entrei. Conversamos amenidades e depois ele me contou a história de um dos bairros mais caros de São Paulo. Quando perguntei sobre o restaurante, ele disse que era o seu favorito e em muitos momentos gostava de ir la. Imaginei que era o restaurante que levava as mulheres para impressionar, com aquele papo, eu ja havia entendido que ele tinha dinheiro. Chegamos em um restaurante charmoso e um pouco mais isolado do que eu imaginei que seria no Jardim Europa. Quando saí do carro, me senti mal vestida para ocasião e com meus tênis , caminhei na grama até o dec para esperá-lo. Felipe entregou as chaves para o manobrista depois de cumprimenta-lo em uma breve conversa e veio até mim elogiando o cheiro do meu perfume. Entramos no restaurante que tinha uma luz baixa, amplo, apesar de poucas mesas. Era fácil conversar com o Felipe, ele parecia animado e calmo ao mesmo tempo. O cardapio chegou e o valor dos pratos eram exorbitantes, me preocupei um pouco. Eu sou orgulhosa e não gosto que o homem pague minha parte, me senti envergonhada, mesmo que meu nariz apontasse uma soberba.

  • Hera, poderia escolher um vinho pra gente?
  • Sim, por favor. Cheguei a me contrariar, ja que ele estava dirigindo, mas não falei nada. Ele pediu o vinho e no momento que o garçom saiu, ele disse:
  • Onde você vai me levar depois daqui?
  • Já ta pensando no depois?
  • Honestamente, sim.
  • Acho que é bem diferente daqui onde vou te levar depois. Enterrei um pouco os olhos no cardapio tentando escolher.
  • Assim espero. — ele riu. — Eu gosto desse restaurante, a comida é muito boa, mas é meio pretencioso. No entanto, é o meu favorito.
  • Como conheceu esse lugar? Felipe riu.
  • Meu irmão é o chef. Eu acabei rindo também, talvez tenha julgado antes de saber.
  • O que você me indica então, ja que conhece tão bem esse lugar?
  • Gosta de mexilhão? Devo ter respondido que sim para manter a pose, mas ele tinha sacado que nunca nem tinha provado. Ele começou a contar que não gostava muito, mas o irmão era muito bom nesse prato. Alí ele contou alguma lembrança familiar com irmão e assim descobri que seus pais eram separados, a mãe era uma importante médica e o pai advogado. Enquanto ele falava, em algum momento pensei que tinha algo engraçado nele, como se ele tivesse um ar juvenil. Ficaria irritada se descobrisse que ele era mais novo que eu. Estava curiosa. Depois depois de pedir uma massa cara de nome em italiano pra mim e Felipe pedir os tais mexilhões, ele quis saber sobre mim, me fez algumas perguntas sobre minha familia e de forma natural, ele foi contando sobre ele. Eu era muito esquiva, tentava virar o assunto pra ele. O vinho estava acabando e ele perguntou se podia pedir mais um. Confirmei. Falávamos de musica e comentei que ouvia pouca coisa de música internacional no meu dia-a-dia, mas que enquanto crescia era o oposto, então sabia que havia muita referência misturada, embora estivesse bastante consumidora de musica brasileira. Ele fez um comentário que inaugurou uma curiosidade sobre o passado recente dele.
  • Minha ex não gostava muito de musica brasileira, ela sempre ganhava no estilo musical, não valia à pena a discussão.
  • Ex namorada?
  • Sim, terminei tem quase um ano.
  • Ficaram amigos?
  • Ah, amigos é forte, mas temos uma boa relação. Temos um cachorro que fazemos o lance da guarda compartilhada. O nome dele é Luís. Ele não perguntou sobre meus ex, nem prolongou. Eu gostava da temática ex, geralmente era quando tinha alguma dica do carater do cara. Minhas amigas me acham meio doida, minha analista tem um interesse maior na temática. Mais meia garrafa e eu estava interessada no cara. Queria beijá-lo enquanto ele falava sem parar sobre a situação da Palestina e Israel. Dei um jeito de encostar o meu joelho no dele, de uma forma que não desgrudava mais; não demorou muito pra ele falar:
  • Hera, tem um tempo que quero fazer uma coisa.
  • O que é? Ele me beijou, graças a deus. A mão dele na minha coxa, um abraço gostoso enquanto o beijo se encaixava.
  • Talvez pule o samba hoje.
  • Você me leva outro dia? Balancei a cabeça dizendo sim antes de beija-lo mais um vez. Sei lá quanto tempo ficamos nisso, também não me importei. Eventualmente nos olhamos, da minha parte comemorava que o beijo era uma delicia e pelo o que tinha investigado com os dedos, estava curiosa com o corpo dele.
  • Posso te perguntar uma coisa?
  • Diga.
  • Porque pediu o meu número?
  • Você ta brincando? Você é muito linda.
  • Eu estava insultando o seu amigo na hora.
  • O que só te torna mais interessante ainda.
  • Escuta, podemos ir pra sua casa?
  • Podemos. Vou pedir a conta e por favor, me deixa pagar como presente. Concordei em silencio, enchi nossas taças com o final do vinho. Ficamos conversando banalidades enquanto a conta não vinha, ele não tirava as mãos de mim e eu adorava isso. Ele me olhava com cara de quem tem sorte. A conta veio, ele passou o cartão e agradeceu ao garçom falando o nome dele. Pediu pra mandar um beijo para o irmão. Um beijo. Na parte de fora do restaurante, estava um pouco frio, nos beijávamos sem poder controlar isso muito bem. Ele deixou as chaves com o manobrista, dizendo que buscaria amanhã e pediu um uber.

