By design
Privacidade. Ética. Compliance. Tudo está se tornando “by design”, já percebeu?
By design

Privacy. Ethics. Compliance.
Como se vê, By Design tem se tornado uma espécie de ‘sobrenome comum’, no ambiente corporativo.
Na Pós que estou concluindo agora, na PUC/PR, uma das disciplinas foi ministrada pela Professora Ann Cavoukian, criadora dos conceitos privacy by design e privacy by default. Em uma de suas aulas, em que ela trabalha os princípios que orientam esse framework, ela ensina que o primeiro desses princípios é a proatividade.
Segundo ela, privacy by design / by default “é sobre ser proativo; é sobre embutir a ideia de proteção efetiva à privacidade em seus produtos e serviços, desde sua concepção, até sua efetiva comercialização.”
Uma excelente explicação. Simples, direta, de fácil compreensão, não é mesmo?
A ideia é claríssima; resta adotar, a partir dela, as ações necessárias para assegurar que, de fato, nossos produtos e serviços tenham neles incorporados, desde sua concepção, mecanismos capazes de assegurar que ela se materialize.
Esse “adotar as ações necessárias para que a ideia se materialize” se traduz, na prática, no design — ou, de forma mais específica, no design thinking.
Em um artigo muito interessante, o designer e engenheiro Dennis Hambeukers nos conta como o mundo dos negócios acabou ‘descobrindo’ que o ‘jeito de pensar’ dos designers podia realmente ajudar a resolver os problemas mais complexos e desafiadores do ambiente corporativo.
Ali, para explicar porque design é mais do que design thinking, ele acaba ‘definindo’ o design thinking como uma ‘transferência da abordagem de solução de problemas do design para outras áreas’. Para ele, o design, mais do que a ‘resolver problemas’, apenas, se dedica a encontrar as perguntas certas para, a partir delas, avançar no sentido de solucioná-las.
Como ele mesmo ensina, ali, começar pelo solucionar pode, por vezes, consumir um bocado de recursos numa jornada que, logo mais adiante, vai nos mostrar que não nos dedicamos o quanto deveríamos a compreender de fato, que problema(s) resolver.
Contexto: Velocidade (em excesso). Tempo (falta de). Atenção (falta de). Ansiedade (em excesso).
Nesse cenário, estamos mesmo fazendo as perguntas certas? Ou apenas gastando a nossa energia em perguntas que não são as realmente críticas, apenas para ‘irmos mais rápido’ no processo? Apenas para ‘bater as metas’?
Encontrar as perguntas certas dá bastante trabalho, sem dúvida, mas pode bem representar ‘aquele algo a mais’ capaz de nos ajudar a ‘fazer a diferença’.
Os objetivos, convenhamos, não são ‘elementares’: proteger a privacidade das pessoas (lembre-se, essas tais ‘pessoas’, no final do dia, somos você e eu!); respeitar princípios éticos; atuar em conformidade com os comandos legais, políticas e normas aplicáveis ao que fazemos.
Privacy. Ethics. Compliance.
By Design.
É disso que estamos falando, é isso que estamos buscando.
PS: Da próxima vez que se deparar com um professor que, diante das suas perguntas, te apresenta outras (em lugar de ‘simplesmente te dar respostas e seguir em frente’), lembre-se dessa imagem, no topo deste artigo. O ‘Double Diamond’, usado como uma representação visual do processo de design e inovação pelo Design Council, do Reino Unido. Aquele “pontinho branco’, no meio dos losangos, é “o problema” a ser resolvido.
메타데이터
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