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Quando vem a vontade de chorar…

Muitas pessoas falam para mim: “deu uma vontade tão grande de chorar, não sei o porquê, não tem motivo.” Eu tenho o meu filho pequeno, que…

Patrimônio Emocional · 2024-02-08 00:33 · 0 claps · 2.8 min read
#chorar #tristeza #melancolia #pessoas-empatas #apatia
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Quando vem a vontade de chorar…

Muitas pessoas falam para mim: “deu uma vontade tão grande de chorar, não sei o porquê, não tem motivo.” Eu tenho o meu filho pequeno, que ultimamente, parou com isso, mas quando tinha quatro ou cinco anos, começava a chorar do nada. Lembro uma vez que eu estava ouvindo uma música de Charles Chaplin, “Smile” e ele começou a chorar. Às vezes, as pessoas já têm essa sensibilidade, tem o choro solto, a expressão das emoções. Mas, a maioria não sabe mais chorar.

Quando nós somos crianças, o que acontece? As pessoas perguntam porque estamos chorando, o que está acontecendo. Quando somos crianças, não sabemos dizer, principalmente se formos bem mais sensíveis, empatas. Geralmente, as pessoas ficam aperreadas, desesperadas, quando veem alguém chorando. Ficam angustiadas, nervosas quando veem alguém chorando. Tinham muitas situações na minha vida que eu chorava e as pessoas ficavam tensas quando me viam chorando.

A vontade de chorar tem relação direta com a Intuição Cósmica porque pode ser que alguém esteja passando por um sofrimento no Japão, por exemplo, e se estamos em ressonância com essa pessoa, ficamos também em sofrimento, mesmo estando no Brasil.

Durante meu trabalho de Constelação Medial, percebi que algumas famílias tiveram troca de bebê na maternidade ou teve confusão entre famílias em gerações passadas. Houve também familiares que criaram aqueles filhos porque os pais morreram. Outras pessoas criaram. No nordeste do Brasil, antigamente em uma família, um pai e uma mãe tinham uma quantidade numerosa de filhos. Como não tinham recursos para criar todos os filhos, distribuíam os filhos, literalmente, distribuindo. Deixava um filho na casa de um, um filho na casa de outro. Muitas vezes, esses filhos não sabiam, não tinham mais notícia do pai e da mãe. Muitas vezes, o pai e a mãe iam para as regiões Sul e Sudeste tentar uma vida melhor e nunca mais os cuidadores recebiam notícias.

Tem a história de um senhor que conheci, que morava em Pau dos Ferros (RN). Hoje ele é empresário, milionário, fundou uma fábrica de alimentos embutidos. Quando jovem, foi para São Paulo porque tinha uma prima distante que morava na capital paulista. Ele tinha esposa e filhos no Rio Grande do Norte. Quando chegou em São Paulo, perdeu o papel com o endereço e telefone da prima. Lembrando que, naquela época, na década de 1980 para 1990, não tinha celular. Ele desembarcou na rodoviária de São Paulo e perdeu tudo. Ficou sem ter onde morar, consequentemente, não conseguiu arrumar emprego e passou três meses morando na rua.

Ele disse que a experiência de ter morado na rua foi a melhor experiência da vida dele, porque aprendeu muita coisa e conheceu pessoas até conseguir um trabalho. Porque estou contando a história desse senhor? Por que existe uma ressonância com as pessoas que não sabemos do nosso sistema. Ele estava em São Paulo para ir à casa da prima, mas alguma coisa evitou que eles se encontrassem, por causa de algum emaranhado. A vida dele pedia isso. Isso é importante para reconhecermos o que nossa vida nos pede quando a vida dele pediu isso.

A vida pedia que ele tivesse aquela experiência. Quando construiu um conhecimento, porque ele trabalhou para grandes empresas e sempre manteve a curiosidade para saber como fazia para empreender, construiu sua própria empresa. Ele não sabia ler e estava com um papel escrito! Ele perdeu o papel que ia mostrar para o taxista ler e levá-lo para a casa da prima. Ele nunca viu a prima! Ele construiu a vida inteira, construiu a empresa e nunca viu a prima!

O destino o conduziu! Às vezes, passamos por situações em que estamos em ressonância com pessoas do passado, tanto do nosso sistema familiar quanto do sistema espaço/tempo. Quem são as pessoas do nosso sistema espaço/tempo? São as pessoas que conhecemos na época de outras vidas, em outro período, em outro corpo.

Às vezes, não deixamos tudo bem resolvido nas outras vidas e estamos nesta, em ressonância ainda, com as pessoas que ficaram lá. Muitas vezes, essas pessoas não estão fisicamente neste mundo, nesta vida. Mas, estamos em ressonância com o que está acontecendo com essas pessoas.


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