Felipe me levou para a casa dele, cobertura de um prédio bem alto na Vila Madalena. Dois quartos, móveis de decoração assinado por designers.

  • Fica à vontade, vou ao banheiro, já volto. Felipe entrou pelo corredor, fui até a parede feita de vidro. Varanda integrada, um lado inteiro da casa era feito de vidro e dava para ver São Paulo inteiro. Estava levemente embriagada, no brilho e contemplativa. Sabia que devia ser por volta das dez da noite, mas sentia o ar frio como se fosse mais tarde. Tirei o casaco, coloquei na poltrona na quina da varanda. Penteei os cabelos com os dedos, me inclinei na janela. Felipe chegou de vagar, colocou a mão na minha cintura sem movimentos bruscos, beijou meu ombro, passou a mão pela minha coxa.
  • Gostou da vista?
  • De São Paulo? Felipe riu. Me virei e passei a mão pelos seus ombros e nuca antes de beijá-lo. Sua mão na minha cintura até minha bunda. Pedi pra usar seu banheiro antes de continuarmos. Eu queria muito dar pra aquele homem, mas também queria aumentar o tesão. Fui no banheiro, arrumei meu cabelo, a roupa, fiz xixi e me olhei por alguns minutos. Quando saí, encontrei Felipe sentado no banco-sofá com o celular nas mãos. Fui até ele e sentei no colo dele de frente, com os joelhos de cada lado; o pau dele subiu na hora. Começamos os amassos, eu podia ver São Paulo no silêncio e as luzes eram muito mais abaixo que a gente. Felipe me pegou no colo como se eu fosse de papel, eu fiquei mais molhada ainda. Felipe me colocou sentada na cama e ajoelhou beijando minha coxa, levando suas mãos até minha calcinha muito devagar. Me beijou por cima da calcinha e eu sentia pulsar; daquela mesma forma sentia sua lingua por cima do pano e eu com muito tesão. Falipe começou a me chupar depois de tirar minha calcinha olhando pra mim. Me senti envergonhada como uma adolescente, mas muito desejada ao mesmo tempo. Eu ja tinha gozado quando ele levantou pra pegar a camisinha sem eu falar nada. Tirei a blusa dele quando ele levantou para me beijar. Em baixo da blusa branca, uma corrente de prata cruzando o peito dele e uma guia fina da cor azul até o umbigo. Ele sustentava um corpo rígido, mas não tao definido, bem do jeito que eu gostava. Ele tirou sua guia, colocou na cabeceira, mas manteve a corrente de prata. Ele me deitou na cama e me comeu, estava tudo uma delícia. Ele me dava coordenadas e me dirigia no sexo, eu adorava isso. Banquei uma inexperiência até ficar por cima gozei mais uma vez e fiquei molinha. Ele deu uma gargalhada e me pegou pela nuca em um beijo muito quente. “Quer me comer de quatro?” “Quero te comer de todos os jeitos. Você é muito gostosa.” “Me come de quatro!” Ordenei. Primeiro virei de costas e ele passou as mãos em mim antes, beijando meu pescoço e ombros. Sentei sobre os joelhos e ele foi passando a mão pela minha cintura e costas. Gozamos juntos.

Deitei na cama dele, fiquei com vontade de rir. Felipe tirou a camisinha, deitou ao meu lado ofegante. Nos olhamos, ele sorria; eu também, provavelmente.

  • Por um segundo achei que gozamos juntos.
  • Mas acho que foi isso mesmo. Felipe soltou uma gargalhada e me beijou. Meu tesão voltou na hora. Aumentei a intensidade do beijo.
  • Mais? Balancei a cabeça dizendo sim. Felipe sorriu e passou a mão pelo meu corpo, me puxando pra perto. Eu sabia que a gente não ia conseguir fazer nada, mas foi bom ele me segurar nessa sensação por mais um tempo. Eu me tencionava toda com os “quase” dedos e lingua. Felipe soube me segurar tão bem no tesão que quando ele colocou os dedos em mim com tempo e lentamente, eu estava quase toda entregue. Vi ele sorrindo, parecia genuinamente feliz e o desgraçado não parava; eu não tinha nenhum controle no meu corpo. Felipe parou, mas não sei se foi antes ou depois de um pequeno flash escuro. Olhei pra ele, e ele levava os dedos à boca. Estava satisfeita. Ficamos um tempo abraçados, alguma carícia; um pouco de silêncio. Dormimos. No dia seguinte, acordei cedo. tinha uma jarra de agua e um copo na mesa de cabeceira ao meu lado. Felipe dormia virado para o outro lado. O sol fazia sua rara aparição em são paulo, era umas 7h da manhã; poucas núvens, ceu azul royal. Olhei meu celular, respondi umas amigas, disse onde estava e conferi minha agenda: tinha que encontrar a carol para almoçar. Mandei uma mensagem adiando, talvez um café da tarde. Fiz um movimento para beber um pouco d’agua e o felipe acordou.
  • bom dia
  • bom dia
  • dormiu bem?
  • sem dúvidas. Ele riu. Terminei de beber a agua e deitei na cama de novo; ele passou a mao por mim, me abraçando, me puxando para perto e me beijou no pescoço. Felipe adormeceu ao meu lado e eu ainda estava surpresa por ter conhecido ele através do Ítalo.

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