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Mabuya: uma Dæmon

Entre os anos de 2007 e 2014, fiz evocações a LAM seguindo a linha de Kenneth Grant. Dentre os resultados, apareceu-me um espírito, no…

Herman Faulstich · 2026-07-07 13:15 · 6 claps · 12.3 min read
#goetia
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Mabuya: uma Dæmon

Entre os anos de 2007 e 2014, fiz evocações a LAM seguindo a linha de Kenneth Grant. Dentre os resultados, apareceu-me um espírito, no sentido grimorial, chamado Mabuya. Comunicou que gostaria de trabalhar com quem quisesse fazê-lo e que eu publicasse o seu “tratado”, como chamou o período de contato registrado no meu diário. Ei-lo.

::09/08/2007- Quinta-feira. Terceira evocação a LAM. Na sala, luz apenas de abajour, 23:20h. Em cima de um círculo mágico que pintei no verso do tapete. RMP *[Ritual Menor do Pentagrama]. Dormi ali [o meu processo é onírico*: evoco para que apareça nos sonhos]. LAM repetiu a aparência da segunda invocação: algo meio deidade tibetana, com vários braços. Psicodélico e caleidoscópico. Falou, mas a voz saiu ininteligível, fina e anasalada. Imagem e palavras misturadas na minha cabeça. Da cacofonia entendi “**daemon australis”, “espírito do sul”.

Acordei, banimento do RMP. Banho visualizando limpeza. Fiquei pensando no sonho durante a manhã no trabalho. Montei LAM no Photoshop parecido com o que eu vi para entender a mensagem; imprimi e deixei perto. Comi bastante no almoço para dormir um pouco na baia. Não tem como dormir profundamente, mas são uns 10 minutos ou mais em alfa. Fixei na imagem até fechar os olhos. Vi uma harpia bem nítida.

LAM

LAM

::11/08/2007-Sábado. Quarta evocação a LAM [igual ao dia anterior usando a montagem acima] Nada. Pensei bastante e considerei que ele não queria aparecer mais. Pelo menos por enquanto, uma vez que o nome e a harpia foram nítidos-associei o nome com o pássaro. Puxei uma carta para confirmar. “Ajustamento”. Uma mulher com espada. Harpia é nome feminino sendo uma ave com garras. Vi bom agouro. Focarei na harpia. É uma ave carnívora nativa das Américas, também chamada de gavião real. É maior e mais robusta do que a famosa águia americana ou águia de cabeça branca.

::14/08/2007-Terça-feira. Marte. Folga do trabalho. Desenhei novamente uma harpia. Coloquei-a antropomórfica., tronco e braços humanos com o restante ave. Ela segurava uma foice (Saturno ?). Lá pelas 14:00h, prendi o desenho na cabeceira da cama, virei para ele e dormi olhando buscando uma comunicação onírica [gosto de dormir depois do almoço. Fico na posição de Osíris: de barriga para cima com as mãos cruzadas no peito. É um sono mais leve, como entrar em alfa]. Corri e malhei pela manhã para ficar cansado e dormir melhor. Sonho: o LAM tibetano apareceu de novo (espontaneamente, pois foi em sonho e não evocação), mas em duas formas: de Bafomê e “negativo” tibetano [chamei-os de “BafoLAM” e “AntiLAM” que apareceram posteriormente em outras experiências].

A harpia do desenho apareceu logo depois dos LAMs, em posição de Bafomê, segurando a foice e um símbolo que considerei o sigilo dela — demorei para focá-lo dificultando o desenho posterior onde escrevi “Daemon Australis”. Não ouvi nomes.

Data: 14+08+2007 = 31 = LA = Não/Nada = Nuit (feminino), A Chave de Liber AL vel Legis. Domingo é dia do Sol.

::18/08/2007- Sábado, 13:00h. Sono vespertino visualizando a harpia. Dormir repetindo uma invocação simples: “Apareça, ó Daemon Australis, Senhora do Sul[“Senhora do Sul” veio na hora. Harpia é uma predadora e as penas na cabeça parecem coroa]. Sonhei com uma harpia, gigante, majestosa, pegava macacos. Olhos vermelhos brilhantes. Consegui interagir e perguntei: “O nome da senhora, por favor”. Olhou para mim e não ouvi nada. Interpretei o sonho como uma referência atávica. A ave realmente preda macacos, mas associei-os com o ser humano primitivo. Sentia-a velha, milenar, arcaica — aves são descendentes de dinossauros, lembrando do Arqueopterix na enciclopédia do meu irmão “Os Bichos” que lia muito na infância. Ela era algo antigo, que precedia o ser humano e maior, mais elevado do que nós. O saldo da visão onírica foi essa sensação. Daí associei o desenho com o nome “Senhora do Sul” e a sensação atávica. Assim eu dava “vida” a entidade.

::15/09/2007- Sábado, 16:30h. As evocações oníricas e ritualísticas não deram em nada. Devemos “digerir” as experiências e não desejar várias. Precisamos deixar assentar. Eu já sabia disso, mas a “ânsia de resultado” sempre volta.

Mas hoje tive “resultado espontâneo”: dormi de tarde sem evocar nada, apenas na posição de Osíris. Retornando ao desperto, ouvi um nome: “Mabuia”. Anotei e fiz a gematria: MABUIA = 4 + 1 + 2 + 3 + 9 + 1 = 20 =2, Aeon e Sacerdotisa. Dai fiz MABUYA = 4 + 1 + 2 + 3 + 7 + 1 = 18= 9, Lua e Eremita. 20+18=38=11=2= Tesão [Lust] e Sacerdotisa. Vou chamá-la de “Mabuia”. Sacerdotisa é feminina e uma das representações do Sagrado Anjo Guardião. 2=1 e 1= A.’.A.’.= 11 = Tesão.

::16/09/2007- O senão é que a Sacerdotisa é uma jovem e a sensação atávica é de antiguidade. A Lua tem mais relação: a letra Koph [da carta] é a parte de trás da cabeça, relacionada com atrás, passado, outras vidas, atavismo. É um portal para o inconsciente, o submundo, Hades, mundo dos mortos — LAM foi chamado de “Portal” por Crowley. A carta tem algo de sinistro combinando mais com a sensação sobre a figura. MABUIA ou MABUYA? Joguei o tarô mas fiz um Rubi Estrela para banir a dúvida [versão thelêmica do RMP]. Saiu “Rainha de Bastões”, uma mulher com um leopardo. Rainha não é uma jovem, logo, não está relacionada com Sacerdotisa; leopardo é um bicho como a harpia e bastões é fogo, Espírito. O nome é “Mabuya” (o som é “mábuiá”, oxítona.

::21/09/2007-Sexta. Passei a semana procurando relações com Mabuya:

-Ma– a primeira sílaba humana, pronunciada pelo bebê quando pede leite. “Ma’ é a raiz da palavra “mãe”, “mother”, “muther”, “matr” etc. MA=4+1=5=Hierofante (S.A.G.);

-Bu– não consegui referência [até hoje], talvez uma onomatopeia, animal, “Buuu”, como de uma coruja. Sem o “bu” o nome é “Maya”: ilusão (Lua), feminino e magia. B+U=5=Hierofante;

-Ya- ”Mãe” em Iorubá de Ialorixá. Y+A=8=Ajustamento, mulher com espada.

-Sonoridade — mábuiá, tirando o “bu” fica “má-iá”, “mãe má”?

-777: em hebraico ficaria MBY (Men, Beth e Yod) = 40 + 2 + 10 = 52=7=O Carro. No Sepher Sephiroth, 52 equivale a:

-Mãe Suprema- (Aleph, Yod, Samek, Aleph)

-Elihu — ”Eli Hua, ‘Ele é meu DEUS’, que é o Sagrado Anjo Guardião de Jó na Alegoria”. (Aleph, Lamed, Yod, He, Vav) — Égua; animal bruto; besta — (Beth, He, Samek, He)

-Cão -(Kaph, Lamed, Kaph). Animal da carta da Lua.

-Desejável — (Chet, Men, Daleth)

Resumo: Forte relação com o feminino. Vi coerência tanto no nome quanto no 777. Considero uma identificação legítima. Então o Daemon Australis indicado por LAM chama-se Mabuya cuja forma é uma harpia antropomórfica segurando faca curva e foice. Isso me lembra o padrão visual dos espíritos da Goetia. Eles estão em hierarquia monárquica e Mabuya me parece uma rainha. Não lembro de rainha em espíritos da Goetia, apenas reis. Tenho que procurar. Fiquei pronunciando o nome repetidas vezes como mantra, tem sonoridade africana. Pede um som grave.

A aparência ressoa com o meu mapa astral:

-Vênus em Escorpião — feminino regido por Marte e Plutão, guerra e morte (o que vem do submundo). Feminino agressivo.

-Lua em Peixes — aspecto feminino característico de ambos. [outros aspectos eu tirei para o post]

Faz sentido eu ressoar com uma entidade dessas. Acredito que temos configurações psicofísica-astrais que facilitam lidar com certos espíritos e que eles “usam” pessoas para existir/ganhar força. M. combina com Kali.

[Quando uma entidade aparece, ela quer relacionar-se. Cabe ao mago descobrir a linguagem a ser utilizada, que depende da idiossincrasia de cada pessoa. E também entender que tipo de ser é. Quando as coincidências são fortes, soa como validade, porém outras formas devem ser usadas como acontecerá mais a frente.]

Fiquei animado com as relações coerentes. Resolvi “falar” com M. desenhando-a. Aproveitar a energia organizadora do Sol em Virgem, Mercúrio. Estando no último decanato, a regência é Vênus-Mercúrio, arte, Beleza (Tifaret) com o Intelecto. Mais uma coincidência: entrando em Libra, o meu signo. A força do meu Sol está agindo [a pessoa que nasce no final de um signo apresenta características do próximo].

*::08/10/2007- Segunda-feira, dia Lua; 21:15. Meu aniversário. Evocação de M. Dentro do círculo mágico. Triângulo na frente. Comecei a opus com o Rubi Estrela portando a minha adaga mágica e fiz o chamado em voz alta [que os vizinhos de apto ouviram, com certeza]*:

Apareça, ó Daemon Australis, Senhora do Sul, poderosa Mabuya! Que me concedas vossa presença e sabedoria! Ensina-me como falar contigo! Que vossa vontade seja feita!”

[Pintei o círculo no verso do tapete da sala e o triângulo no verso de outro menor que eu colocava na frente. Arrastava o sofá para posicionar os elementos em volta: velas, incenso, um altar/criado mudo com o Livro da Lei, Pantáculo, Taça, incenso de Pomba-Gira e duas velas pretas. No triângulo coloquei um bife cru, três velas vermelhas e os elementos relacionados a Marte e Hades. O bife foi por intuição, já que aves de rapina gostam. E ofereci um pombo depois do Rubi.]

Comi bastante para ficar sonolento e entrar em alfa fazendo pranayama. Sentado, mirei o triângulo e o bife iluminados pelas velas. Dormi. Acordei no dia seguinte, bani com o Rubi Estrela. Banho. O dia no trabalho foi puxado e não tive tempo para pensar no ritual até ás 16:00h. Então fiquei desenhando e deixei a mão correr solta. Fiz sigilos no estilo goéticos. Senti que deveria fazer o selo da M. Fiz dois. Fiquei em dúvida qual usar então veio-me à cabeça: Um para os outros e um para você”. Qual seria o meu? Decidi pela tarô. Apaguei a luz e virei ambas as folhas e troquei de posição de olhos fechados. Tirei uma carta para cada colocando em cima. Acendi a luz e virei as cartas e as folhas. Para uma saiu “Crueldade” e a outra “Valor”. Fiquei com o desenho da carta “positiva”. O selo que está neste post é o ser usado por terceiros.

Então fui informado que deveria compartilhar a evocação da Mabuya. Tirei outra carta para confirmar se deveria mesmo e saiu “Cavaleiro de Bastões”, fogo de fogo, ação, logo, sim. Perguntei se deveria ser imediatamente e saiu “Ás de Discos”, raiz do elemento terra ou seja, não. Terra é elemento pesado e lento. Acho que deveria mesmo maturar a minha relação com Mabuya. Fazer como está na Goetia: nome, imagem, identificação e função. Faltava função. Pensei em usar o VIIIº O.T.O, mas não quero vincular esse tipo de energia com algo que ainda não conheço.

::01/11/2007- Finados. Quinta-feira, dia de Júpiter, expansão. Nova opus para saber a função. Repeti o processo do dia 08/10. Dormi sem sonhos reveladores.

::02/11/2007- Sexta, dia de Vênus. No final do dia, já desacelerando para o final de semana, fiquei desenhando M. pensando na função. Já havia pensando em trabalhos mágicos de ataque, mas fazendo as armas pensei em algo relacionado a intelecto, uma vez que adaga é elemento ar, bem como a própria M. ser meio ave. Alguns espíritos da Goetia trabalham com isso. Mas o que? Inteligência, conhecimento, sabedoria, lógica? Não sei.

::17/11/2007- Sábado. Saturno; 17, Nuit, 11, Tesão, Babalon. 2007=9, Eremita. Sono vespertino na posição osiriana. Incenso de P.G. pensando no que do elemento ar M. trabalha. Resolvi fazer uma viagem astral no sono. RMP e segui Liber O: imaginei-me saindo do corpo, vendo o quarto, eu mesmo o prédio, rua etc. Dormi. Não sonhei. Fui jantar em um shopping e, como sempre, fui na livraria. Folheando um livro sobre mitologia grega deparei-me com as Harpias: Aelo, Ocípete e Celeno! Então veio na cabeça: “escrita”. A revelação veio através de um livro em uma livraria! Em casa, puxei uma carta: “Amor”, 2 de Copas. “Amor sob vontade”. Resolvi escrever sobre Ela como se fosse um espírito da Goetia:

O espírito é Mabuya. Ela é uma poderosa rainha. Aparece como uma mulher com cabeça, pés e asas de harpia além de pássaros predadores como coruja e falcão. Ela responde sobre ataque, defesa e concede presteza com as palavras. Seu nobre selo é este que deve ser usado como lamen.

::01/12/2007- Sábado, 20:00h — Correspondências:

-Comida- carne vermelha, crua; sangue; pequenas aves vivas, ovo e vinho;

-Cores- vermelha, preta e chumbo;

-Incenso- de Pombas Giras;

-Dia da semana- segunda (de preferência) e sábado a noite;

-Lua- de preferência minguante;

-Cartas do Tarô de Thoth- A Lua, Rainha de Espadas e Crueldade. Os cincos e setes dos Arcanos Menores podem ser usados de forma secundária;

-Mitologia- deusas furiosas como Kali; Marte; Saturno e seres mitológicos femininos alados também furiosos;

-Símbolos- garras, unhas, presas, dentes, ossos, chifres, foice, faca, pena, elementos pontiagudos, ar, aves de rapina, crânio de pássaros, asas e ovo;

-Uso- ataque, defesa, escrita, síntese, cortes, segredo, inteligência, astúcia, sabedoria do alto e dinamismo;

-Aceita também as associações da linha 5 na Tabela de Correspondências do Liber 777.

::13/02/2008- Quarta-feira, 23:00h- Evoquei Mabuya ontem, dia de Marte, para ajudar em um texto que escrevi hoje para o trabalho, dia de Mercúrio. Vi uma mão escrevendo com uma pena dela. Matei em duas horas: uma escrevendo e outra revisando. Ela apareceu com a foice e uma faca. Senti que era a sua forma final.

::03/07/2008- Quinta-feira, 22:10h- Chamei Mabuya para ajudar em uma apresentação no trabalho. A nossa proposta estava causando desavenças com pessoas de outro setor da empresa que estariam presentes. Fiz a evocação na noite de ontem e não bani de manhã para chegar energizado. Antes da apresentação, imaginei ela na sala, enorme, de asas abertas tocando as paredes laterais. Veio na minha cabeça a frase “Ó Mabuya, Mãe Carniceira”. Imaginei as garras da harpia na cabeça dos adversários que estavam assistindo, para confundir seus pensamentos. Eles não questionaram nada na apresentação e a proposta da apresentação foi aceita. Bani em casa.

::01/07/2013- Segunda-feira, 20:20h- Evoquei, oniricamente, Mabuya anteontem de tarde para ajudar contra [x]. Ela apareceu e repetiu para publicar o seu “tratado” (o contato com ela) e que gostaria de trabalhar com outras pessoas. Perguntei quando e ela respondeu “não tão cedo”.

Julho de 2026- Experiências espirituais não esgotam-se quando ocorrem. Sendo legítimas, o tempo valida, mais associações e coincidências aparecem. Mabuya segue o padrão da figura “mulher-(ave de) rapina”, o feminino destrutivo. O curioso sobre, é a menor associação desse aspecto com mamíferos abrutalhados — mas como as culturas não são uniformes, existem representações como leoa nos deuses egípcios. Aves de rapina são animais menores, furtivos; garras e bicos pontudos exigem habilidade e precisão. O perigo feminino difere do masculino, é mais discreto e preciso. Por exemplo, é comum águias capturarem um animal e deixarem cair do alto para morrer em vez de rasgar no solo. Obviamente as fêmeas de mamíferos agem de acordo com o padrão da espécie, da mesma forma que o macho das aves, mas o que foi selecionado para o feminino foi a imagética das rapineiras. Nos clássicos do cinema a mulher mata, de forma discreta, despejando veneno, na bebida, oculto no compartimento secreto do seu anel.

Enquanto os homens promovem duelos, partem para machadadas, socos e outras golpes de impacto. Há também uma associação com o ato de parir: ambas expelem a cria — sem contar que a ciência revelou sobre o óvulo/ovo. Diversos são os exemplos mitológicos do padrão mulher-rapina como:

-Fúrias- ou Erínias, criaturas gregas relacionadas à punição, justiça e vingança. Originalmente tinham aparência humana e o posterior visual de rapina combina com morte e perseguição;

-Harpias- Em grego significa “arrebatar” ou “arrancar à força”. Simbolizam forças súbitas e destrutivas da natureza além de arrebatamento. A aparência aviária é original;

-Sereias- seres femininos da mitologia grega cujos cantos perturbavam navegadores. Apesar da forma atual ser híbrida pisciana, a original era alada;

-Strix- corujas monstruosas das mitologias grega e romana. O nome significa “coruja de grito estridente”. Eram vistas como presságio de guerra, peste e morte e na Idade Média, o termo deixou de significar a ave monstruosa e passou a designar a bruxa humana que se transforma em animal para causar danos. No latim tardio, a palavra “strix” transformou-se em “striga” de onde surgiu “stregoneria” (“bruxaria” em italiano) referindo-se ao conjunto de práticas mágicas, folclore e crenças populares da Itália.

Iyami Oxorongá- feiticeiras da cultura Yorubá. Representam forças maternas e também destrutivas do feminino de origem arcaica. Uma das formas que se manifestam é a coruja;

-La Lechuza- “coruja” em espanhol. Refere-se a uma bruxa no folclore mexicano e texano que transforma-se na ave gigante. Imita choros de bebês na escuridão para atrair as vítimas;

-Matinta Pereira — mulher, geralmente idosa, que à noite se transforma em ave — a associação com a coruja é bastante comum. Pertence ao folclore brasileiro com destaque para o norte do país. É conhecida por lançar maldições ou causar infortúnios;

-Ershekgal- deusa suméria do mundo dos mortos. A sua iconografia não aparece em textos, porém o Relevo de Burney é relacionado a ela por correntes arqueológicas. As asas representam o trânsito entre mundos além da ave ser um símbolo comum da alma. As patas de rapina representam identidade do submundo ou monstruosa, umas vez que os pés eram elementos estéticos femininos importantes. Leões na suméria também representavam o submundo bem como as corujas;

Ershekgal

Ershekgal

A relação mulher/ave de modo geral é bastante presente mitologicamente como nas eslavas Alkonost e Sirin; Pomba com Afrodite, Dione, Semíramis e Maria; Valquírias com manto de penas para voar; Hera com o pavão e o cuco; Athena e coruja, Inana e falcão entre outras.

Este post sai 13 anos depois do período inicial do contato. 13=Morte no tarô.

Mabuya

Mabuya

Publicado no Instagram.


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